terça-feira, 11 de setembro de 2012
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
«Não» é «não»!
Andamos afónicos de tanto gritar «basta!». Os nossos governantes ignoram-nos, fingem não nos ouvir, enquanto trocam sorrisos com os amigalhaços a quem oferecem todas as regalias e privilégios.
Em Portugal e por toda a parte, em poucos meses destruíram direitos que levaram séculos a conquistar e que custaram a tantos homens e mulheres como nós, no mundo inteiro, anos de prisão, tortu
ra, por vezes a própria vida. O direito a uma vida condigna, a um salário justo, o direito a partilhar e usufruir da riqueza gerada pelo nosso trabalho, neste mundo que ajudamos a construir todos os dias, o direito à Saúde, à Educação e à Cultura.
As nossas contribuições através dos descontos para a Segurança Social e do IRS são tratadas como impostos feudais, que pagamos aos grandes senhores donos do mundo pelo atrevimento de existirmos, e não como contributos para a construção de um Estado mais justo. Desprezam e desprestigiam o sistema democrático, esquecendo – ou fingindo esquecer – que são eleitos pelo povo para o representar e para defender os seus direitos na gestão dos bens públicos em proveito de todos; em vez disso vendem o país ao desbarato.
Não! O Estado somos todos nós e os bens do Estado são nossos!
Não estamos à venda, nem aceitamos que nos roubem em nome de uma dívida que não contraímos. Insistem em atribuir nos as culpas, como quem responsabiliza a criança que gastou o troco em rebuçados pela falta de dinheiro para a renda da casa. Fazem tábua rasa das quantias exorbitantes que, ao longo de anos, sacaram ao Estado e ofereceram aos amigos nos grandes grupos financeiros, em recapitalizações, privatizações a pataco e pretensas parcerias público-privadas; nas mesas de jogo dos mercados internacionais, os comparsas especulam sem pudor, arriscando desplicentemente os destinos dos povos.
Não! Não aceitamos agiotas que jogam as nossas vidas a feijões!
Para alimentar a besta, sugam até ao tutano quem trabalha, humilham e condenam a uma dura subsistência reformados que ao fim de tantos anos de trabalho e contribuições merecem gozar a vida e beneficiar da riqueza que ajudaram a acumular, destroem o futuro das novas gerações, condenando-as a um regime de semi-escravatura depois de lhes acenarem com el-dorados de licenciaturas e profissões construtivas na sociedade.
Dividem o mundo entre poderosos na engorda, com todas as regalias e nenhumas obrigações, e sub-humanos a quem sugam as vidas, com todas as obrigações e nenhum direito.
Não! O mundo não tem donos nem elites!
No dia 15 de Setembro, é preciso gritar até que nos oiçam.
«Não» é «não»! Que se lixe a troika! Queremos as nossas vidas!
RITA VELOSO
Em Portugal e por toda a parte, em poucos meses destruíram direitos que levaram séculos a conquistar e que custaram a tantos homens e mulheres como nós, no mundo inteiro, anos de prisão, tortu
ra, por vezes a própria vida. O direito a uma vida condigna, a um salário justo, o direito a partilhar e usufruir da riqueza gerada pelo nosso trabalho, neste mundo que ajudamos a construir todos os dias, o direito à Saúde, à Educação e à Cultura.
As nossas contribuições através dos descontos para a Segurança Social e do IRS são tratadas como impostos feudais, que pagamos aos grandes senhores donos do mundo pelo atrevimento de existirmos, e não como contributos para a construção de um Estado mais justo. Desprezam e desprestigiam o sistema democrático, esquecendo – ou fingindo esquecer – que são eleitos pelo povo para o representar e para defender os seus direitos na gestão dos bens públicos em proveito de todos; em vez disso vendem o país ao desbarato.
Não! O Estado somos todos nós e os bens do Estado são nossos!
Não estamos à venda, nem aceitamos que nos roubem em nome de uma dívida que não contraímos. Insistem em atribuir nos as culpas, como quem responsabiliza a criança que gastou o troco em rebuçados pela falta de dinheiro para a renda da casa. Fazem tábua rasa das quantias exorbitantes que, ao longo de anos, sacaram ao Estado e ofereceram aos amigos nos grandes grupos financeiros, em recapitalizações, privatizações a pataco e pretensas parcerias público-privadas; nas mesas de jogo dos mercados internacionais, os comparsas especulam sem pudor, arriscando desplicentemente os destinos dos povos.
Não! Não aceitamos agiotas que jogam as nossas vidas a feijões!
Para alimentar a besta, sugam até ao tutano quem trabalha, humilham e condenam a uma dura subsistência reformados que ao fim de tantos anos de trabalho e contribuições merecem gozar a vida e beneficiar da riqueza que ajudaram a acumular, destroem o futuro das novas gerações, condenando-as a um regime de semi-escravatura depois de lhes acenarem com el-dorados de licenciaturas e profissões construtivas na sociedade.
Dividem o mundo entre poderosos na engorda, com todas as regalias e nenhumas obrigações, e sub-humanos a quem sugam as vidas, com todas as obrigações e nenhum direito.
Não! O mundo não tem donos nem elites!
No dia 15 de Setembro, é preciso gritar até que nos oiçam.
«Não» é «não»! Que se lixe a troika! Queremos as nossas vidas!
RITA VELOSO
Porque É Preciso Fazer Alguma Coisa de Extraordinário.
Porque nos roubam a dignidade.
Porque nos falseiam a identidade.
Porque nos desprezam o viver e nos impingem a pobreza e o desespero como medidas inevitáveis, em forma de acordos unilataerais que devemos cumprir sem questão ou protesto.
Porque questionamos.
Porque não somos bonecxs nas mãos frias da ganância, e recusamos ser solução para a imperante sede de lucro.
Porque "a crise" é só para a maioria - a minoria existe, governa e enriquece.
Porque acordar com esperança se torna mais raro a cada dia. A cada pessoa.
Porque nos querem isoladxs, distantes de todxs, ausentes de nós.
Porque nos tiram as casas, os empregos, a verdade.
Porque nos roubam as necessidades básicas para uma vida digna.
Porque acreditamos na igualdade de oportunidades para todxs, independentemente de género, raça ou classe social.
Porque a solidariedade existe em nós, e sem nós é o nada que estes tempos - dizem-nos, mentem-nos - impõem.
Porque nos querem sós.
Porque não estamos sós.
Porque há o meu grito, o teu ombro, as nossas mãos.
Porque juntxs somos força.
Porque juntxs somos mudança.
Porque é preciso fazer alguma coisa de extraordinário.
ANA NICOLAU
Porque nos falseiam a identidade.
Porque nos desprezam o viver e nos impingem a pobreza e o desespero como medidas inevitáveis, em forma de acordos unilataerais que devemos cumprir sem questão ou protesto.
Porque questionamos.
Porque não somos bonecxs nas mãos frias da ganância, e recusamos ser solução para a imperante sede de lucro.
Porque "a crise" é só para a maioria - a minoria existe, governa e enriquece.
Porque acordar com esperança se torna mais raro a cada dia. A cada pessoa.
Porque nos querem isoladxs, distantes de todxs, ausentes de nós.
Porque nos tiram as casas, os empregos, a verdade.
Porque nos roubam as necessidades básicas para uma vida digna.
Porque acreditamos na igualdade de oportunidades para todxs, independentemente de género, raça ou classe social.
Porque a solidariedade existe em nós, e sem nós é o nada que estes tempos - dizem-nos, mentem-nos - impõem.
Porque nos querem sós.
Porque não estamos sós.
Porque há o meu grito, o teu ombro, as nossas mãos.
Porque juntxs somos força.
Porque juntxs somos mudança.
Porque é preciso fazer alguma coisa de extraordinário.
ANA NICOLAU
domingo, 9 de setembro de 2012
Por Um País de Luz Perfeita e Clara
Estes são tempos de cinza. Estamos imersas e imersos nas cinzas dos incêndios que a troika, esse monstro de homens e gente afundada em fortunas e maldições de Midas, ateia com volúpia. Não. Eu digo-lhes não, não e não. Chega. Basta. Esta é a minha gente, este é o meu povo, estes são os meus rostos de silêncio e de paciência (e não perco tempo a explicar-lhes qu
em é Sophia, porque é nossa e de todos, e para todos a luz, para todas tudo; mas não para quem nos dispara a perdição no rosto), e é por eles que não vos deixarei nunca cantar vitória. digo-lhes. Porque estes rostos também são de bravura e dignidade, grito-lhes. Quinze, Setembro, em todas as ruas, em todos os poros da pele deste país de rochas e sonhos profundos, sibilo-lhes.
Não quero o fim de algo. Quero que tudo comece. Não sei o que é uma revolução, mas sei o que é cantar e sentir a voz espacial, degrau a degrau, porque os nossos ombros estão todos à altura da dignidade que nos faz cantar, à altura do olhar que nos faz mirar um futuro de luz perfeita e clara. Porque sim. Porque podemos. Porque sabemos. E somos todos vozes de fúria. E seremos todos vozes de vitória. Não quero que tudo acabe. Quero que tudo comece, que a realização das nossas potências não seja um sonho demente (como os poderes desejam, desvelados que estão, desnudos na sua podridão); quero que tenhamos direito ao delírio; quero coisas belas e radiantes para estes rostos esculpidos ao vento. A troika deleita-se com computadores e previsões e inevitabilidades. Nós temo-nos umas às outras. Nós agarramo-nos uns aos outros. Deixemo-los falar a língua da técnica e da estatística e dos números. Nós falamos em todas as línguas do mundo. Nós olhamo-nos em todos os olhos do mundo. A troika sabe muito. O governo sabe tudo. Nós também sabemos muito, mas levantamo-nos do chão porque sabemos, acima de tudo, sentir e pensar. Nós somos horizontes de alternativas. E, em bom português - sempre em bom português -, há mais dias que chouriços. Cá estaremos, de riso guardado, de sofrimento ao peito, mas sempre com o futuro em riste, porque a nossa perdição não vo-la daremos nunca.
Não sei onde este quinze de muitos nos pode levar. Sei para onde a troika pode ir. Sei o que quero dizer à troika. Mas prefiro juntar-me às mil vozes que o dirão. E é isto que encostará o meu ombro ao teu.
LUÍS BERNARDO
em é Sophia, porque é nossa e de todos, e para todos a luz, para todas tudo; mas não para quem nos dispara a perdição no rosto), e é por eles que não vos deixarei nunca cantar vitória. digo-lhes. Porque estes rostos também são de bravura e dignidade, grito-lhes. Quinze, Setembro, em todas as ruas, em todos os poros da pele deste país de rochas e sonhos profundos, sibilo-lhes.
Não quero o fim de algo. Quero que tudo comece. Não sei o que é uma revolução, mas sei o que é cantar e sentir a voz espacial, degrau a degrau, porque os nossos ombros estão todos à altura da dignidade que nos faz cantar, à altura do olhar que nos faz mirar um futuro de luz perfeita e clara. Porque sim. Porque podemos. Porque sabemos. E somos todos vozes de fúria. E seremos todos vozes de vitória. Não quero que tudo acabe. Quero que tudo comece, que a realização das nossas potências não seja um sonho demente (como os poderes desejam, desvelados que estão, desnudos na sua podridão); quero que tenhamos direito ao delírio; quero coisas belas e radiantes para estes rostos esculpidos ao vento. A troika deleita-se com computadores e previsões e inevitabilidades. Nós temo-nos umas às outras. Nós agarramo-nos uns aos outros. Deixemo-los falar a língua da técnica e da estatística e dos números. Nós falamos em todas as línguas do mundo. Nós olhamo-nos em todos os olhos do mundo. A troika sabe muito. O governo sabe tudo. Nós também sabemos muito, mas levantamo-nos do chão porque sabemos, acima de tudo, sentir e pensar. Nós somos horizontes de alternativas. E, em bom português - sempre em bom português -, há mais dias que chouriços. Cá estaremos, de riso guardado, de sofrimento ao peito, mas sempre com o futuro em riste, porque a nossa perdição não vo-la daremos nunca.
Não sei onde este quinze de muitos nos pode levar. Sei para onde a troika pode ir. Sei o que quero dizer à troika. Mas prefiro juntar-me às mil vozes que o dirão. E é isto que encostará o meu ombro ao teu.
LUÍS BERNARDO
Sabes como é
o que a gente quer é mudar o mundo, não fazemos a coisa por menos, já os beatles vinham com esta cantiga e a culpa não foi da Yoko Ono. Só que nem por isso os caciques se espantam e os cidadãos se acordam a montar algo de agradável. Parte será questão de gosto e feitio. Será outra de transigir, que é do mais difícil que há quando divergem os nossos absolutos. E depois há o medo, quefacilmente se dilui nesta modernidade líquida, que requer determinação para se dissolver. E por vezes sabes lá de que parte te privas porque eles querem, e que parte outra sonhas porque ainda eles te deixam. Que tramada é esta terceira pessoa plural indicativa––até porque há quem acredite que a coisa é nossa e quem cultiva e partilha o comum deve por ele––e por si–– responsabilizar-se: um qualquer elo que não tem de ser sólido mas convém que funcione em conjunto. Isto é: inventámos a roda e a democracia, o que foi muito; agora é revolver os eixos pares, os dinâmicos êmbolos do teu trabalho, dentro e fora, aros distribuidores de luz. E depois poder também girar suficientes e livres, que é o que hoje nos retiram, porque antes nos querem eficientes e crentes no paradoxo da austeridade produtiva. Mas sabes o resgate: a tua natureza contra o abstracto que estabelecem os banqueiros, vertigem de fumo e espelhos, de mal formados fabricantes de armas e andróides. Que o consumo que te vendem só te rouba o desejo e estraga o clima, imateriais super-potentes de viagras, os vilõezinhos das troikas, que te dizem que lhes deves quando tu nunca os viste mais pobres, a empatar o que tens a fazer––ah! o amor. E há por ora esta divisão: eles ou tu. E é relativamente simples: eles são poucos, querem mandar; tu és dos tantos que queremos mudar.
Já calhava bem uma revolução.
MARGARIDA VALE GATO, tradutora, professora universitária, poeta.
sábado, 8 de setembro de 2012
Não os Podemos Deixar Descansados
Nos últimos anos, por motivos profissionais, tenho viajado para diferentes cidades do hemisfério norte. Umas vezes só, outras com a família, chega sempre a pergunta: seríamos capazes de viver aqui? Como a maioria dos que habitam este país, o nosso futuro pode não passar por fazer a nossa vida em Portugal. Neste momento, só a nossa vontade nos faz ficar.
Há dez anos trabalhava fora do país. Tinha
um contrato, recebia um salário superior ao que alguma vez tive em Portugal e as perspetivas que tinha permitem-me afirmar que, se não tivesse escolhido regressar, hoje viajaria por todo o mundo e auferiria um salário, no mínimo, dez vezes superior ao que tenho actualmente. Mas escolhi regressar.
A crise já cá estava e servia de pretexto para baixar salários, retirar direitos e generalizar o recibo verde. Para ter mão no nosso futuro montámos um negócio, fomos ganhando trabalho. Diziam-nos que éramos a classe média - essa mistificação que o capitalismo inventou para apaziguar a luta de classes e para esconder a divisão entre exploradores e explorados -, até, patrões.
Em Portugal ou na Grécia - países com os quais o capitalismo alimenta o seu processo de acumulação - em poucos meses, a classe média praticamente desapareceu. Uns foram perdendo o emprego. A maioria o salário. Todos a esperança. A quem nunca foi permitida a passagem a “classe média” foram-lhe sendo retiradas liberdades, foram sendo criadas novas dependências sob a forma de “trabalho voluntário” ou “apresentações” perante o Estado. A alguns, permitem-lhes comer os restos.
Mas se há uma coisa sobre a qual não restam quaisquer dúvidas neste processo de acumulação é que há apenas 1% que decide sobre o futuro de todos e que, de um dia para o outro, podemos ficar sem o dinheiro que temos depositado no banco, podemos ter de tirar os nossos filhos da escola, podemos não encontrar um médico no hospital ou o que comer no frigorífico.
Haverá alternativa no quadro da União Europeia ou do Euro? Ninguém pode ter a certeza. Haverá alternativa no quadro do sistema capitalista? Creio que não.
A certeza que podemos ter é que fizemos mal em deixar o Estado nas mãos de quem o quer privatizar, tal como fizemos mal em deixar o Estado nas mãos de quem dele se quer aproveitar. Fizemos mal em deixar PS/PSD/CDS alambazarem-se de submarinos a robalos, contraindo uma dívida que agora nos dizem pertencer, administrando o seu pagamento a um grupo de agiotas. A certeza que posso ter é que não os podemos deixar governar descansados e que importa unir esforços para fazer frente às suas medidas.
A certeza que posso ter é que se nada fizermos vamos ter de procurar a esperança, um a um, noutras paragens.
TIAGO MOTA SARAIVA
Há dez anos trabalhava fora do país. Tinha
um contrato, recebia um salário superior ao que alguma vez tive em Portugal e as perspetivas que tinha permitem-me afirmar que, se não tivesse escolhido regressar, hoje viajaria por todo o mundo e auferiria um salário, no mínimo, dez vezes superior ao que tenho actualmente. Mas escolhi regressar.
A crise já cá estava e servia de pretexto para baixar salários, retirar direitos e generalizar o recibo verde. Para ter mão no nosso futuro montámos um negócio, fomos ganhando trabalho. Diziam-nos que éramos a classe média - essa mistificação que o capitalismo inventou para apaziguar a luta de classes e para esconder a divisão entre exploradores e explorados -, até, patrões.
Em Portugal ou na Grécia - países com os quais o capitalismo alimenta o seu processo de acumulação - em poucos meses, a classe média praticamente desapareceu. Uns foram perdendo o emprego. A maioria o salário. Todos a esperança. A quem nunca foi permitida a passagem a “classe média” foram-lhe sendo retiradas liberdades, foram sendo criadas novas dependências sob a forma de “trabalho voluntário” ou “apresentações” perante o Estado. A alguns, permitem-lhes comer os restos.
Mas se há uma coisa sobre a qual não restam quaisquer dúvidas neste processo de acumulação é que há apenas 1% que decide sobre o futuro de todos e que, de um dia para o outro, podemos ficar sem o dinheiro que temos depositado no banco, podemos ter de tirar os nossos filhos da escola, podemos não encontrar um médico no hospital ou o que comer no frigorífico.
Haverá alternativa no quadro da União Europeia ou do Euro? Ninguém pode ter a certeza. Haverá alternativa no quadro do sistema capitalista? Creio que não.
A certeza que podemos ter é que fizemos mal em deixar o Estado nas mãos de quem o quer privatizar, tal como fizemos mal em deixar o Estado nas mãos de quem dele se quer aproveitar. Fizemos mal em deixar PS/PSD/CDS alambazarem-se de submarinos a robalos, contraindo uma dívida que agora nos dizem pertencer, administrando o seu pagamento a um grupo de agiotas. A certeza que posso ter é que não os podemos deixar governar descansados e que importa unir esforços para fazer frente às suas medidas.
A certeza que posso ter é que se nada fizermos vamos ter de procurar a esperança, um a um, noutras paragens.
TIAGO MOTA SARAIVA
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
Porque Odeio a Troika? (e que se Lixe a Troika e não as nossas Vidas!)
Não há dúvida que a TROIKA , a crise e a estagnação da economia também afetam bruscamente a vida das pessoas imigrantes, provocando o aumento das perseguições , xenofobia, racismo e desigualdade .
A TROIKA , espreme e escraviza, incita a culpa, que também é chamada de imigração! Migrante, imigrante, gente que logo torna-se r
esponsável pela escassez dos empregos e criminalidade, gente que muitas vezes está silenciada pelo medo e frágil estatuto de cidadania. E como se não fosse suficiente, Portugal também é forçado a sair da rota da imigração e do crescimento económico, todos e todas são chamados a sair, por isso, pode até parecer um sonho, mas todas/os nós estamos no mesmo barco e todos nós queremos nas nossas vidas, saúde, respeito e dignidade.
Por isso que no dia 15 de Setembro, uno-me a vocês pelo fim da TROIKA, antes de tudo!
Beijos e abraços, com enfrentar e resistir.
MAGDALA GUSMÃO
A TROIKA , espreme e escraviza, incita a culpa, que também é chamada de imigração! Migrante, imigrante, gente que logo torna-se r
esponsável pela escassez dos empregos e criminalidade, gente que muitas vezes está silenciada pelo medo e frágil estatuto de cidadania. E como se não fosse suficiente, Portugal também é forçado a sair da rota da imigração e do crescimento económico, todos e todas são chamados a sair, por isso, pode até parecer um sonho, mas todas/os nós estamos no mesmo barco e todos nós queremos nas nossas vidas, saúde, respeito e dignidade.
Por isso que no dia 15 de Setembro, uno-me a vocês pelo fim da TROIKA, antes de tudo!
Beijos e abraços, com enfrentar e resistir.
MAGDALA GUSMÃO
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