sexta-feira, 24 de maio de 2013

INTERNATIONAL PROTEST GATHERS MORE THAN 70 CITIES IN TEN EUROPEAN COUNTRIES

The call released on the last 26th of April in Lisbon, for an international protest on the 1st of June has been answered. In the face of widespread economy disarray and social collapse on various degrees of magnitude throughout Europe, ten countries and over 70 cities (and counting) have answered positively.

Portugal, Spain, Greece, Italy, England, Ireland, Germany, France, Austria and Holland's peoples will stand up on the 1st of June to call for an end to austerity. The international network of resistance against austerity and the troika has been solidly building and will organize an important international event, a common shout to demand a halt to these policies and to the civilizational retrocess being imposed by the troika of the European Central Bank, the European Commission and the International Monetary Fund, aided by complying national governments.

As in Frankfurt Blockupy will protest in front of the European Central Bank Headquarters, in Lisbon the “Que Se Lixe a Troika” will protest in front of the national IMF headquarters, in Madrid, "Mareas Ciudadanas" will protest in front of the national European Commission headquarters, and in dozens more cities all around each of the ten countries protests will take place in search of a future without austerity-ridden policies and the ideological fanaticism which is destroying the most important thing in Europe: its peoples. Athens, Dublin, Paris, Vienna, London, The Hague, Florence, Porto, Barcelona, Marseille, Turin, Vigo, Coimbra, Santander, Bordeaux, Braga, Valencia, Toulouse, Seville, Funchal, Lyon, Tenerife, and dozens more cities and towns are joining!

The call has been supported by film director Ken Loach, political scientist Susan George, historian Eric Toussaint, french MEP Jean-Luc Melenchon, linguist and philosopher Noam Chomsky, and many many more. The numbers continue to rise. In calls as in supporters.

On the first of June, European countries will cry out with one voice against austerity and the troika. Peoples' struggles are rising and solidarity is a reality for Europe. It will be the answer. The 1st will be the beginning, not the end. The time has come to stop the destruction encompassed in the minds of the leading deciders in an undemocratic Europe. Democracy must rule. Democracy must return. The people shall unite and it shall not be defeated.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Reunião com Centrais Sindicais sobre Mobilizações Futuras


Uma delegação do “Que Se Lixe a Troika” reuniu ontem, dia 22 de Maio, com dirigentes da CGTP. Foi analisada a situação política e social do país e os presentes convergiram na necessidade de demitir o actual governo e de recusar o caminho que a troika quer impor as pessoas que vivem em Portugal. Foram abordadas as próximas manifestações de 25 de Maio da CGTP e a manifestação internacional "Povos Unidos Contra a Troika" do próximo dia 1 de Junho, que está a ser organizada por diversos coletivos e ativistas nacionais e internacionais. Houve a afirmação de reforço mútuo das duas iniciativas, que se orientam para os mesmos objectivos. Trocaram-se ainda informações sobre o calendário de acções previstas para os próximos meses. Neste âmbito, o Que Se Lixe a Troika anuncia o seu apoio a manifestação convocada pela CGTP para o próximo dia 25 de Maio em Belém e a sua reivindicação da necessidade de ser derrubado este governo.

Na manhã de hoje, 23 de Maio, outra delegação do “Que Se Lixe a Troika” foi recebida por dirigentes da UGT, tendo ficado clara a necessidade de uma maior convergência na acção de vários sectores sociais e organizações, com a sua diversidade, no sentido de acabar com a política que tem agravado as condições de vida da grande maioria do povo.

Estes contactos enquadram-se no trabalho de preparação da manifestação internacional do próximo dia 1 de Junho que hoje já conta com eventos em 10 países da Europa.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Associação de Estudantes do ISCTE apela à participação na manifestação de 1 de junho

A severa crise do Ensino Superior, os sucessivos cortes na Acção Social, as instituições em risco de fecharem e, inclusive, processos ilegais em que uma instituição de Ensino Superior pública recorre a empréstimos ao Estado para se manter aberta, estudantes que ficam endividados para continuar a poder estudar são consequência de políticas que desinvestem no Ensino Superior e no futuro.

O ISCTE-IUL não é excepção, cifrando-se o financiamento privado em mais de 60%, o que demonstra um desvincular do papel do Estado na gestão financeira deste instituto. Em consequência de medidas austeras o número de alunos do ISCTE-IUL diminuiu este ano, bem como o número de bolsas de acção social, tendo sido indeferido o processo a 1 em cada 3 estudantes.

Estas políticas, aplicadas pelo actual governo, são ordenadas e estipuladas pelo poder internacional que neles comanda: a troika. Assim, a troika é também culpada do estado actual e das políticas de devastação do Ensino Superior.

Queremos um Ensino diferente, um Ensino de qualidade, universal, democrático e tendencialmente gratuito. E sabemos que ele não pode coexistir com estas políticas nem com a troika. Por isso, apelamos a todos os estudantes que dia 1 de Junho saiam às ruas, que se juntem à manifestação "Povos Unidos Contra a Troika" e que venham demonstrar o seu descontentamento.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Até quando vamos tolerar isto?





Cada um de nós, em cada país, em cada cidade, em cada casa, com as suas especificidades, sente na pele as medidas que aniquilam direitos conquistados ao longo de décadas, medidas que agravam o desemprego, que privatizam tudo o que possa ser rentável e condicionam a soberania dos países sob a propaganda da “ajuda externa”. É urgente que unamos as nossas forças para melhor combatermos este ataque.

A 1 de Junho, de Norte a Sul da Europa, tomemos as ruas contra a austeridade!

quarta-feira, 15 de maio de 2013

QUE SE LIXE A LOUCURA FINANCEIRA!

"Que Se Lixe a Troika" interrompe Vítor Gaspar na apresentação do livro dos dois autores que são o fundamento teórico para a austeridade



Não poderia ter sido mais emblemático o convite feito por Carmen Reinhart e Kenneth Rogoff para prefaciar e apresentar o seu livro ao Ministro das Finanças Vítor Gaspar. O livro, intitulado “Desta vez é Diferente – Oito Séculos de Loucura Financeira”, foi escrito por dois autores que recentemente se viram envolvidos numa grandíssima polémica porque as fórmulas que publicaram nos estudos que levaram a cabo, usadas como justificação por muitos governos e entidades para aplicar a austeridade sem fim nos seus países estariam, afinal, erradas. Nada que dissuadisse os autores, ex-funcionários do Fundo Monetário Internacional, a continuar a defender a austeridade e a destruição.

O convite a Vítor Gaspar é coerente, pois também o ministro das Finanças, diariamente confrontado com as consequências destruidoras das políticas da troika e da austeridade que implementa, mantém a sua fé de que um dia os modelos falhados que usa funcionarão. O actual ministro das Finanças poderá no futuro estar entre as figuras máximas da loucura financeira.


Faz portanto todo o sentido que um livro sobre Loucura Financeira seja apresentado pelo maior especialista português vivo nesse tema. Mas sabemos bem que o erro da austeridade nada tem que ver com uma fórmula. A austeridade destruiu comprovadamente ao longo de décadas as economias, o emprego, os países, as pessoas, em países por todo o mundo. Ignorar isso não é apenas ser pouco rigoroso – é ser um apóstolo da loucura e da irracionalidade.


O “Que Se Lixe a Troika” esteve presente hoje na apresentação do livro em Lisboa para dizer a Vítor Gaspar e à sua inspiração ideológica (alegadamente fraudolenta) que a austeridade é a loucura financeira, e que aplicar a austeridade é acreditar na loucura e promovê-la, forçar as pessoas à miséria, ao desespero, à pobreza. Vítor Gaspar é o representante nacional máximo da Loucura Financeira e não tem qualquer legitimidade para estar frente a um ministério. Tal como o próprio disse, “não foi eleito coisíssima nenhuma”. Gaspar, como o governo que faz com que o país apodreça todos os dias para manter a loucura financeira e civilizacional da austeridade e da troika, tem que sair. A demissão deste governo é o único acto de sanidade que está neste momento em cima da mesa.


Dia 1 de Junho estaremos unidos com várias cidades em vários países europeus a transformar a Europa, a exigir a mudança total de rumo, sob o mesmo lema: Povos Unidos Contra a Troika.

Dia 20 de Maio estaremos em Belém, frente ao Conselho de Estado, a exigir a demissão deste governo que já há muito não tem legitimidade para continuar no poder.

Que se lixe a troika! O povo é quem mais ordena!

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Esclarecimento

Na sequência de algumas notícias que associam o QSLT a diferentes candidaturas a eleições autárquicas esclarece-se:

1. Os subscritores/participantes do QSLT têm todo o direito, a título individual, de intervir e participar na vida política do país, o que inclui integrar candidaturas autárquicas.

2. O QSLT não apoiará, formal ou informalmente, qualquer candidatura.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

1 de Junho | Protesto Internacional: Povos Unidos contra a troika!


A Europa está sob um violento ataque do capital financeiro que se faz representar pela troika (FMI, BCE, CE) e pelos sucessivos governos que aplicam as políticas concertadas com estas entidades desprezando as pessoas. Sabemos que esta ofensiva aposta em vergar os povos, tornando-os escravos da dívida e da austeridade. Atravessa a Europa e também deve ser derrotada pela luta internacional.

Cada um de nós, em cada país, em cada cidade, em cada casa, com as suas especificidades, sente na pele as medidas que aniquilam direitos conquistados ao longo de décadas, medidas que agravam o desemprego, que privatizam tudo o que possa ser rentável e condicionam a soberania dos países sob a propaganda da “ajuda externa”. É urgente que unamos as nossas forças para melhor combatermos este ataque.

O apelo que lançámos para uma manifestação internacional descentralizada circulou entre dezenas de movimentos em Espanha, França, Itália, Grécia, Chipre, Irlanda, Inglaterra, Escócia, Alemanha, Eslovénia… Na reunião de hoje, 26 de Abril, em Lisboa, estiveram presentes companheiros e companheiras de vários países da Europa, que discutiram em conjunto esta proposta.

Assim, hoje sai consensualizado a nível internacional que sairemos à rua no próximo dia 1 de Junho: Povos unidos contra a troika!

Este é o início de um processo que se quer descentralizado, inclusivo e participado. Queremos construí-lo colectivamente e juntando as nossas forças. A partir de hoje a data de 1 de Junho será divulgada à escala europeia e todos e todas estão convidados a juntarem-se num protesto internacional contra a troika e contra a austeridade, a favor de que sejam os povos a decidirem as suas vidas.

Apelamos a todos os cidadãos e cidadãs, com e sem partido, com e sem emprego, com e sem esperança, apelamos a que se juntem a nós. A todas as organizações políticas, movimentos cívicos, sindicatos, partidos, coletividades, grupos informais, apelamos a que se juntem a nós.

Queremos continuar a alargar os nossos contactos tanto nacionais como internacionais, porque estamos conscientes que será o somatório das nossas vozes que poderá travar a nova vaga de austeridade que está a ser preparada. Os povos da Europa têm vindo a demonstrar em vários momentos que não estão disponíveis para mais sacrifícios em nome de um futuro que nunca chegará. Por isso pensamos que é chegada a hora de uma grande demonstração da capacidade destes povos de se coordenarem na luta e
na recusa destas políticas.

De Norte a Sul da Europa, tomemos as ruas contra a austeridade!


domingo, 21 de abril de 2013

Subscrição da Moção de Censura Popular

O Lançamento da Moção de Censura Popular teve lugar em Grândola, com o objetivo simbólico de marcar o início, na cidade imortalizada pela canção de Zeca Afonso e senha da revolução de Abril, de uma recolha de assinaturas em todo o país, pela demissão do executivo governamental.

O site da moção de censura é http://mocaocensurapopular.net/

A subscrição pode ser feita emhttp://mocaocensurapopular.net/subscricao-mocao/

O download de folhas para recolha de assinaturas está disponível em http://mocaocensurapopular.net/venham-mais-cinco/


"Basta! Obviamente estão demitidos. Que o povo ordene!"


segunda-feira, 1 de abril de 2013

Esclarecimento

O QSLT é um fenómeno novo em Portugal e a sua definição escapa à generalidade dos analistas e comentadores. O seu formato e os seus modos de acção não encaixam nos formatos tradicionais de organização política e a sua actividade colectiva não é marcada por lideranças que facilitem  mediatismos. Somos rostos comuns, de pessoas comuns que activamente decidiram participar, serem parte da solução rejeitando a acusação de que são parte do problema. Não somos membros de nenhuma seita ou irmandade secreta. Não lucrámos com os casos BPN, BPP, BCP, submarinos, Freeport ou Portucale. Não temos dinheiros em offshores. Não somos donos de jornais, rádios ou televisões.

1. Somos um grupo de pessoas que independentemente da sua filiação/simpatia ou independência partidária ou sindical decidiram que era urgente e necessário encontrar articulações e consensos em torno da análise política que se pode fazer do país sob intervenção da Troika. Este grupo diversificado e de geometria variável discute, reflecte, consensualiza ideias e propostas de acções cujo apelo se tem concentrado em algumas linhas de força: crítica das políticas de austeridade, demissão do governo, retirada da Troika do país no âmbito do cumprimento da Constituição, defesa das funções sociais do Estado e dos recursos estratégicos do país, concepção de uma economia para as pessoas.

2. Este colectivo de pessoas não tem fundadores, porta - vozes ou representantes. Tem membros que participam em discussões e em acções propostas em plenários, reuniões e pela net. A sua participação é paritária e, em regra,as decisões são tomadas por consenso ou, em alternativa, por maioria. Os membros que falam à comunicação social são rotativos. Existem formas de articulação com outros movimentos e com subscritores que estão em diversas partes do país e que nesses locais decidem e definem estratégias particulares de actuação.

3. Este colectivo não tem qualquer financiamento externo, quer de empresas, quer de partidos, sindicatos ou outros. Os apoios são resultado de cedências, parcerias e de decisões voluntárias de pessoas e colectivos envolvidos nas acções do QSLT. Por exemplo, o carro de som que fez a frente da manifestação de 2 de Março foi disponibilizado por um companheiro de nome António (a quem aproveitamos para agradecer), que chegou ao Marquês de Pombal três horas antes da manifestação e que nenhum dos subscritores conhecia anteriormente. Cartazes e folhetos são pagos pelos membros em colectas de valor reduzido, e o design e trabalho de artes finais são feitos por membros que são profissionais nessas áreas, tal como as filmagens, montagens e edições de vídeos, músicas, textos, imagens, etc são o resultado do trabalho de artistas e outros profissionais diversos (realizadores/produtores, músicos, actores, jornalistas,web designers, informáticos, etc...). Este é um espírito de colaboração, partilha de saberes e conhecimentos e de distribuição de competências que acreditamos ser de difícil compreensão para o poder actual. O resto é activismo e energia, redes de contactos, facilitação de colaborações, numa plataforma de diálogo e de interajuda.

segunda-feira, 4 de março de 2013

2M: O POVO É QUEM MAIS ORDENA!

O dia 2 de Março foi histórico. Em 40 cidades, um número nunca antes visto de pessoas saiu à rua para dizer "Que se Lixe a Troika, o Povo É Quem Mais Ordena", e para exigir a demissão imediata do governo.

O governo de Passos, Gaspar e Relvas ficará na história como aquele que conseguiu, num espaço de quatro meses, trazer para a rua manifestações quase diárias de contestação ao governo, assim como as duas maiores manifestações de que há memória em democracia - como se já não bastasse o registo de ser responsável pelos piores níveis de desemprego, pobreza e descalabro dos serviços básicos de sempre!

Mas a sede de bater recordes é insaciável, pelos vistos: nunca antes um governo ou uma maioria ignoraram tão completamente a expressão da indignação popular, mostrando o desprezo pelas pessoas que é já apanágio desta política. O mundo fala na indignação que tomou conta das ruas de Portugal, e o governo tem para oferecer apenas o silêncio em que se prepara para anunciar os cortes de 4 mil milhões de euros que teve medo de revelar antes de 2 de Março.

No meio deste silêncio ensurdecedor, que diz o Presidente da República? O mesmo que o governo: nada. Junta-se ao desprezo pela cidadania que o governo faz questão de exercer. No sábado, as ruas deste país (e não só) encheram-se de esperança. E essa esperança traduz-se, para já, numa exigência clara: Demissão! Quem não dá ouvidos a tamanha maré de vontades é cúmplice assumido destas políticas, e deve arcar com as consequências. Nós não nos esquecemos de que, em democracia, o povo é quem mais ordena.


[fotografia: ©Jorge Humberto, "filmes do ar"]