domingo, 20 de outubro de 2013

Que se lixe o cansaço! (depoimento de Paulo Raposo)

Que se lixe o cansaço!

Estou cansado deste país ou do que resta dele. Cansado deste governo (e de outros parecidos). Cansado de governos. E de desgovernos. Cansado desta comunicação social. Cansado destes políticos. Cansado destes analistas e comentadores. Cansado da comunicação que nada comunica. Cansado destas centrais sindicais e destes patrões. Estou também cansado dos empurrões de quem está cansado como eu. Estou cansado das disputas pelo cansaço-mor. Pela vanguarda do cansaço. Pelos portos que não se bloqueiam, pelas pontes que não se caminham, pelas assembleias que não se cercam...Estou cansado do cansaço do protesto. 
Cansado deste povo até. Estou mesmo cansado. 

Estou cansado dos cortes, da austeridade, da vidinha cada vez mais tristonha, das tarefas profissionais cada vez mais enfadonhas e exorbitantes, da crescente vontade de emigrar e de ver amigos a partirem todos os dias. Do salariozinho enxertado em impostos e taxas. Do desemprego à vista todos os dias. Estou cansado de ver os recursos entregues ao primeiro privado sem escrúpulos e manhoso que se chegue à frente. De ver a energia, a água, os ctt, os transportes, as escolas, os hospitais, as ruas até...se tornarem meros negócios para especuladores. Estou cansado das canalhices sem vergonha que enchem os cofres de uns e abandonam à sua sorte tantos outros. Estou cansado de crescimento económico e de uma economia que não existe para as pessoas. Estou cansado de verificar que é assim em todo o lado. Aqui, no resto da Europa, no resto do mundo. Estou cansado deste cansaço global. 

E estou cansado de ter de agitar meio mundo cansado a mudar o cansaço. Cansado de plenários com quem ainda acredita que vale a pena mudar o cansaço. Estou cansado até de estar cansado com o cansaço. E estou cansado da desesperança...da tristeza e apatia no olhar daqueles com quem me cruzo. 

Mas depois de tanta canseira sobra sempre a mesma questão: 
E então? vais desistir? e o que resta para os putos lá em casa? e o que resta para o mundo lá fora? e o que vai restar do raio do planeta? e o que resta para ti? 
E a resposta só pode ser uma: Não HÁ becos sem SAÍDA! 

E por isso dia 26 de Outubro, chova ou faça sol, cansado ou exausto, estarei na rua cansado de estar cansado, a lutar por um mundo diferente, sempre! E confiante que deste cansaço seremos capazes de fazer poesia, liberdade e um mundo novo. 
Que se lixe o cansaço! 
(E agora não me digas que não vais à manif)
Paulo Raposo

Tudo se perde, nada se reforma (depoimento de Rui Moreira)

Tudo se perde, nada se reforma

Este é o fim da linha para o Governo. Perante os resultados que produziram, imputam ao Tribunal Constitucional as consequências da ilegitimidade em que fundaram a execução das suas políticas.
Analisemos os resultados deste Governo nos diferentes níveis:

O servilismo internacional (partindo do princípio de que o Memorando não serve os interesses do país):

O Memorando de Entendimento deveria ter sido discutido no perímetro de Bruxelas. Como sabemos, alterações à sua forma ou conteúdo só nesse espaço se poderiam ter dado. O Governo preferiu discuti-lo internamente, arremessando ao Partido Socialista as suas implicações. Porém, a clarividência com que metamorfoseou Angela Merkel das eleições legislativas de 2011 para a sua visita a Portugal em 2012 revela, mais uma vez, a leviandade, talvez propositada, com que geriu esta matéria.
Ao invés de exigir a sua alteração em sede própria, o caminho escolhido foi antes o do servilismo, da concordância com os funcionários da Troika, não permitindo sequer uma discussão política séria em torno das opções tomadas. Parafraseando Pacheco Pereira: "em protectorados existem dois tipos de indivíduos: os resistentes e os colaboracionistas". O Governo assim escolheu.

A desestruturação ideológica da Administração Pública e a inconsequência dos cortes orçamentais:

Privados de rigor e/ou base científica, muitos estudos sobre a Administração Pública surgiram. Indicando o excesso de funcionários e a ininteligência do funcionamento do sistema, rapidamente sumiram quando dados revelados pela OCDE indicavam que:
- Em Portugal, o número médio de trabalhadores pelas várias administrações é inferior ao verificado no resto da UE;
- O horário de trabalho e a sua relação com a remuneração estão igualmente abaixo da média europeia;
- Os recursos utilizados pelo Estado per capita na manutenção dos seus serviços é consideravelmente inferior aos de países igualmente desenvolvidos. 
Após o falhanço destes estudos encomendados fazer escola (assim o foi junto da população, excluíndo uma cartilha de economistas devidamente providenciada), o Governo decidiu, à luz de algumas verdades feitas nunca provadas, proceder à desestruturação ideológica da Administração Pública. Este atentado, verificado no Orçamento do Estado para 2014, ataca todos os portugueses, das crianças no infantário aos viúvos abandonados em casa. A racionalização de recursos é maioritariamente acente em pressupostos salariais. Pressupostos que comprometem a estrutura de prestação de serviços do Estado, assim como a filosofia inerente ao contrato social celebrado com os cidadãos pela Constituição da República Portuguesa e o Estado. Esta revolução é ideológica, apesar de o Governo o desmentir diariamente. Para o conseguir, transformou os funcionários públicos no seu cavalo de batalha, colocando-os no epicentro de uma concepção ideológica radical. Combateu corporações e sindicatos, grupos e classes. Tudo isto em nome do ajustamento, naturalmente.
A proposta de revisão constitucional apresentada há alguns anos por Passos Coelho assim também o denuncia, somando-se às sucessivas propostas de Orçamento que visam dissipar os balanços sociais mínimos na sociedade portuguesa. Os cortes orçamentais programados vêm corroborar, para além de uma convicção maquiavélica, a inconsequência desta política. E exemplo disso é o estado da Grécia e dos seus cidadãos.

As reformas silenciadas pelas intenções de destruição:

Durante estes dois anos de actividade, fomos brindados com os mais singelos anúncios de "reformas estruturais" por parte dos vários ministros. Tais acontecimentos acompanhariam a solvabilidade financeira do Estado. Aqui fica uma listagem daquelas concluídas com sucesso:
- Reduções salariais;
- Flexibilidade laboral e precarização das relações de força entre trabalhadores e patronato;
- Estado de assalto permanente relativo a direitos e obrigações contratualizados.

Tribunal Constitucional, o bode expiatório:

Também a Comissão Europeia concebe as decisões do Tribunal Constitucional como criminosas. Depois do Governo, faltavam apenas alguns coloquiais internacionais tomarem partido pela carroça fascista que atropela tudo e todos. Num país sem a devida oposição ao Governo, valha-nos um Tribunal Constitucional não politizado e transparente, salvaguarda da réstia de pão que muitos vão comendo. Em seu nome, serão pedidos mais resgates financeiros e exigidos mais sacrifícios, apesar da separação de poderes não permitir a qualquer juiz a assinatura de qualquer contrato em nome dos governos.
Para Passos Coelho, tudo se perde e nada se reforma. Um Governo inútil, desprovido de sentido de Estado e preparação política, vingativo no seu ajuste de contas com as conquistas de Abril. Por isso estive ao lado da CGTP. E estarei com todos no próximo dia 26, com o objectivo comum de desocupar o Estado de fascistas.
Rui Moreira

Boa noite (depoimento de Rui Dinis)

Boa noite. 

25 minutos de Albuquerque. Depois outros tantos à espera duma resposta. 15 segundos: CGTP cancela manifestação e apela à concentração em Alcântara, o governo proíbiu, está proibido. É assim. Fatalidades de se jogar para o empate. Afinal estamos habituados. Não há becos sem saída, eu sei, e bem vistas as coisas estamos a falar de uma ponte, é só uma ponte, que, a julgar pelo nome, quisemos que se deixasse de chamar Salazar. Becos, pontes? Mas alguém me pode tirar de dentro desta merda de metáfora?
Albuquerque fala, tosse, compõe o cabelo, espirra, pensa que pode e fode, caga, come e mesmo assim nem com todas figuras de estilo em voga, se torna ser humano para que lhe tire o chapéu, bravo minha cara, a puta que a pariu. 
Faltam-lhe os argumentos? Faça uma manchete para os jornais. Faltam-lhe as ideias? Vá para comentador profissional. Falta-lhe a pica? Aplique metadona. Não se pode manifestar? Inscreva-se na meia maratona. Não pode invadir? Não pode invadir? Não pode invadir? Vá, repita muitas vezes, vezes bastantes até que não pode invadir? se torne não posso invadir! 
Erga um palco, e se metáforas caírem do céu, que sejam as pedras que de lá possam partir.
Não esqueço 15 de Outubro, meu amor. O grito, a preplexidade de sermos mais do que ousámos prever: o grito, o grito, o grito. Dia 26 lá voltaremos com a certeza de que tudo mudou, o sentido do teu grito, não.
Boa noite.
Rui Dinis

Que se lixe a troika! Não há becos sem saída! (depoimento de Isabel Louçã)

Que se lixe a troika! Não há becos sem saída!

Não posso ficar quieta nem calada. Dia 26 vou do Rossio a S. Bento.Tenho 53 anos e lembro-me de um tempo em que o medo ocupava um espaço importante dentro das pessoas que eu conhecia; lembro-me, também, que a raiva e a revolta, às vezes, ganhavam ao medo e criavam situações de esperança. E lembro-me do medo que senti ao aperceber-me – já mesmo na fase final do tempo do medo, mas sem saber que este tempo ia acabar – que não se desiste da dignidade por medo do medo. 
Pouco tempo depois, foi o 25 de abril de 1974 e, com ele, começou um tempo em tudo diferente. Já não nos escondíamos para pensar, não faziam sentido os sussurros, a TV falava do mundo e as linhas telefónicas deixaram de ser escutadas. Construíamos o nosso caminho com as opções que fazíamos e deixámos de ser fantoches por ignorância, medo ou impotência. 
Sabendo de muita gente que sacrificou a sua vida e o seu bem estar por querer apenas as possibilidades que então tivemos, dou valor à liberdade e à democracia. Sabendo de gente que foi presa no tempo do medo, não posso ficar quieta e calada quando se negam tratamentos a doentes terminais por serem caros ou se transforma a escola de todos/as na escola de pobres ou se ignoram as pessoas com deficiência ou se culpabilizam desempregados/as pela sua miséria ou se instaura a precariedade como a normalidade no trabalho ou se diaboliza a despesa social com a velhice ou se salvam bancos enquanto se matam pessoas. Ou quando o medo regressa. Ou. Ou. Ou. Teria vergonha de ficar quieta e calada.
Isabel Louçã

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Nota de Imprensa - Que Se Lixe a Troika - Audiência com Presidente da Assembleia da República para ocupação da escadaria do parlamento dia 26 de Outubro

Aos órgãos de comunicação social

Em representação do Que Se Lixe a Troika, Carlos Mendes, Francisco Fanhais, Filipa Pais, Lúcia Gomes, Rita Morais e João Camargo deslocar-se-ão à Assembleia da República no próximo dia 17 de Outubro, pelas 14h00, a fim de serem recebidos pela Sra. Presidente, a quem já solicitaram reunião.

O motivo é a ocupação da escadaria da Assembleia da República no dia 26 de Outubro, data da Manifestação Que se Lixe a Troika - Não há Becos sem Saída. Por se tratar de um espaço do povo, deve estar ao seu serviço. Em resposta às acusações tantas vezes noticiadas de local de violência dos manifestantes, pretende-se mostrar que violentas são as políticas que agridem diariamente a população, empobrecendo-a social e democraticamente, e que a solução está nas pessoas, que devem tornar-se donas das ruas e também do seu destino.
  

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Todos às ruas! Todos às pontes - Nota de imprensa


Perante o desastre humanitário que se abate sobre o país, que se confirma e agrava com a apresentação do Orçamento do Estado para 2014, apelamos a toda a população que se manifeste contra a política de massacre levada a cabo há mais de 2 anos por este governo.

Solidarizamo-nos com a CGTP e a sua manifestação a 19 de Outubro, fortemente atacada por um governo autoritário que quer proibir essa manifestação alegando critérios técnicos dúbios. Esta posição inédita na história recente do país é um atentado directo contra o direito de manifestação configurado na Constituição da República, documento que aliás o governo já afirmou publicamente querer mudar. Estaremos presentes na manifestação a 19 de Outubro – em Lisboa na Ponte 25 de Abril e no Porto na Ponte do Infante, e juntamo-nos ao apelo à participação popular, rejeitando a chantagem do medo imposta pelo governo.

Todos os momentos de luta devem juntar-se e apelamos a um mês de Outubro que derrube definitivamente este governo com o seu orçamento destruidor e que imponha a saída da troika e das suas medidas que estão a destruir o país e o sul da Europa – estaremos na rua a 19 de Outubro, no Ponte-a-pé ao Governo, e a 26 de Outubro em todo o país na manifestação Que Se Lixe a Troika – Não Há Becos Sem Saída.

Mais de 800 pessoas já subscreveram a convocatória da manifestação Que Se Lixe a Troika, Não Há Becos Sem Saída, que se realizará a 26 de Outubro em todo o país. Já existem convocatórias descentralizadas para 11 cidades: Aveiro, Braga, Coimbra, Faro, Funchal, Lisboa, Portimão, Porto, Setúbal, Viana do Castelo e Vila Real

Há Saída!

(nota enviada hoje aos órgãos de comunicação social)

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Manifestação a 26 de Outubro - Texto de apelo e subscritores


Que se lixe a troika! Não há becos sem saída!

É tempo de agir. 

Sabemos que o regime de austeridade no qual nos mergulharam não é, nem será, uma solução. Voltamos a afirmar que não aceitamos inevitabilidades. Em democracia elas não existem.

É tempo de escolhas simples. Educação para todos ou só para alguns? Saúde pública ou flagelo? Transporte público ou gueto? Constituição ou memorando da troika? Cultura ou ignorância? Pensões e salários dignos ou miséria permanente? 
Nós ou a troika?

Sectores vitais para a nossa sobrevivência estão a ser entregues a banqueiros e especuladores, que os reduzirão à razão do lucro: água, energia, transportes, florestas, comunicações. Querem forçar-nos a abdicar do que construímos: na Saúde, na Educação, nos direitos mais básicos como habitação, alimentação, trabalho e descanso.
A troika e os governos que a servem pretendem deitar fora o sonho de gerações de uma sociedade mais livre e igualitária.

A quem está farto de ver vidas penhoradas e esvaziadas, fazemos o apelo a que se junte a nós na construção da manifestação de 26 de Outubro. 
A manifestação será mais um passo determinante na resistência ao governo e à troika!

Não há becos sem saída.
(Texto de apelo aprovado no plenário aberto realizado a 22 de Setembro, no Teatro do Bairro, em Lisboa)
____
Eventos no Facebook
Aveiro  Beja  Braga  Coimbra  Faro  Funchal  Horta, Faial  Lisboa  Portimão  Porto  Setúbal  Viana do Castelo  Vila Real Viseu
____
Subscritores (lista final) - 1050 (26-10-2013)
Abigail Maia   Ada Pereira da Silva   Adão Cruz   Adão José Pinto Contreiras   Adriana Lopera   Adriano Alfredo Teixeira Parreira   Adriano Almeida   Adriano Campos   Afonso Cruz   Afonso Moreira   Águeda Quintino   Albertina Pena   Alberto Cruz   Alberto Marques   Alberto Ricardo Gonçalves Martinho   Alcides Santos   Alexandra Fonseca e Silva   Alexandra Freire   Alexandra Martins   Alexandra Silvestre Coimbra   Alexandre Abreu   Alexandre Alves Barata   Alexandre Azinheira   Alexandre Costa   Alexandre Sousa Carvalho   Alice Carreiras   Alice Mackay D´ Ávila   Alice RedShoes   Alípio Cristiano de Freitas   Alistair Grant   Allan Stoleroff   Álvaro Almeida   Álvaro Faria   Amália Andrade   Amarílis Felizes   Ambra Formenti   Ana Ademar   Ana Alexandra Graça Gonçalves   Ana Alves   Ana Amaral   Ana Bárbara Pedrosa   Ana Bastos   Ana Brandão   Ana Cabral Couto Lopes Nóvoa   Ana Carla Gonçalves   Ana Catarina Coelho Verdier   Ana Costa   Ana Deus   Ana Estêvão   Ana Estevens   Ana Feijão   Ana Figueiredo   Ana Filipa Oliveira   Ana Gaspar   Ana Gerschenfeld   Ana Gonçalves   Ana Isabel Simões Vaz Sarr   Ana Júlia Filipe   Ana Lúcia Brigeiro   Ana Margarida Carvalho   Ana Maria da Conceição Gonçalves   Ana Maria Pereirinha   Ana Maria Reis Picoto   Ana Maria Silva Soares   Ana Martins   Ana Matos   Ana Mota   Ana Nave   Ana Nicolau   Ana Patricia Pereira de Sousa   Ana Paula Amaral   Ana Paula Barros   Ana Paula da Silva Coelho   Ana Paula Miranda   Ana Paula Simões de Oliveira   Ana Pinto   Ana Rajado   Ana Rita Conde Dias   Ana Rita Subtil   Ana Roque Arcângelo   Ana Valentim Dias   Anabela Coelho   Anabela Delgado   Anabela Resina Almeida   Anabela Romba   Anabela Silveira   Anabela Valagão Valentim   André Albuquerque   André Albuquerque Matos   André Amador   André Carmo   André Couto   André Freire   André Lara   André Levy   André Lourenço e Silva   André Pereira   André Pestana   André von Hafe Leite   Andrea Inocêncio   Andreia Páscoa   Ângela Cerveira   Ângela Fernandes   Antoine Pimentel   Antónia Estrela   Antónia Lima   Antónia Lisboa   António Abreu   António Alfredo Poeiras   António Avelãs   António Baptista Chinita   António Borralho Vieira   António Capelo   António Chora   António Costa Santos   António Faro   António Garcia Pereira   António Gil   António Gonçalves   António Grosso   António José da Graça Ferrão   António Júlio Ribeiro Fernandes   António Louçã   António Luís Lopes   Antonio Maria de Sousa   António Mariano   António Marques Revez   António Monteiro Cardoso   António Olaio   António Oliveira Castro   António Pavão Nunes   António Pedro Vasconcelos   António Pinho Vargas   Antonio Rodrigues   António Subtil   António Vidal   Armando Herculano   Armando Nascimento Rosa   Armando Sá   Augusta Clara Soares de Matos   Augusto de Jesus Rodrigues   Áurea Dantas   Aurélio Malva   Avelino Mendes   Bárbara Marques dos Santos   Bárbara Paixão Poeiras   Bárbara Rocha   Bárbara Veiga   Beatriz Ramos de Almeida   Belandina Vaz   Belén Álvarez   Boaventura Sousa Santos   Brian J. O'Neill   Brigite Bazenga Gonçalves   Britta Baumgarten   Bruna Natacha Parro   Bruno Béu   Bruno Brandão da Silva   Bruno Braz   Bruno Cabral   Bruno Carvalho   Bruno da Ponte   Bruno Diogo   Bruno Góis   Bruno Gonçalves   Bruno J. N. Guerreiro   Bruno Mendes   Bruno Sacramento   Camilo Azevedo   Candida Matos   Carla Dias   Carla M. Cardoso   Carla Prino   Carla Romualdo   Carla Sancho   Carla Sousa   Carlos A. M. Gouveia   Carlos Alberto dos Santos Rosa   Carlos Alberto Ribeiro da Silva   Carlos Antunes   Carlos Barretto   Carlos Branco   Carlos Camelo   Carlos Carujo   Carlos Couto   Carlos Ermida Santos   Carlos Ferreira   Carlos Galvão   Carlos Guedes   Carlos José Teixeira   Carlos Luis Figueira   Carlos Mendes   Carlos Morganho   Carlos Pinto   Carlos Pratas   Carlos Tê   Carlos Valentim Ribeiro   Carmo Roby Amorim   Catarina Aidos   Catarina Alves   Catarina Amaral Lourenço   Catarina Carmelo   Catarina Carvalheiro   Catarina Correia   Catarina de Gouveia Homem   Catarina de Sousa   Catarina Faustino Leitão Martins   Catarina Gorgulho   Catarina Lopes Paiva Martins   Catarina Peniche   Catarina Ramos   Cátia Marques   Cecília Honório   Cecília Sousa   Celina Adriano   Celme Tavares   Cesaltina Eliseu   Chiara Pussetti   Chullage   Clara Cuéllar   Clara Joana Vitorino   Clara Pinto   Clara Queiroz   Clarinda Moutinho   Cláudia Afonso   Cláudia Caetano   Cláudia Campos   Cláudia Elias   Cláudia Figueiredo   Cláudia Gomes Batista   Cláudia Gouveia Lêdo   Cláudia Marques Cláudio   Cláudia Silva   Conceição Alpiarça   Conceição Sousa   Constantino Duarte Gomes de Matos   Cristiana Bastos   Cristiana Pimenta   Cristina Andrade   Cristina Braga   Cristina Campos   Cristina Cavalinhos   Cristina Chafirovitch   Cristina Coelho   Cristina Ferreira da Silva   Cristina Marinho Mendes   Cristina Mendes   Cristina Moreno   Cristina Paixão   Cristina Salvado   Cristina Santinho   Cristina Semblano   Cristina V. Pires   Cristina Vilhena   Dalila Teixeira   Daniel Godinho   Daniel Nobre Mendes   Daniel Oliveira   Daniel Reis   Daniel Tavares   Daniela Serralha   Dario Fonseca   David Crisóstomo   David Pires Barreira   David Tavares   Davide José Costa   Davide Pinheiro   Davide Santos   Diana Andringa   Diana Costa e Silva   Diana Neves   Diogo Ferreira   Diogo Parreira   Diogo Ribeiro de Campos   Diogo Varela Silva   Dolores de Matos   Dora Fonseca   Duarte Rodrigues   Edite Queiroz   Eduarda Ferreira   Eduarda Maria Ramos Horta   Eduardo Bento   Eduardo Marques   Eduardo Neves   Eduardo Pereira Bártolo   Eduardo Velosa   Egídio Sousa Perestrelo   Eliana Sales   Elisa da Silva Alves   Elisa Scarpa   Elisabete Figueiredo   Elísio Estanque   Elsa Martins   Elsa Sertório   Ema Gomes   Emília de Jesus Novo   Emiliana Silva   Érica Postiço   Ernestina Carrilho   Eugénia Santa Bárbara   Eugénia Vasques   Eva Machado   Evandro Miguel Martins Saraiva   Fábio Salgado   Fátima Homem Cristo   Fátima Lopes   Fátima Rolo Duarte   Fátima Sá   Fernanda Lapa   Fernanda Marques   Fernanda Policarpo   Fernanda Pratas   Fernanda Queirós   Fernanda Queiroz   Fernanda Silva   Fernando Andrade   Fernando André Rosa   Fernando Centeio   Fernando Felizes   Fernando Jardim   Fernando Jorge Lopes   Fernando Mano   Fernando Nobre Cação   Filipa Alvim   Filipa Gonçalves   Filipa Morais Pereira   Filipa Roque   Filipa Vala   Filipe Caetano   Filipe Côrte-Real Sousa Teles   Filipe Rosas   Filipe Tourais   Filomena Canteiro   Filomena Carocinho   Francesca Rayner   Francesco Vacchiano   Francisco A. Fortunato   Francisco d'Oliveira Raposo   Francisco Fanhais   Francisco Frazão   Francisco Freire   Francisco Louçã   Francisco Magalhães   Francisco Manuel Miguel Colaço   Francisco Santos   Frederico Aleixo   Frederico Pinheiro   Gabriel Carvalho   Gabriela Vitorino   Gilda Paço   Gisela Cañamero   Gonçalo Fonseca   Gonçalo Romeiro   Graça Cordeiro   Graça Horta   Graça Pacheco   Guadalupe Simões   Gui Castro Felga   Guilherme Cartaxo   Guilherme Oliveira   Hélder Costa   Hélder Gomes   Hélder Menor   Helena Brandão   Helena Briga Nogueira   Helena Casqueiro   Helena Dias   Helena Figueiredo   Helena Murteira   Helena Pato   Helena Pinto   Helena Romão   Helena Roseta   Helena Santos   Heléne Veiga Gomes   Helga Manuel   Hélia Jacinto   Heloisa Paulo   Henrique Antunes Ferreira   Henrique Bulcão   Henrique Daniel Silva   Henrique de Sousa   Henrique Gil   Henrique Manuel Bento Fialho   Henriqueta Maia   Hernâni Matos   Hugo Cristóvão   Hugo Evangelista   Hugo Everard Tavares   Hugo Ferreira   Ilídia Maria Costa Pinheiro   Inês Barbosa   Inês Beleza Barreiros   Inês Carvalhosa   Inês Fernandes   Inês Gonçalves   Inês Lopes   Inês Magalhães Mota   Inês Meneses   Inês Metelo   Inês Simões   Inês Subtil   Inês Tavares   Inocência Mata   Iolanda Évora   Irene Porto   Irina Castro   Irina Monteiro Morais   Irina Pampim   Isabel Atalaia   Isabel Barahona   Isabel Bezelga   Isabel Branco Pires   Isabel Cabeçadas   Isabel D. Alves   Isabel Duarte   Isabel Falcão   Isabel Fernandes   Isabel Gentil   Isabel Gomes   Isabel Louçã   Isabel Malheiro   Isabel Mões   Isabel Moreira   Isabel Moura   Isabel P. Santos   Isabel Tadeu   Isabel Ventura   J. León Acosta   Jaime Mendes   Jaime Pinho   Jakilson Pereira (Hezbollah)   JC Duarte   Jerónimo Gil   Joana Ademar   Joana Alcântara   Joana Amaral Dias   Joana Azevedo Viana   Joana Brandão   Joana Campos   Joana Filipa Amaral Grilo   Joana Filipa Freitas   Joana Gomes Saraiva   Joana Lopes   Joana Manuel   Joana Pereira   Joana Pupo   Joana Russo   Joana S. Queiroz   Joana Saraiva   Joana Sofia Barros do Casal Bom   Joana Urban Vitorino   Joana Véstia Russo   João A. Grazina   João Afonso   João Almeida   João Alves   João André Duarte   João Bacelo   João Balão   João Barrento   João Camargo   João Carreiras   João Catarino   João Correia   João Curvêlo   João Eduardo Martins   João Falcão-Machado   João José Martins Santana Vital   João Lampreia   João Lopes   João Louçã   João Magalhães Moreira   João Manso Pinheiro   João Mário Bárbara   João Marques Laranjo   João Medeiros   João Melro   João Miguel Pereira Louro   João Miguel Pereira Monteiro de Sousa   João Monge   João Pascoal   João Paulo   João Paulo Caio   João Paulo Cotrim   João Paulo Rocha   João Pedro Coelho Balreira da Silva   João Pinto   João Pires   João Rafael Abreu Fortes   João Ribas   João Rodrigues   João Romão   João San Payo   João Saramago   João Tordo   João Torgal   João Vasco Gama   João Vasconcelos   João Vasconcelos Costa   João Veloso   João Vilela   Joaquim Calado   Joaquim Monteiro Matias   Joaquim Paulo Nogueira   Joaquim Pessoa   Joaquim Pina   Jonas Van Vossole   Jorge Bateira   Jorge Costa   Jorge Cunha Santos   Jorge Elias   Jorge Falcato Simões   Jorge Luís Franco Rocha   Jorge Maurício Machado Alves   Jorge Mendes   Jorge Palinhos   Jorge Palma   Jorge Ramalho   Jorge Sampaio   Jorge Silva Melo   José Alberto Ferreira   José António Melo Nunes Guerra   José Boavida   José Braz   José Carlos Gomes   José Carlos Tavares   José Duarte Coelho Albino   José Filipe Costa   José G. Matias   José Gema   José Guerra   José Gusmão   José Júlio Sardinheiro   José Lopes   José Luís Garcia   José Luís Peixoto   José Manuel Ruivo Palmeiro   José Manuel Teixeira   José Mapril   José Maria Moura   José Maria Rodrigues   José Miguel Marques Subtil   José Moutinho dos Santos   José Nuno Matos   José Oliveira Dias   José Paulo Coelho Albino   José Pedro Palmeira Franco Ferreira   José Peixoto Henriques   José Pinto Cardoso   José Ribeiro   José Russell   José Salgueiro   José Soeiro   José Vítor Malheiros   José Zaluar   Josina Almeida   JP Simões   Júlia Correia   Júlia Coutinho   Juliana Madruga Inácio   Júlio de Oliveira Gago   Karina Guergous   Karina Matias   Lara Afonso   Laura Alves Diogo   LBC   Leonardo Silva   Leonel Gonçalves   Licínio Nunes   Lídia Fernandes   Lídia Ribeiro   Lídia Simões   Lígia Veiga   Liliana Marcelina Camacho da Gama   Liliana Pimentel   Linda Miriam Cerdeira   Lorenzo Bordonaro   Luanda Cozetti   Lúcia Correia   Lúcia Gomes   Lúcia Moniz   Lúcia Vilhena   Ludovico Lourenço   Luís Aleluia   Luís Bernardo   Luís Bragança Gil   Luís Carlos Boavida Amaro   Luís Carlos Magalhães Martins   Luís Filipe Pires   Luís Gottschalk   Luís Graça   Luís Júdice   Luis M S Oliveira   Luís Manuel Pereira Felisberto   Luís Martins Pote   Luís Miguel da Silva Gomes   Luis Miguel Figueiredo   Luis Miguel Gonçalves Marques   Luís Miguel Santos   Luís Miguel Silva Moreira   Luís Moleiro Santos   Luis Nascimento   Luís Paulo Baptista   Luís Piçarra   Luís Pimentel   Luís Rainha   Luís Ribeiro   Luís Santos   Luís Torgal Brás   Luís Varatojo   Luís Vasconcelos   Luísa Coder   Luísa Costa Gomes   Luísa Emanuela Ferreira Carvalho   Luísa Medeiros   Luísa Ortigoso   Luísa Potlatch   Luna Rebelo   Luz Câmara   Luzia Maria Batista Braz   Luzia Paramés   Mª Ángeles Fernández   Madalena Ávila   Madalena Pestana   Madelyn Ventura   Mafalda Melo Sousa   Mafalda Merino   Mafalda Mota Dias   Mafalda Sofia Carreira Dantas Balsemão Barbosa   Magda Alves   Magda Maria Brito Madeira   Maja Hadian   Mamadou Ba   Manuel Almeida   Manuel Araújo   Manuel Costa Alves   Manuel Duarte Saraiva   Manuel Gusmao   Manuel Neves Bancaleiro   Manuel Salgueiro Aparício   Manuel San Payo   Manuela Góis   Manuela Ralha   Manuela Ribeiro Sanches   Manuela Vasconcelos   Mar Velez   Márcio Guerra   Marco Aurélio Lopes Francisco   Marco Ferreira   Marco Marques   Margarida Cardoso   Margarida Dias Coelho   Margarida Garrido   Margarida Janeiro   Margarida Paredes   Margarida Pelica   Margarida Salema   Margarida Santos   Margarida Vale de Gato   Margarita Correia   Maria Alice Pimentel   Maria Alice Rodrigues Subtil   Maria Antónia Castilho   Maria Benito   Maria Bispo   Maria Canelhas   Maria Cardeira da Silva   Maria Clara Lino   Maria Cristina Paiva Duarte Ferreira   Maria da Cruz Quitério Correia   Maria da Paz Campos Lima   Maria da Paz Carvalho   Maria das Neves Amaro   Maria de Fátima Luís   Maria de Fátima Quaresma   Maria de Lourdes Costa   Maria de Lourdes Delgado   Maria do Céu G. Silva   Maria do Mar   Maria Duce Martins   Maria Eduarda Castro   Maria Eglantina Poeiras   Maria Elisa Matos   Maria Emília de Jesus Silva Novo   Maria Emília Gomes   Maria Fernanda Bacelar do Nascimento   Maria Fernanda Pires Sousa   Maria Filipa Gottschalk   Maria Francisca Carvalhas da Motta Ferreira   Maria Gomes   Maria Gusmão   Maria Helena Corado   Maria Helena Ramos   Maria Idália Gomes Correia   Maria Inês Rodrigues   Maria Isabel Pargana   Maria João Abranches Pinto   Maria João Baptista da Silva   Maria João Berhan da Costa   Maria João Caldeira   Maria João Costa Pebre Paulo   Maria João D. L. C. Fortunato   Maria João Esteves   Maria João Luís   Maria João Maia   Maria João Santos   Maria João Teixeira   Maria José Almeida   Maria José Freitas   Maria José Lobo Antunes   Maria José M. I. Aragonez   Maria Luísa Loup   Maria Manuel Everard   Maria Manuel Rola   Maria Morgado   Maria Rosa de Jesus Alves   Maria Teresa Horta   Maria Teresa Piçarra   Maria Tomé Guedes   Maria Zamora   Mariana Cabrera Zanatti   Mariana Carneiro   Mariana Christ Lemos   Mariana Falcato Simões   Mariana Maia Nogueira   Mariana Mortágua   Mário Carneiro   Mário de Carvalho   Mário Fernando Carvalho Jesus   Mário José Balreira da Silva   Mário Rui Coelho da Silva   Mário Semião   Marisa Matias   Marta Lalande Prista   Marta Manuel   Marta Morais   Marta Penilo   Marzia Grassi   Micol Brazzabeni   Miguel Alexandre   Miguel Barrantes   Miguel Cardina   Miguel Carvalho   Miguel Castro Caldas   Miguel Cipriano   Miguel Estudante   Miguel Heleno   Miguel Mimoso Correia   Miguel Monteiro   Miguel Pires Ramos   Miguel Reis   Miguel Sampaio   Miguel Semedo   Miguel Silva Graça   Miguel Tiago   Miguel Vale de Almeida   Miguel Videira Cardoso Dias   Mila Belo   Mónica Garcez   Mónica Mesquita   Mónica Nascimento   Myriam Zaluar   Natália Vilarinho   Natalie Batalha   Nathalie Rodrigues   Nelson Arraiolos   Nélson José Nunes Araújo   Nélson Peralta   Nídia Zózimo   Noémia Pinto   Noémio Ramos   Nuno Alexandre Morais Felisberto   Nuno Alexandre Rodrigues Tavares   Nuno André Patrício   Nuno Artur Silva   Nuno Atalaia Rodrigues   Nuno Bio   Nuno Correia   Nuno Costa   Nuno Duarte   Nuno Duarte (Jel)   Nuno Fonseca   Nuno Gomes dos Santos   Nuno Marcolino   Nuno Miguel Carona Rodrigues de Carvalho   Nuno Miguens de Sousa Machado   Nuno Moniz   Nuno Patrício   Nuno Ramos de Almeida   Nuno Rodrigues   Nuno Serra   Nuno Silva   Nuno Silva Costa   Nuno Teles   Nuno Viana   Oceana Basílio   Octávio Teixeira   Odete Cruz   Olga Moutinho   Olívia Maria Pereira Soares   Olívia Soares   Orlando Baptista   Orlando Manuel Pereira Neves de Carvalho   Patrícia Alves de Matos   Patrícia Delgado   Patrícia Freire   Patrícia Pedrosa   Patrícia Pereira Paixão   Patrícia Vieira   Paula Baltazar Martins   Paula Brito   Paula Cabeçadas   Paula Cristina Marques   Paula Gil   Paula Godinho   Paula Nunes   Paula Regina Ferreira   Paula Santos   Paula Sequeiros   Paula Sofia Luz   Paula Sofia Moreira   Paula Togni   Paula Varanda   Paulete Matos   Paulo Alexandre Santos Vieira   Paulo Almeida   Paulo Alves Machado   Paulo Coimbra   Paulo Fidalgo   Paulo Granjo   Paulo J.P. Raposo   Paulo Jacinto   Paulo Jorge Borges Miguel   Paulo Manuel Correia   Paulo Raposo   Paulo Seara   Pedro Alegre   Pedro Almeida Ferreira   Pedro Almeida Ribeiro   Pedro Alves Nave   Pedro Amaral   Pedro Azevedo   Pedro Botelho   Pedro Cunha   Pedro Faria Bravo   Pedro Freitas   Pedro Godinho   Pedro Lima   Pedro Manuel Almeida   Pedro Manuel Domingos   Pedro Miguel Cunhal Rodrigues   Pedro Miguel Henriques Marques   Pedro Nuno Lopes dos Reis   Pedro Patrício   Pedro Penilo   Pedro Pinto   Pedro Posser Brandão   Pedro Ramos   Pedro Rocha   Pedro Santos Costa   Pedro Teixeira   Pedro Vieira   Peter De Cuyper   Rafael Moraes   Rafael Tormenta   Raimundo Narciso   Raïssa Gillier   Raky Wane   Raquel Amaro   Raquel Varela   Raúl Atalaia   Regina Calheiros   Renata Freitas   Renata Hardy   Renato Carmo   Renato Guedes   Renato Teixeira   Ricardo A. Freitas   Ricardo António Alves   Ricardo Castelo Branco   Ricardo Castro   Ricardo Delgado   Ricardo Ferreira de Almeida   Ricardo Gomes   Ricardo Jorge Saraiva Roberto   Ricardo Machaqueiro   Ricardo Matos   Ricardo Meireles Santos   Ricardo Morte   Ricardo Sá Ferreira   Ricardo Santos   Ricardo Vicente   Ricardo Vieira   Rita Amaro   Rita Areosa   Rita Ávila Cachado   Rita Caetano   Rita Ferreira   Rita Firmino Pereira   Rita Gonçalves   Rita Gorgulho   Rita Morais   Rita Mota Pereira   Rita Nascimento   Rita Pereira   Rita Rato   Rita Tomé   Rita Tormenta   Rita Veloso   Roberto Robles   Rodrigo Cabrita   Rodrigo Henriques   Rodrigo Rivera   Rogério Correia de Castro   Rogério Miranda   Rogério Rocha   Rosarinho Calaça   Rui Amaral Mendes   Rui Bebiano   Rui Borges   Rui Coelho   Rui Dinis   Rui Duarte   Rui Estrela   Rui Eugénio   Rui Fragoso Malato   Rui Franco   Rui Lopo   Rui Madruga   Rui Maia   Rui Manuel Silva Soares   Rui Matoso   Rui Moreira   Rui Mourão   Rui Pato   Rui Tendinha   Rui Tojal   Rui Vieira Monteiro   Rui Vieira Nery   Rui Zink   Rute Carmo Mendes   Ruy Llera Blanes   Sandra Antunes   Sandra Bernardo   Sandra Marise Martins de Barros   Sandra Moço   Sandra Monteiro   Sandra Paiva   Sandra Paula Raimundo   Sandra Pereira   Sandrina Espiridião   São José Lapa   Sara Costa   Sara de Castro   Sara Ferreira   Sara Figueiredo Costa   Sara Gamito   Sara Gonçalves   Sara Goulart   Sara Magalhães   Sara Nunes Lança de Carvalho   Sara Simões   Sara Trigo   Sebastião Sousa Pernes   Sérgio Dias Branco   Sérgio Godinho   Sérgio Manso Pinheiro   Sérgio Vitorino   Sílvia Pereira   Sílvia Regina de Sousa Vaz   Sílvio Mendes   Simão Lobo   Simone de Oliveira   Soares Novais   Sofia Baptista   Sofia Chinita   Sofia Gonçalves   Sofia Lorena   Sofia Meneses   Sofia Neuparth   Sofia Rajado   Sofia Roque   Sónia Calado Louro   Sónia Esteves   Sónia Mendes da Silva   Sónia Tchissole Pires da Silva   Soraia Chaves   Soraia Simões   Susana Boletas   Susana Cecílio   Susana Constante Pereira   Susana Correia   Susana Faria   Susana Gaudêncio   Susana M. D. Correia   Susana Matos Viegas   Susana Maurício   Susana Santa Clara   Susana Sobrado   Tânia Bessa   Tânia Franco   Tatiana Moutinho   Tatiana Neto   Teresa Almeida   Teresa Barros Pinto   Teresa Dias Coelho   Teresa Ferreira   Teresa Fradique   Teresa Guerreiro   Teresa Henriques   Teresa Maria Matoso   Teresa Silva   Teresa Soares   Teresa Trigo de Sousa   Teresa Verdier   Tiago Carmo Vaz   Tiago Castelhano   Tiago Figueiredo   Tiago Fonte   Tiago Gillot   Tiago Gomes   Tiago Lemos Peixoto   Tiago Mota Saraiva   Tiago R. Santos   Tiago Rodrigues   Timóteo Macedo   Valerio Simoni   Valete   Vanessa de Almeida   Vasco Ávila Rego da Silva   Vasco da Rocha   Vasco Duarte (Falâncio)   Vasco Santos   Vera Alves   Vera Cristina Sampaio Lopes   Vera Silva   Vera Soares   Verónica Ganhão de Oliveira Russo   Vicente Alves do Ó   Victor Manuel Soares Medina   Virgínia Fróis   Viriato Soromenho-Marques   Viriato Teles   Vitor Dias   Vitor Hugo Carmo   Vitor Monteiro   Vítor Sarmento   Youri Paiva 
Última hora: Gui Abreu de Lima
Nota: Quem quiser subscrever o texto de apelo pode fazê-lo enviando um e-mail com o nome para plenario22set@gmail.com

terça-feira, 17 de setembro de 2013

A troika mata - a reportagem que não fizeram




Por todo o lado se anunciava o regresso da troika a Portugal no dia 16 de Setembro. Mas, na verdade, ela nunca de cá sai. Da educação à saúde, dos salários às pensões, novos e velhos, todos sentimos na pele a sua presença, em cada momento das nossas vidas. 

Permanentemente troikados.


Na noite de 15 para 16 de Setembro, vários activistas antitroika prepararam a recepção à comitiva de representantes do FMI, do BCE e da Comissão Europeia. 

Em seis pontos da cidade - Rotunda do Aeroporto, Praça do Areeiro, Praça de Londres, Saldanha, Largo do Rato e Amoreiras -, apareceram enforcados a simbolizar o efeito nefasto que as políticas da troika e deste governo troikista têm sobre as nossas vidas. A troika mata.


A troika destrói as escolas, os hospitais e a cultura; faz subir o número de desempregados;  aumenta o desespero e obriga as pessoas a emigrar para sobreviver. A troika quer liquidar qualquer vida digna de ser vivida. Sabemos que é importante agir e mostrar que é o povo quem mais ordena. Exigimos decidir as nossas vidas e não as vermos hipotecadas aos interesses políticos, económicos e financeiros, que pouco têm que ver com o bem-estar das pessoas e do país.

No final de Outubro queremos voltar a ocupar as ruas das nossas cidades, como fizemos a 15 de Setembro de 2012 e a 2 de Março de 2013, para dizer à troika e ao governo que a serve que este país não é deles e lhes mostrar a força que todos temos. A força que trazemos nos braços.

___
Ver mais:

Imagens

Preparação
Na rua


Vídeos

Preparação



Por aí

"Vítima" de austeridade enforcada no Rato - O Corvo
Boneco contra a troika junto a sede do Ps no Largo do Rato - Global Images
Querida «troika» - Entre as Brumas da Memória
A Bola:

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Manifestação em construção - 26 de Outubro (data PROVISÓRIA)


Que força é essa que trazes nos braços?


O QSLT convoca todas as pessoas interessadas em construir uma grande manifestação popular contra as políticas da troika e do governo a participarem num plenário no próximo dia 22 de Setembro, às 10h30, no Teatro do Bairro, Rua Luz Soriano, 63, Bairro Alto.



«não me digas que nunca sentiste
uma força a crescer-te nos dedos
e uma raiva a nascer-te nos dentes»

Evento no Facebook.

Contra a privatização dos STCP!

O Que Se Lixe a Troika apela à mobilização de todos os cidadãos da Área Metropolitana do Porto contra a privatização dos STCP.

O Que se Lixe a Troika solidariza-se com a luta dos trabalhadores e utentes dos STCP contra a privatização da empresa.
Os trabalhadores dos STCP estão, desde a tarde de 11 de Setembro, em vigília nos Aliados, numa luta que também é nossa. Vamos apoiá-los!

É necessário desmascarar a estratégia de diminuição da qualidade de serviços públicos, outrora de excelência e ao nível dos melhores exemplos europeus, com o objectivo de voltar utentes contra os serviços públicos para justificar o seu desmantelamento e privatização. As privatizações dos transportes são uma falsa fatalidade!

Tal como tem vindo a acontecer com a saúde, educação, justiça, correios, aeroportos, rede eléctrica e produção de energia, chega agora o ataque aos transportes públicos da área metropolitana do Porto. Este é mais um passo na política do memorando assinado com a troika por PS, PSD e CDS, e que o Que Se Lixe a Troika tem vindo a denunciar.

Porque sabemos que as privatizações são um eixo central das políticas do governo e da troika para estrangular os serviços públicos e empobrecer o país.
Porque a privatização dos transportes representa mais exclusão social, tanto pela supressão de linhas e diminuição da frequência de transporte, como pelo aumento dos preços e eliminação do passe social.
Porque todos temos direito à mobilidade!
Porque os cidadãos não têm alternativa!

Apelamos, por isso, à mobilização de todos para esta importante iniciativa, que consideramos mais um passo na luta geral pelo derrube do Governo e a expulsão da troika.

Todos aos Aliados, frente à Câmara Municipal
Vamos juntar-nos à vigília dos trabalhadores dos STCP e recusar a privatização da empresa!

Evento no Facebook.