Na sequência do apelo "Todos os rios vão dar ao Carmo", o Que se Lixe a Troika! iniciará, às 21h00, no Tribunal Constitucional [R. de O Século, 111, Lisboa], o percurso que confluirá no Largo do Carmo.
Traz um amigo e a tua voz também.
Traz um apito. Traz uma tuba e até um piano, Traz um tambor.
Não metas a viola no saco, dá-lhes na corneta!
Junta-te ao afluente do Que Se Lixe a Troika!
Na noite de 24 de Abril saltam rios de vários pontos da cidade. Vários rios de gente que quer estar na rua neste dia — em vez de estar sozinha em sua casa — e que, com panelas, instrumentos, pancartas, vozes e vontades, desaguam no Largo do Carmo.
Não é por acaso que queremos regressar a este sítio. Não só porque faz 40 anos que este largo se encheu de gente que não obedeceu às indicações de ficar em casa do Movimento das Forças Armadas, mas também porque queremos viver e reclamar o espaço público.
Participa, traz as tuas ideias e vontades, instrumentos, comida, bebida e um saco do lixo.
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Contacto: riosaocarmo@riseup.net
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segunda-feira, 31 de março de 2014
terça-feira, 22 de outubro de 2013
Texto lido na Conferência de Imprensa do movimento "Obrigado, Troika"
Boa tarde, senhoras repórteres, cavalheiros…
Antes de mais gostaríamos de dizer que o que finalmente espoletou esta nossa tomada de acção foi a convocatória de mais uma manifestação contra a troika no próximo dia 26 de Outubro, Sábado. Durante tempo demais assistimos na sombra enquanto essa gentinha, essa gentalha, insultava avulsamente os nossos credores, enquanto mandavam, perdoem-me a expressão, “lixar” organizações com o historial de sucesso e de credibilidade internacional do Fundo Monetário Internacional, da Comissão Europeia, do Banco Central Europeu. Apelamos, antes de mais, a todos os portugueses a que não saiam de casa. Não saiam de casa no dia 26 de Outubro, não vão para o Rossio protestar contra a troika. Aqueles que já não têm casas, que fiquem debaixo das vossas caixas de cartão. Esse famigerado grupo “Que Se Lixe a Troika” é apenas mais um empecilho às brilhantes políticas que têm sido implementadas pelo governo do sr. Dr. economista Passos Coelho.
O movimento “Obrigado, Troika”, convocador desta manifestação, é uma plataforma de organizações como os Banqueiros Ultrajados, a Associação de Artes Especulativas, o Clube dos Senhorios “Despejos Verdadeiros, Já” e a Liga dos Empresários Empreendedores Competitivos. E estamos ultrajados pela quantidade de entraves que se estão a pôr à frente da política de austeridade. A austeridade está a funcionar perfeitamente. As nossas acções na bolsa estão cada vez mais cotadas. Os bancos foram resgatados e continuarão a sê-lo. Cada vez podemos despedir mais facilmente, baixar os salários por decisão unilateral, cada vez gastamos menos com IRC, com Segurança Social, com Saúde e escolas, com todos esses luxos que a maralha anda para aí a defender. A austeridade está a construir um país de futuro. Porque é que as pessoas hão-de poder viver até aos 80 anos? Trabalham até aos 67 e depois morrem. Poupamos uma fortuna em pensões e o país torna-se muitíssimo mais competitivo.
Estamos ultrajados por continuarem a existir protestos contra o nosso bravo governo. E apelamos a que o governo proíba também a próxima manifestação de sábado desse grupo de malfeitores do Que Se Lixe a Troika. Como é que é possível que essa maralha, essa gentalha, possa achar que tem alguma coisa a dizer sobre o país? Têm que trabalhar e calar-se. É esse o seu estatuto social, precários e desempregados preguiçosos sem nada de jeito para contribuir para a salvação nacional. Concordamos com o Dr. Paulo Portas: os pobres não se manifestam e não aparecem na televisão – e nem têm nada que se manifestar, e ainda menos que aparecer na televisão. Porque isso retira-nos credibilidade nos mercados. Onde é que já se viu? Cada vez que lhes tiram uma refeição estão a causar alvoroço? É preciso ser impiedoso com esses pobres. Porque se são pobres a culpa é deles e só deles. Nós, que conseguimos acumular os nossos pés de meia e que temos uma vida confortável, não é apenas porque os nossos pais e tios nos deixaram fortunas, é também porque soubemos bem organizar-nos para trazer a credibilidade da ajuda externa para o país. E é preciso mantê-los para termos credibilidade nos mercados e conseguirmos obter mais financiamento para a actividade bancária e financeira.
Estamos ultrajados contra todos os protestos, contra todas as leis, contra esses desafinados que cantam a Grândola, Vila Morena. Dia 26 de Outubro é preciso pôr um ponto final a isso. É preciso que os interesses nacionais que nós defendemos estejam acima de todos os outros interesses. As pessoas têm de perceber que isto acabou. Acabou a mama. Quem tem dinheiro para pagar um médico paga, quem não tem, lamentamos, mas não temos de ser nós que não pagamos impostos a sustentá-los. Nem têm de estar mais que 4 anos na escola – ler, escrever e fazer contas de matemática chega perfeitamente para a nossa nova sociedade! Este sábado, dia 26 de Outubro, a maralha vai tentar dizer que o Orçamento de Estado é mau. E em parte concordamos com eles, porque de facto podia haver muito mais cortes. Porque é que só hão de cortar os salários a partir dos 600€? Podiam cortar todos! E aliás podiam era acabar com o salário mínimo. Isso é tão século passado! Tão fora de moda! E só cortar 700 milhões de euros no Serviço Nacional de Saúde? Era cortar tudo de uma vez, que a área da saúde privada atrai investimento estrangeiro e aumenta a competitividade do país! E os velhos? Cortar só em algumas pensões? Era preciso era cortar-lhes o pio de vez!
Terminamos a nossa intervenção e damos por concluída esta manifestação afirmando o nosso empenho em manter a credibilidade do país e dos nossos credores internacionais. E assim apelamos desde já a que, quando terminar o memorando da troika, se assine imediatamente um programa cautelar que obrigue a manter exactamente essas mesmas políticas. E, se acabar esse programa cautelar, apelamos à realização de um programa de salvação nacional. E, se for mesmo urgente e necessário para recuperar a credibilidade nos mercados, que num grande esforço nacional façamos então um programa de salvação da salvação nacional. Sabemos que é necessário e que vai resolver todos os nossos problemas. E não se esqueçam de parar de ir às manifestações, de aceitar que não há outro caminho, de comer e calar. Porque a troika é que sabe. E se a troika diz que a democracia já não é competitiva, temos de aceitar e mais nada. Dia 26 de Outubro, todos em casa! Que ninguém saia à rua! A troika é quem mais ordena! Que Se Lixe o Povo!
(Centro Jean Monnet, Representação da Comissão Europeia em Lisboa, 21.10.2013)
Vídeos
E o comunicado de imprensa, enviado a informar que se ia realizar a manifestação:
Comunicado de Imprensa
OBRIGADO TROIKA!
Um grupo de cidadãos, reconhecendo tudo o que a troika está a fazer por Portugal, vai realizar uma manifestação no dia 21 de Outubro, 2ª feira, às 18.00 horas, de apoio ao Banco Central Europeu, à Comissão Europeia e ao FMI. O local de encontro será a Praça dos Restauradores e o percurso terminará no Centro Jean Monnet (Largo Jean Monnet).
PORTUGAL AGRADECIDO!
Para que Portugal cresça e possa, dignamente, pagar as suas dívidas reivindicamos:
- o fim dos contratos de trabalho, dos subsídios de desemprego e do RSI e gritamos:
Abaixo as reformas!
Abaixo a escola pública!
O SNS só atrapalha!
Privatize-se a água, privatizem-se os correios!
Rasguemos o código de trabalho e os direitos de quem trabalha, que decidam os empreendedores, que decida a troika!
Acabe-se com o tribunal constitucional!
Rasgue-se a constituição!
SE SENTES QUE ISTO É O QUE DESEJAS JUNTA-TE A NÓS PARA DIZERMOS A UMA SÓ VOZ:
OBRIGADO TROIKA!
Depois da manifestação, no Largo Jean Monnet, os cidadãos que convocam esta manifestação darão uma conferência de imprensa.
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
Grande Oficina Popular
No sábado vamos fazer uma Grande Oficina Popular junto à estátua do Marquês, às 14h00.
Qualquer manifestante pode fazer, ou pedir aos designers e artistas que lá estarão, o seu cartaz, lona, faixa ou bandeira, com as frases e imagens que desejarem.
Se quiserem participar levem:
- cartões, cartolinas, lençóis, lonas
- Tintas de Spray, Marcadores, Tintas e pincéis, Fita-cola preta
- Paus de vassoura, de bandeira, madeiras para suportar cartazes
- Escantilhões de letras (daqueles antigos), "Stencil", recortes de imagens do Passos Coelho, Relvas, Portas, Cavaco....
e tudo o mais que a vossa imaginação se lembrar!
Qualquer manifestante pode fazer, ou pedir aos designers e artistas que lá estarão, o seu cartaz, lona, faixa ou bandeira, com as frases e imagens que desejarem.
Se quiserem participar levem:
- cartões, cartolinas, lençóis, lonas
- Tintas de Spray, Marcadores, Tintas e pincéis, Fita-cola preta
- Paus de vassoura, de bandeira, madeiras para suportar cartazes
- Escantilhões de letras (daqueles antigos), "Stencil", recortes de imagens do Passos Coelho, Relvas, Portas, Cavaco....
e tudo o mais que a vossa imaginação se lembrar!
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
Mural em Lisboa
sábado, 23 de fevereiro de 2013
Mobilização para pintura de mural
Junta-te a nós para pintarmos um mural de 10m x 2m a anunciar a grande manifestação nacional de 2 de Março! Precisamos de voluntários com alguns dotes artísticos mas sobretudo vontade de ajudar a derrubar o governo.
QUE SE LIXE A TROIKA. O POVO É QUEM MAIS ORDENA!
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
Comunicação de Manifestação
Ao contrário do que muita vez se diz, para organizar uma manifestação não é necessário qualquer tipo de «autorização» — o que o Decreto-Lei nº406/74 estipula é a entrega de um aviso por escrito ao presidente da câmara municipal, com a antecedência mínima de dois dias úteis.
Aqui fica por isso a minuta para que possam, se ainda não o fizeram, enviar o dito aviso escrito para a respectiva câmara.
Em caso de dúvida contactem-nos para o email: queselixetroika@gmail.com
"Exmo Sr. Presidente da Câmara Municipal de ___________,
Os cidadãos abaixo assinados
- _______________________________ (nome), portadora do cartão de cidadão/BI n.º ___________, moradora na ____________ (morada + código postal) , ___________ (profissão), com o contato telefónico ______________
- _______________________________ (nome), portadora do cartão de cidadão/BI n.º ___________, moradora na ____________ (morada + código postal) , ___________ (profissão), com o contato telefónico ______________
- _______________________________ (nome), portadora do cartão de cidadão/BI n.º ___________, moradora na ____________ (morada + código postal) , ___________ (profissão), com o contato telefónico ______________
vêm por este meio informar que irão realizar uma concentração na "Rua X" (local de encontro), seguida de manifestação até à "Praça Z" (local de chegada da manif), a partir das X horas do dia 2 de Março (sábado) de 2013.
O itinerário do percurso será Rua X - Avenida Y - Rua W - Praça Z
Com os melhores cumprimentos,
____________"
domingo, 17 de fevereiro de 2013
Oficinas Populares – Aqui e Agora
No dia 16 de Maio de 1968, alunos e professores ocuparam a Escola de Belas Artes de Paris e aí estabeleceram o Atelier Populaire, ou Oficina Popular. Ao longo de vários dias, e pela noite dentro, este colectivo informal criou, discutiu e imprimiu centenas de cartazes, originando uma vaga de imagens e palavras de ordem que ficaram para a história.
Em Maio de 68, os instigadores do Atelier Populaire declararam que os seus cartazes eram “armas ao serviço da luta”, e que o lugar destes era “nos centros de conflito, ou seja, nas ruas e nas paredes das fábricas.” 45 anos depois, qual é o lugar dos cartazes e imagens de protesto nos centros de conflito actuais?
É precisamente isso que pedimos a designers, artistas, ilustradores e outros criadores de imagens que questionem, aqui e agora.
Temos observado com entusiasmo a criação, por todo o país, de espaços e colectivos independentes de criação e distribuição de materiais impressos, além de makerspaces e hackerspaces. Juntamente com as escolas de arte e design – como aquela onde foi criada a primeira Oficina Popular – estes espaços concentram uma energia e potencial de criação e produção que urge canalizar para uma causa que nos interessa a todos.
Apelamos assim à criação de Oficinas Populares onde se possam criar, discutir e produzir imagens de protesto destinadas a serem distribuídas e afixadas em paredes, tanto físicas como digitais, por todo o país.
Reproduzidas tanto em cartazes impressos como em rectângulos JPG, estas imagens terão ainda o poder de fazer da manifestação de 2 de Março um acontecimento memorável.
Guia Rápido para montar uma Oficina Popular
1 Juntar um grupo de pessoas (estudantes, professores, colegas, amigos, desconhecidos).
2 Encontrar um local apropriado de reunião e, se possível, produção/impressão.
3 Encontrar/criar meios e materiais de produção: serigrafia, gravura, tipografia, stencil + tinta de spray, etc.
4 Combinar local, dia e hora para a criação da Oficina.
5 Criar propostas de imagens que sejam facilmente reproduzidas e distribuídas.
6 Imprimir.
7 Distribuir: afixar, colar, partilhar (net).
8 Enviar imagens, ficheiros originais (pdf, jpg) ou uma fotografias dos cartazes afixados para HYPERLINK "mailto:queselixetroika@gmail.com" queselixetroika@gmail.com, para que possamos partilhar numa galeria de imagens no nosso site e página de Facebook, para que outros possam não só ver como reproduzir/imprimir.
9 Quem tiver uma imagem/cartaz pronta a reproduzir e não tiver Oficina onde o fazer pode enviar-nos por email (pdf, jpg); nós trataremos de o partilhar e fazer chegar a quem possa.
10 Poderão também comunicar-nos o local, data e hora da vossa Oficina, que juntaremos a uma lista nacional. Assim, outros poderão juntar-se a vós.
11 De forma a comunicar a manifestação de forma consistente, apelamos a que cada um dos cartazes inclua a seguinte informação:
Que se lixe a troika
O povo é quem mais ordena
Manifestação
2 de Março
O povo é quem mais ordena
Manifestação
2 de Março
Algumas regras e sugestões
1 Tudo isto pode ser feito num só dia (a colagem de cartazes faz-se preferencialmente à noite).
2 Se as imagens criadas forem destinadas a serem impressas em formato cartaz, deverão ter 1, 2 cores no máximo, para serem reproduzidos de forma fácil e barata.
3 Em honra do espírito dos Ateliers de ‘68, todos os cartazes/imagens criados nestas Oficinas devem permanecer anónimos.
4 A manifestação de 2 de Março será pacífica. As armas que levamos são as nossas vozes e a nossa presença. Não serão assim bem vindos quaisquer apelos à violência ou mensagens notoriamente racistas, xenófobas ou fascistas.
5 Os cartazes feitos nas Oficinas podem ser vendidos para custear a sua produção, ficando ao critério de cada uma estabelecer o seu valor e tiragem.
Inspiração
Ateliers Populaires bit.ly/mlzFlx + bit.ly/zNkVAk
Oficina Arara (Porto) bit.ly/qOTCKq
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
COMUNICADO DE IMPRENSA
INTERVENÇÃO POPULAR NA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
Esta manhã mais de 40 pessoas intervieram na Assembleia da República, a meio da Sessão Plenária, cantando “Grândola, Vila Morena” durante a intervenção do primeiro-ministro. Esta acção de protesto levou para dentro da Assembleia da República o descontentamento generalizado que se sente nas ruas perante a situação inadmissível em que este governo e a troika internacional colocaram este país, em queda livre com o maior desemprego de sempre e com uma recessão acima dos 3%! O protesto apela à participação nas próximas manifestações de dia 16 de Fevereiro, assim como a manifestação de dia 2 de Março em todo o país, sob o lema “Que Se Lixe a Troika, o Povo é Quem Mais Ordena!”.
Com mais de um milhão de desempregados, uma recessão profunda e todas as previsões de governo e troika mais uma vez falhadas, para pior, hoje levou-se ao Parlamento o descontentamento popular. A música de José Afonso foi a escolhida para transportar de volta ao local onde se legisla para todos o sentimento de que é necessário outro caminho, que é necessário que haja uma democracia que corresponda às necessidades do povo e não das instâncias internacionais a comandar os destinos do país.
A mobilização popular é urgente para mudar o rumo de destruição e de austeridade que foi escolhido por governo e troika. Apelamos à participação nos grandes protestos que se avizinham, quer já amanhã no Príncipe Real, que no próximo dia 2 de Março em todo o país e no estrangeiro. A esta onda que tudo destrói vamos opor a onda gigante da nossa indignação e no dia 2 de Março encheremos de novo as ruas.
A todos os cidadãos e cidadãs, com e sem partido, com e sem emprego, com e sem esperança, apelamos a que se juntem a nós. A todas as organizações políticas e militares, movimentos cívicos, sindicatos, partidos, colectividades, grupos informais, apelamos a que se juntem a nós. De norte a sul do país, nas ilhas, no estrangeiro, tomemos as ruas!
QUE SE LIXE A TROIKA. O POVO É QUEM MAIS ORDENA!
domingo, 11 de novembro de 2012
Comunicado de Imprensa
A Merkel não manda aqui!
Panos pretos contra a troika em Lisboa!
Durante a noite deste sábado várias estátuas na cidade de Lisboa começaram a ser cobertas por panos pretos num sinal não de luto, mas de luta, pela defesa da democracia e dos nossos direitos. Os panos pretos podem ser vistos em várias estátuas da Avenida da Liberdade, Saldanha, Avenida Duque de Loulé, Praça da Alegria, Praça José Fontana e fazem parte de uma ação que será continuada nos próximos dias.
No dia 12 de Novembro a chanceler Angela Merkel aterra no nosso país. Portugal vive uma realidade económica e social, que nos obriga, a cada um de nós, a um acréscimo de consciência e intervenção cívica. Entendemos que esta visita deve ser respondida com a expressão pública do nosso descontentamento, com a rejeição das políticas desastrosas da troika e da austeridade, que nos condena ao empobrecimento e ao desemprego.
Queremos afirmar que a chanceler não manda aqui, que somos nós, que vivemos e que trabalhamos em Portugal, que decidimos o futuro do nosso país em democracia. Até ao dia 12 de Novembro sairemos à rua e cobriremos todo o país de negro. Determinados, vestiremos de preto, e que as praças das cidades, as janelas das casas, as lojas, os táxis e os autocarros também se manifestem, não em luto, mas em luta pela defesa da democracia e dos nossos direitos.
No dia 12 de Novembro a chanceler Angela Merkel aterra no nosso país. Portugal vive uma realidade económica e social, que nos obriga, a cada um de nós, a um acréscimo de consciência e intervenção cívica. Entendemos que esta visita deve ser respondida com a expressão pública do nosso descontentamento, com a rejeição das políticas desastrosas da troika e da austeridade, que nos condena ao empobrecimento e ao desemprego.
Queremos afirmar que a chanceler não manda aqui, que somos nós, que vivemos e que trabalhamos em Portugal, que decidimos o futuro do nosso país em democracia. Até ao dia 12 de Novembro sairemos à rua e cobriremos todo o país de negro. Determinados, vestiremos de preto, e que as praças das cidades, as janelas das casas, as lojas, os táxis e os autocarros também se manifestem, não em luto, mas em luta pela defesa da democracia e dos nossos direitos.
Evento Facebook: https://www.facebook.com/ events/500612133296040/
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
QUE SE LIXE A TROIKA! A MERKEL NÃO MANDA AQUI!
Dia 12 de Novembro, Angela Merkel vem a Portugal.
E Angela Merkel representa a Europa da austeridade, a Europa nas mãos do poder financeiro, a Europa dos directórios, do poder político não sufragado, a Europa cada vez mais sujeita a instâncias internacionais que promovem a destruição das nossas economias e sociedades. Angela Merkel é uma das figuras de proa da ideologia que nos impõe a pobreza, o desemprego, a precariedade e a destruição do estado social, tendo a troika e os governos troikistas como armas.
Não admitimos que outros decidam por nós. Não aceitamos que os nossos governos aceitem que nos destruam a todos para favorecer alguns. Recusamos em absoluto que as decisões sejam tomadas por quem não elegemos, mesmo quando quem elegemos se submete de bom grado a decisões que, pura e simplesmente, nos destroem.
Angela Merkel simboliza tudo isto. Por isso, queremos deixar muito claro que não manda aqui. Nunca votámos nela. Recusamos a austeridade que quer impor à Europa, como rejeitamos os governos que a aceitam.
Por tudo isto, vamos dizer-lhe, muito claramente: Fora Daqui!
Saindo do Largo do Calvário às 13h, seguiremos até Belém onde expressaremos claramente que a Merkel Não Manda Aqui!
Ana Carla Gonçalves, Ana Nicolau, António Costa Santos, Belandina Vaz, Bruno Neto, Diana Póvoas, Fabíola Cardoso, Frederico Aleixo, Helena Pato, Joana Manuel, João Camargo, Luís Bernardo, Magda Alves, Magdala de Gusmão, Marco Neves Marques, Mariana Avelãs, Myriam Zaluar, Nuno Ramos de Almeida, Paula Marques, Paulo Raposo, Ricardo Morte, Rita Veloso, Sandra Monteiro, São José Lapa, Tiago Mota Saraiva
E Angela Merkel representa a Europa da austeridade, a Europa nas mãos do poder financeiro, a Europa dos directórios, do poder político não sufragado, a Europa cada vez mais sujeita a instâncias internacionais que promovem a destruição das nossas economias e sociedades. Angela Merkel é uma das figuras de proa da ideologia que nos impõe a pobreza, o desemprego, a precariedade e a destruição do estado social, tendo a troika e os governos troikistas como armas.
Não admitimos que outros decidam por nós. Não aceitamos que os nossos governos aceitem que nos destruam a todos para favorecer alguns. Recusamos em absoluto que as decisões sejam tomadas por quem não elegemos, mesmo quando quem elegemos se submete de bom grado a decisões que, pura e simplesmente, nos destroem.
Angela Merkel simboliza tudo isto. Por isso, queremos deixar muito claro que não manda aqui. Nunca votámos nela. Recusamos a austeridade que quer impor à Europa, como rejeitamos os governos que a aceitam.
Por tudo isto, vamos dizer-lhe, muito claramente: Fora Daqui!
Saindo do Largo do Calvário às 13h, seguiremos até Belém onde expressaremos claramente que a Merkel Não Manda Aqui!
Ana Carla Gonçalves, Ana Nicolau, António Costa Santos, Belandina Vaz, Bruno Neto, Diana Póvoas, Fabíola Cardoso, Frederico Aleixo, Helena Pato, Joana Manuel, João Camargo, Luís Bernardo, Magda Alves, Magdala de Gusmão, Marco Neves Marques, Mariana Avelãs, Myriam Zaluar, Nuno Ramos de Almeida, Paula Marques, Paulo Raposo, Ricardo Morte, Rita Veloso, Sandra Monteiro, São José Lapa, Tiago Mota Saraiva
sábado, 27 de outubro de 2012
Comunicado de Imprensa
No dia 31 de Outubro será votado na generalidade o Orçamento do Estado de 2013. Este documento é a reafirmação e o agravamento de uma política da troika e dos troikistas que nos levou ao desastre: somos hoje mais pobres, mais endividados e temos mais desempregados do que antes da chegada da troika e deste governo. Por isso, no próximo dia 31, apelamos a todas e a todos que se manifestem contra este Orçamento.
A partir das 15 horas e até à votação estaremos em frente da Assembleia da República para expressarmos a nossa oposição. Às 19 horas afirmaremos bem alto, com todo o barulho, a nossa recusa em relação a uma lei injusta, desigual e desastrosa.
Tal como anunciamos a 13 de Outubro, no concerto "Que se lixe a troika! Cultura é resistência", participaremos nesta concentração/vigília junto com uma multidão plural, que engloba muitos cidadãos, sindicatos e outros movimentos sociais.
Este orçamento não passará!
A partir das 15 horas e até à votação estaremos em frente da Assembleia da República para expressarmos a nossa oposição. Às 19 horas afirmaremos bem alto, com todo o barulho, a nossa recusa em relação a uma lei injusta, desigual e desastrosa.
Tal como anunciamos a 13 de Outubro, no concerto "Que se lixe a troika! Cultura é resistência", participaremos nesta concentração/vigília junto com uma multidão plural, que engloba muitos cidadãos, sindicatos e outros movimentos sociais.
Este orçamento não passará!
domingo, 21 de outubro de 2012
QUE SE LIXE A TROIKA! ESTE ORÇAMENTO NÃO PASSARÁ!
No dia 15 de Setembro juntámos as vozes e reclamámos, por todo o país, o nosso legítimo direito de dizer BASTA! Fomos um milhão. Juntos, cidadãos e cidadãs com ou sem partido, movimentos sociais e organizações sindicais, unidos pela força da razão, gritámos contra a Troika e todos os governos que, a seu mando, impõem medidas criminosas e austeritárias. A TSU recuou. Mas o governo, aliado do terrorismo financeiro, continuou o seu ataque, como seria de esperar. O Orçamento para 2013 é a arma agora encontrada
e apontada a nós, para continuar a destruir as nossas vidas.
Na rua, exercendo um acto de cidadania e de revolta, nós também não desistimos. Não desistimos da vontade legítima de recusar a prepotência, o engano e a mentira, de recusar o fim daquilo por que gerações lutaram e conquistaram e que é nosso: trabalho com direitos, sistema nacional de saúde, escola pública, a arte, a cultura. No dia 13 de Outubro, por todo o país, centenas de profissionais das artes do espectáculo juntaram a sua à nossa voz e gritaram também QUE SE LIXE A TROIKA! Cultura é resistência.
Não desistimos. Somos, todos e todas, desempregados, actores sem companhia, trabalhadores dos estaleiros de Viana, sem-abrigo, operários e operárias sem fábrica, estudantes sem bolsa, alunos sem pequeno-almoço, precários, reformados, pensionistas. Somos, todas e todos, estivadores a lutar pelos nossos portos, professores sem contrato e sem colocação, enfermeiros sem hospital, investigadores sem laboratório. Somos, todos e todas, migrantes. E acreditamos todos que este Orçamento não é inevitável. E sabemos, todos e todas, que a vontade é a nossa vontade e que a força é a nossa força.
Não desistimos e juntamos, de novo e quantas vezes forem precisas, as nossas vozes, para gritar que ESTE ORÇAMENTO NÃO PASSARÁ!
O POVO UNIDO JAMAIS SERÁ VENCIDO!
No dia 31 de Outubro, a partir das 15 horas, concentramo-nos em frente à Assembleia da República, onde estará a ser votado na generalidade um Orçamento que nada resolve e a todos esmaga. Vamos, ao longo da tarde, em ruído e grito contínuos, votar contra este orçamento!
NÓS VOTAMOS CONTRA! E TU?
Às 19 horas, concentrados em frente à Assembleia ou onde quer que seja, todas e todos, com buzinões, batendo tachos e panelas, vamos gritar, pelo país inteiro e em uníssono, que vetamos este Orçamento.
ESTE ORÇAMENTO NÃO PASSARÁ!
No dia 14 de Novembro, em Portugal, Espanha, Grécia, Chipre, Malta e Itália, estaremos em Greve Geral!
A NOSSA LUTA É INTERNACIONAL!
Dividiram-nos para nos oprimir, juntemo-nos para nos libertarmos.
Na rua, exercendo um acto de cidadania e de revolta, nós também não desistimos. Não desistimos da vontade legítima de recusar a prepotência, o engano e a mentira, de recusar o fim daquilo por que gerações lutaram e conquistaram e que é nosso: trabalho com direitos, sistema nacional de saúde, escola pública, a arte, a cultura. No dia 13 de Outubro, por todo o país, centenas de profissionais das artes do espectáculo juntaram a sua à nossa voz e gritaram também QUE SE LIXE A TROIKA! Cultura é resistência.
Não desistimos. Somos, todos e todas, desempregados, actores sem companhia, trabalhadores dos estaleiros de Viana, sem-abrigo, operários e operárias sem fábrica, estudantes sem bolsa, alunos sem pequeno-almoço, precários, reformados, pensionistas. Somos, todas e todos, estivadores a lutar pelos nossos portos, professores sem contrato e sem colocação, enfermeiros sem hospital, investigadores sem laboratório. Somos, todos e todas, migrantes. E acreditamos todos que este Orçamento não é inevitável. E sabemos, todos e todas, que a vontade é a nossa vontade e que a força é a nossa força.
Não desistimos e juntamos, de novo e quantas vezes forem precisas, as nossas vozes, para gritar que ESTE ORÇAMENTO NÃO PASSARÁ!
O POVO UNIDO JAMAIS SERÁ VENCIDO!
No dia 31 de Outubro, a partir das 15 horas, concentramo-nos em frente à Assembleia da República, onde estará a ser votado na generalidade um Orçamento que nada resolve e a todos esmaga. Vamos, ao longo da tarde, em ruído e grito contínuos, votar contra este orçamento!
NÓS VOTAMOS CONTRA! E TU?
Às 19 horas, concentrados em frente à Assembleia ou onde quer que seja, todas e todos, com buzinões, batendo tachos e panelas, vamos gritar, pelo país inteiro e em uníssono, que vetamos este Orçamento.
ESTE ORÇAMENTO NÃO PASSARÁ!
No dia 14 de Novembro, em Portugal, Espanha, Grécia, Chipre, Malta e Itália, estaremos em Greve Geral!
A NOSSA LUTA É INTERNACIONAL!
Dividiram-nos para nos oprimir, juntemo-nos para nos libertarmos.
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