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quinta-feira, 31 de outubro de 2013
terça-feira, 29 de outubro de 2013
Precários nos querem, rebeldes nos terão - intervenção de Sara Simões, dos PI
Precários nos querem, rebeldes nos terão
Em 2011, uma música de Deolinda falava da “geração casinha dos pais”. A música “Parva que sou” levou a que milhares de pessoas, ouvindo musicada a sua história, ou solidarizando-se com a realidade de milhares de portugueses, enchesse as ruas no dia 12 de Março.
A troika chegou a Portugal em Maio de 2011 e encontrou um país onde há algumas décadas que os direitos no trabalho estavam a regredir, impondo-se a precariedade como uma condição dos tempos modernos.
Hoje, não restam dúvidas de que a precariedade é, na verdade, um plano intergeracional. Metade da população ativa em Portugal é precária ou está desempregada. Hoje, não há ninguém que não conheça de perto o rosto da precariedade e do desemprego. Deixou de haver uma “geração da casinha dos pais”, a geração da precariedade e da insegurança verticalizou-se e tornou-se regra. A geração precária são todas as gerações, somos todas e todos nós.
Diziam a direita e os partidos do centro que os jovens não queriam o mesmo trabalho para a vida toda, queriam mobilidade e evolução nas carreiras e que a legislação laboral era demasiado rígida, que a precariedade era também uma forma de aumentar a competitividade das empresas e aumentar o emprego.
A troika trouxe consigo a chantagem da dívida e a desculpa perfeita para acelerar a destruição dos direitos no trabalho e a implementação de todas as medidas de austeridade. Desde a sua chegada o desemprego passou de 13% para 25%, o desemprego jovem de 27% para 40% e mais de 200 mil pessoas emigraram, em especial os trabalhadores mais qualificados. Os funcionários públicos perderam 2 salários por ano e os privados perderam 1. Os apoios sociais às famílias mais pobres foram os primeiros a ser atacados e a maioria dos pensionistas já vivem na miséria. Serviços públicos como a educação, a saúde e os transportes, que representam uma forma de salário indirecto, estão a ser brutalmente destruídos para dar lugar a serviços privados.
O desmantelamento dos serviços públicos é justificado com a argumentação de que é preciso cortar nas despesas, em especial nas “gorduras do Estado”, e aumentar a sua eficiência, mas ao mesmo tempo que se despedem milhares de professores e se fecham escolas o Governo cria o cheque-ensino, uma forma de utilizar dinheiros públicos para financiar o ensino privado. Muitos jovens abandonaram o ensino superior porque deixaram de conseguir suportar os custos de um ensino a caminho da privatização, mas muitos mais são aqueles que já perderam a esperança e não se vão candidatar.
O Governo e a Troika engendraram o maior mecanismo de destruição de direitos e da própria economia que o país algum dia conheceu. Implementou-se um regime de austeridade e experienciamos hoje uma gigantesca transferência de valor do trabalho para o capital. As pensões e muitos serviços de apoio social estão comprometidos pela destruição do emprego mas também porque o Governo está a investir em dívida pública o dinheiro que estava destinado ao pagamento destes serviços e que foi acumulado através de impostos ao longo de gerações.
Perante este cenário de destruição massiva e de hegemonia de um discurso político que culpabiliza os trabalhadores afirmando que andámos durante anos a viver acima das nossas possibilidades, o movimento social conseguiu, ainda assim, contestar e encher as principais praças e ruas do país com gente em oposição às medidas de austeridade, exigindo a demissão do Governo e a recusa da política da troika. Desde a chegada da troika multiplicaram-se as manifestações e as greves. Geraram-se os maiores momentos de mobilização que a sociedade portuguesa conheceu nas últimas décadas, através da plataforma “Que se lixe a troika!”. A 15 de Setembro de 2012 e a 2 de Março de 2013, ao apelo lançado pela plataforma “Que se lixe a troika” para realização de 2 manifestações milhares de pessoas encheram as ruas. Apesar da força que se fez sentir, o Governo não caiu e o programa da troika continuou.
O desprezo com que fingem ignorar a vontade do povo, é mais um artifício para nos desmoralizar. Mas hoje, mostramos mais uma vez que não desistimos. Queremos as nossas vidas e nada, nem ninguém, nos vai parar. O Governo só cai quando juntos nos levantarmos. E continuaremos a fazê-lo e a resistir, até que quem não tenha mais saída sejam eles a não ser demissão.
(também publicado no site dos Precários Inflexíveis)
Um dia fui um ser humano - intervenção de Nelson Arraiolos
Um dia fui um ser humano
Trabalhei em muitas profissões diferentes, duma ponta à outra do país. Desde construção civil até call centers. Vivi sozinho em cidades estranhas. Nunca poderá ser dito que os sítios onde trabalhei se adaptaram a mim. Eu é que me adaptei ao trabalho.
Começou a guerra aberta aos trabalhadores à qual alguns, descaradamente, se atrevem a chamar “crise”. Vieram os gafanhotos dos bancos e vieram os credores. Veio um milhão e meio de desempregados, uma massa humana de famintos e desesperados, como os patrões gostam, para lhes poder dar trabalhos de 300€ e ainda se rir com soberba na cara deles; rir-se bêbados com o prazer mesquinho de quem põe e dispõe da vida alheia.
Descobri que estava a ser despromovido. É que não me querem como ser humano, nem a mim nem a vocês: querem-nos como animais de carga. Eu nem para animal sirvo. Enviei milhares de currículos, mas... sou velho demais, doente demais. Foi assim que saltei directamente de ser humano para dano colateral. Um daqueles mortos que há nas guerras quando uma bomba falha o alvo e aterra num bloco de apartamentos cheio de famílias. Não há lugar para mim na economia da austeridade. “Morre, se faz favor, rapidinho e sem barulho.”
Por algum tempo o que resta do 25 de Abril permitiu-me ser um morto com alguma dignidade. Tive o meu subsídio de desemprego. Depois esse acabou. Não tive direito a subsídio subsequente ou de inserção social. Tal como eu, há outro meio milhão de mortos que vive neste país sem qualquer rendimento, sem qualquer esperança, alimentando-se da caridade da família e dos vizinhos. Ou acaba na rua a passar fome. Danos colaterais perante a vista de todos, destroços humanos da guerra económica a ser feita aos trabalhadores.
O Estado, que, nas mãos dos partidos dos patrões, não passa de um carrasco, continua a acossar-me. Pede-me o que não tenho. Manda as Finanças atrás da minha família. E eu descubro que só uma coisa me pode devolver a vida, ou pelo menos a dignidade: resistir.
Avisei o Presidente da República, a Ministra das Finanças e a repartição de Finanças do local onde resido, Bombarral. Avisei: Acabou-se. Enquanto me tomarem como um dano colateral das suas operações de resgate dos bancos, eu não tenho qualquer responsabilidade perante este Estado. Cessei qualquer pagamento de impostos.
O Estado tornou-se o instrumento da nossa destruição. Façamos então os possíveis por acelerar o fim dos nossos carrascos. Irei em breve lançar um apelo à desobediência civil e sei que conto com a vossa ajuda para o fazer propagar.
segunda-feira, 28 de outubro de 2013
Portugal não é a Grécia e eu estou desempregado - intervenção de André Albuquerque, do CENA
Portugal não é a Grécia e eu estou desempregado
Portugal não é a Grécia e eu estou desempregado, um actor desempregado. Em Novembro volto à labuta. À bilheteira e sem direitos, que é para não pensar que desaperto o cinto das calças. Os humanos não passam sem pão e água e os países não existem sem Cultura. O Coelho gosta da Nini e do Lá Féria, o Costa dá praças ao Tony. Na Ajuda o cacilheiro está sempre primeiro. Portugal embarcado e emigrado. Portugal afundado e eu continuo desempregado.
De Bragança até Faro: corta na saúde, corta na educação, corta na cultura, corta na dança, corta no cinema, corta no teatro. E depois? Depois privatiza, privatiza filho. O Teatro S.Carlos Santander Totta apresenta! O Teatro Sonae S.João vai estrear! O D.Maria II BPN orgulha-se de apresentar: Duarte e Loureiro a caminho da Carregueira!...há coisas que só mesmo no teatro...
"Artigo 78.º, Fruição e criação cultural, ponto 1: Todos têm direito à fruição e criação cultural, bem como o dever de preservar, defender e valorizar o património cultural." Porra para a constituição...o que é que a constituição já fez por ti hoje? O que é que a porra da constituição já fez por ti alguma vez na vida? Queime-se a constituição, queime-se o código do trabalho, glória ao pai, ao filho e ao trabalho temporário!
Portugal não é a Grécia e eu estou desempregado.
E quero ainda dizer, que isto aqui, que isto aqui, é uma cambada de activistas, uma cambada de sindicalistas e uma cambada de lambões! Vão trabalhar, porra! Vão p'rá estiva 80 horas por semana, vão lavar escadas às 5h da manhã, vão ter dois empregos que é bom p'rá tosse, vão chapar massa em cima de andaimes, trabalham e ainda vêem a vista, vão servir às mesas, ficam com varizes, mas trabalham os gémeos, estão desempregados? Apanhem o cacilheiro gondoleiro. E a Luísa? Continua a subir a calçada...
Deus no céu, Soares dos Santos na terra. Pingo Doce, venha cá! Venha cá ver como se destrói a produção nacional, venha cá ver como se faz uma fundação instrumental. Pingo Doce: um litro de vinho aliena e estupidifica um milhão de portugueses. O Pingo é mais doce com a sede na Holanda, o Pingo quer ir ser ainda mais doce para o meio da Colômbia, o Pingo já é doce na Polónia do Wojtila. Pingo Doce: erva, coca, igreja e exploração, e tudo sem custos de produção.
Portugal não é a Grécia e eu estou desempregado.
E queria chamar para junto de mim Isaltino Afonso de Morais! E queria chamar para junto de mim Alberto João Jardim! E queria chamar para junto de mim Avelino Ferreira Torres! E queria chamar para junto de mim Valentim Loureiro! E queria chamar para junto de mim Oliveira e Costa! E queria chamar para junto de mim Alves dos Reis! E queria chamar para junto de mim Al Capone!
"Artigo 20.º, Acesso ao direito e tutela jurisdicional efectiva, ponto1: A todos é assegurado o acesso ao direito e aos tribunais para defesa dos seus direitos e interesses legalmente protegidos, não podendo a justiça ser denegada por insuficiência de meios económicos." Alguém tire a venda à Justiça, por amor da Constituição.
"Artigo 74.º, Ensino, ponto 1: Todos têm direito ao ensino com garantia do direito à igualdade de oportunidades de acesso e êxito escolar. Artigo 75.º, Ensino público, particular e cooperativo, ponto 1: O Estado criará uma rede de estabelecimentos públicos de ensino que cubra as necessidades de toda a população. Artigo 64.º, Saúde, ponto 1: Todos têm direito à protecção da saúde e o dever de a defender e promover. Ponto 2: O direito à protecção da saúde é realizado: alínea a) Através de um serviço nacional de saúde universal e geral e, tendo em conta as condições económicas e sociais dos cidadãos, tendencialmente gratuito." Ah, maldito tendencialmente! À venda neste leilão temos também um artigo de grande valor económico, um maravilhoso contrato swap dirigido à sua PPP de estimação, esqueça a lei fundamental do seu país e governe-se com artigos financeiros do mais tóxicos que há. Sabe qual é o preço certo?
Portugal não é a Grécia e eu estou desempregado.
“Faz-me um bocadinho de impressão que 15 pessoas por mais eminentes que sejam tenham o poder de condicionar a vida de milhões de pessoas da forma como têm”(1), a saber: O Ulrich dos aguentas, o Catroga dos pintelhos, o Ferreira do Amaral das pontes, o Luís e o Nuno Amado dos bancos, o Ulrich dos aguentas, o Salgado dos espíritos santos, o Belmiro dos carnavais, o Durão dos caldos entornados, o Pires de Lima das cautelas, o Seguro do qual é a pressa, o Ulrich dos aguentas, o Moedas dos especialistas adolescentes, o Portas dos submarinos e dos vices, o Passos Coelho das enxadinhas para trabalhar, o Cavaco dos muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito...e as pistolas do Buiça? Emigraram com ele para a Suíça. Foi ao Campo Pequeno não havia viv'alma, no Terreiro do Paço estavam umas pessoas a correr patrocinadas pela telefonia, pegou na mulher e nos filhos e toca de zarpar. Já não teve de dar o salto, mas as lágrimas caíram-lhe na mesma.
"O que é que não temos? Satisfação! O que é que nós queremos? Revolução!"(2) Hoje é outra vez o primeiro dia do resto das nossas vidas, temos todos e todas um brilhozinho nos olhos. A austeridade não é inevitável. O pensamento não é único. Eu cruzei a ponte. Pára o porto, pára Coimbra, pára Braga, pára Viseu, pára o Funchal, pára Vila Real, pára Évora, pára tudo! O Alentejo é nosso outra vez. "A paz, o pão, habitação, saúde, educação. Só há liberdade a sério quando houver liberdade de mudar e decidir, quando pertencer ao povo o que o povo produzir."(3) "Não nos venham com cantigas, não cantamos para esquecer, nós cantamos para lembrar que só muda esta vida, quando tiver o poder o que vive a trabalhar."(4) Se o ataque é brutal, a greve é geral. Salários e pensões não pagam dívidas, o empobrecimento não paga dívidas, a exploração não paga dívidas. Trabalhadores e trabalhadoras em luta contra a carestia de vida. A troika cheira mal dos pés, a troika é burra, morra a troika, morra pum! A troika é a velha, mas nós não somos nêsperas.
Spartacus morreu na cruz, a Revolução Francesa morreu na cruz, o 25 de Abril ainda está na cruz, é tempo de o resgatarmos.
"Artigo 1.º, República Portuguesa, Portugal é uma República soberana, baseada na dignidade da pessoa humana e na vontade popular, e empenhada na construção de uma sociedade livre, justa e solidária."
Liberdade, igualdade, fraternidade. Eu sou Spartacus. O povo, quando estiver unido, jamais será vencido.
"Artigo 21.º, Direito de resistência: Todos têm o direito de resistir a qualquer ordem que ofenda os seus direitos, liberdades e garantias e de repelir pela força qualquer agressão, quando não seja possível recorrer à autoridade pública." A austeridade ofende os meus direitos, as minha liberdades e as minhas garantias.
Liberdade, igualdade, fraternidade. Eu sou Spartacus. Portugal não é a Grécia e eu estou desempregado, mas resisto. A maré vai-se levantar. Eu cruzei a ponte. Não há becos sem saída. O Povo contra-ataca. Nós ou a troika?
(1) Fernando Ulrich, aqui há dias, demonstrando o carinho que tem pelos juízes do T.C.
(2) Revolução
(3) Sérgio Godinho, "Liberdade"
(4) Fausto, "Uns vão bem e outros mal"
Todos os artigos retirados da Constituição da Repúblia Portuguesa
O direito à dignidade e à vida - intervenção de Jorge Falcato, dos (d)Eficientes Indignados
O direito à dignidade e à vida
Quem são as pessoas com deficiência?
São mais de 10% da população.
São pobres.
49% das famílias que integram uma pessoa com deficiência têm rendimentos mensais que não ultrapassam os 600€.
É nestas famílias que o estado delega a responsabilidade de assegurar a subsistência das pessoas com deficiência.
A maioria vive de pensões que não ultrapassam os 212 euros mensais. São 7 euros por dia.
O estado gasta mais do que isto com cada cão da GNR.
Mas, atenção, estas pessoas perdem o direito a à pensão se tiverem qualquer outro rendimento superior a 178 euros.
Se casarem com alguém que tenha mais de 250 euros mensais também perdem o direito à pensão. O Estado português acha que um casal pode viver com 125 euros cada um.
Se a pessoa com deficiência necessitar de apoio nas suas actividades da vida diária, tem direito a 88 euros mensais para pagar a quem lhe preste assistência.
Como este apoio só é concedido a quem necessita de pelo menos 30 horas semanais de assistência, o seu cuidador recebe a fantástica quantia de 49 cêntimos à hora.
O tratador do cão da GNR, como é evidente, recebe muito mais.
É esta a situação de grande parte das pessoas com deficiência em Portugal, a crise não é novidade para elas. Sempre foi assim. Nunca andaram a gastar acima das suas possibilidades. Sempre viveram em crise.
Mas a desculpa da crise serviu para agravar ainda mais as nossas condições de vida.
Cortaram no transporte para tratamentos. Cortaram no apoio ao ensino especial. Dificultam a atribuição de produtos de apoio que são indispensáveis, obrigando muita gente a recorrer à caridade da recolha de tampinhas e festas de aldeia. Cortaram nos salários dos poucos que têm emprego e que têm despesas acrescidas para poderem trabalhar.
Esta situação de discriminação, esta vida de exclusão não pode continuar.
Nós temos direito a viver. E viver não é só respirar.
Temos direito a um rendimento digno.
Temos direito a não ser prisioneiros nas nossas próprias casas.
Temos direito a viver onde queremos e a não ser obrigados a viver em lares de idosos.
Temos direito a usar as cidades, a ir onde nos apetecer.
Temos direito aos transportes públicos.
Temos direito a uma educação e formação profissional inclusivas.
Temos direito a uma vida independente!
É por tudo isto e porque continuamos a ser vítimas de discriminação, que nós, (d)Eficientes Indignados, saímos à rua e voltaremos a sair as vezes que for preciso, apelamos a todas as pessoas com deficiência e suas famílias que se juntem a nós nesta luta.
Somos muitos e não estamos dispostos a continuar a ser cidadãos invisíveis.
ISTO PODE MUDAR.
ISTO VAI MUDAR!
É tempo de agir. É tempo de aumentar a intensidade da nossa acção - Texto dos organizadores, lido no final da manifestação
É tempo de agir. É tempo de aumentar a intensidade da nossa acção.
A apresentação do Orçamento do Estado para 2014 reforça a ideia de que a austeridade tem dois objectivos: empobrecer-nos e desmantelar os serviços públicos que construímos. As mentiras do controlo do défice e da diminuição da dívida externa são artifícios para aumentar o desemprego, a pobreza e a miséria. Não nos querem apenas mais pobres, querem-nos cada vez mais dependentes.
Os sacrifícios que esmagaram a população do país no último ano e que forçaram à emigração centenas de milhares de pessoas não tiveram qualquer impacto no défice. O deste ano será exactamente igual ao de 2012. A dívida pública chegou, no final do 1.º trimestre de 2013, aos 131,4% do PIB. Quando a troika entrou em Portugal, essa dívida era de 97%. Durante mais de dois anos de troika, o desemprego disparou para os níveis mais altos de sempre e a dívida pública aumentou mais de trinta e quatro pontos percentuais. Esta dívida é impagável.
A gula dos especuladores não terminará no próximo ano, como nos pretendem fazer crer.
Passos Coelho anunciou esta semana um novo nome para o memorando: Programa Cautelar. Derrubar este governo é uma necessidade urgente. A denúncia da acção deste governo não nos deve fazer esquecer que estas mesmas medidas, com diferentes nomes, têm vindo a ser aplicadas por sucessivos governos. Do mesmo modo, também não nos podemos esquecer de que o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, é uma figura central, por um lado, na definição do estado a que o país chegou e, por outro, na aprovação de todos os ataques aos direitos sociais, à soberania, à Constituição.
Entre Educação para todos e Educação só para alguns, nós escolhemos Educação para todos. Hoje, aqui, afirmamos que erguemos uma barricada para defender a nossa Escola: a Escola Pública.
Entre Saúde pública e flagelo, nós escolhemos Saúde pública. Hoje, aqui, afirmamos que erguemos uma barricada para defender o Serviço Nacional de Saúde.
Entre transporte público e gueto, nós escolhemos transporte público. Hoje, aqui, afirmamos que erguemos uma barricada para defender o acesso de todos ao transporte público.
Entre a manutenção na esfera pública de sectores estratégicos e a sua privatização, nós escolhemos a manutenção da água, energia, transportes, florestas e correios na esfera pública. Hoje, aqui, afirmamos que erguemos uma barricada para lutar contra as privatizações.
Entre Cultura e ignorância, nós escolhemos Cultura. Hoje, aqui, afirmamos que erguemos uma barricada para defender o acesso de todos à Cultura.
Entre pensões e salários dignos e miséria permanente, nós escolhemos a Dignidade. Hoje, aqui, afirmamos que erguemos uma barricada não só para lutar contra a precariedade e contra o desemprego, mas, também, para defender os trabalhadores e os pensionistas, que, ano após ano, têm vindo a ser roubados nos seus direitos e rendimentos.
Entre a Constituição e o memorando, nós escolhemos a Constituição. Hoje, aqui, afirmamos que erguemos uma barricada para defender a Constituição da República Portuguesa em tudo aquilo que este governo a deseja aniquilar.
Nós ou a troika? Hoje, aqui, afirmamos que escolhemos resistir para existir.
Que se lixe a troika, não há becos sem saída.
O ataque a que o nosso povo e todos os povos da Europa estão a ser sujeitos exige uma resistência dura, articulada, solidária, persistente e internacional. O nosso combate é pela democracia e pela liberdade — e é feito ao lado de todos os que as defendam. O nosso combate é pela necessidade de cada povo decidir sobre o seu destino. O nosso combate é contra a guerra entre povos para a qual nos querem conduzir.
Hoje, sabemos que, pelo país fora, há milhares de pessoas que se manifestam.
Hoje, sabemos também que milhares de pessoas pelo mundo fora olham para nós com a esperança de poderem regressar ao país em que querem viver. É por eles, e com eles, que contamos para construir o nosso futuro. Cá e lá, resistimos.
Hoje levantámos barricadas.
A saída somos nós. O povo é quem mais ordena.
terça-feira, 22 de outubro de 2013
Percurso da manifestação de 26 de Outubro, em Lisboa
Dia 26 de Outubro em Lisboa saíremos da Praça do Rossio a partir das 15h e seguiremos até à Assembleia da República, seguindo o percurso descrito. Todos às ruas, todas às praças! Que Se Lixe a Troika, Não Há Becos Sem Saída!
terça-feira, 15 de outubro de 2013
Todos às ruas! Todos às pontes - Nota de imprensa
Perante o desastre humanitário que se abate sobre o país, que se confirma e agrava com a apresentação do Orçamento do Estado para 2014, apelamos a toda a população que se manifeste contra a política de massacre levada a cabo há mais de 2 anos por este governo.
Solidarizamo-nos com a CGTP e a sua manifestação a 19 de Outubro, fortemente atacada por um governo autoritário que quer proibir essa manifestação alegando critérios técnicos dúbios. Esta posição inédita na história recente do país é um atentado directo contra o direito de manifestação configurado na Constituição da República, documento que aliás o governo já afirmou publicamente querer mudar. Estaremos presentes na manifestação a 19 de Outubro – em Lisboa na Ponte 25 de Abril e no Porto na Ponte do Infante, e juntamo-nos ao apelo à participação popular, rejeitando a chantagem do medo imposta pelo governo.
Todos os momentos de luta devem juntar-se e apelamos a um mês de Outubro que derrube definitivamente este governo com o seu orçamento destruidor e que imponha a saída da troika e das suas medidas que estão a destruir o país e o sul da Europa – estaremos na rua a 19 de Outubro, no Ponte-a-pé ao Governo, e a 26 de Outubro em todo o país na manifestação Que Se Lixe a Troika – Não Há Becos Sem Saída.
Mais de 800 pessoas já subscreveram a convocatória da manifestação Que Se Lixe a Troika, Não Há Becos Sem Saída, que se realizará a 26 de Outubro em todo o país. Já existem convocatórias descentralizadas para 11 cidades: Aveiro, Braga, Coimbra, Faro, Funchal, Lisboa, Portimão, Porto, Setúbal, Viana do Castelo e Vila Real.
Há Saída!
(nota enviada hoje aos órgãos de comunicação social)
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
Manifestação a 26 de Outubro - Texto de apelo e subscritores
Que se lixe a troika! Não há becos sem saída!
É tempo de agir.
Sabemos que o regime de austeridade no qual nos mergulharam não é, nem será, uma solução. Voltamos a afirmar que não aceitamos inevitabilidades. Em democracia elas não existem.
É tempo de escolhas simples. Educação para todos ou só para alguns? Saúde pública ou flagelo? Transporte público ou gueto? Constituição ou memorando da troika? Cultura ou ignorância? Pensões e salários dignos ou miséria permanente?
Nós ou a troika?
Sectores vitais para a nossa sobrevivência estão a ser entregues a banqueiros e especuladores, que os reduzirão à razão do lucro: água, energia, transportes, florestas, comunicações. Querem forçar-nos a abdicar do que construímos: na Saúde, na Educação, nos direitos mais básicos como habitação, alimentação, trabalho e descanso.
A troika e os governos que a servem pretendem deitar fora o sonho de gerações de uma sociedade mais livre e igualitária.
A quem está farto de ver vidas penhoradas e esvaziadas, fazemos o apelo a que se junte a nós na construção da manifestação de 26 de Outubro.
A manifestação será mais um passo determinante na resistência ao governo e à troika!
Não há becos sem saída.
(Texto de apelo aprovado no plenário aberto realizado a 22 de Setembro, no Teatro do Bairro, em Lisboa)É tempo de escolhas simples. Educação para todos ou só para alguns? Saúde pública ou flagelo? Transporte público ou gueto? Constituição ou memorando da troika? Cultura ou ignorância? Pensões e salários dignos ou miséria permanente?
Nós ou a troika?
Sectores vitais para a nossa sobrevivência estão a ser entregues a banqueiros e especuladores, que os reduzirão à razão do lucro: água, energia, transportes, florestas, comunicações. Querem forçar-nos a abdicar do que construímos: na Saúde, na Educação, nos direitos mais básicos como habitação, alimentação, trabalho e descanso.
A troika e os governos que a servem pretendem deitar fora o sonho de gerações de uma sociedade mais livre e igualitária.
A quem está farto de ver vidas penhoradas e esvaziadas, fazemos o apelo a que se junte a nós na construção da manifestação de 26 de Outubro.
A manifestação será mais um passo determinante na resistência ao governo e à troika!
Não há becos sem saída.
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Eventos no Facebook
Aveiro Beja Braga Coimbra Faro Funchal Horta, Faial Lisboa Portimão Porto Setúbal Viana do Castelo Vila Real Viseu
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Subscritores (lista final) - 1050 (26-10-2013)
Subscritores (lista final) - 1050 (26-10-2013)
Abigail Maia Ada Pereira da
Silva Adão Cruz Adão José Pinto Contreiras Adriana Lopera
Adriano Alfredo Teixeira Parreira
Adriano Almeida Adriano Campos Afonso Cruz
Afonso Moreira Águeda Quintino Albertina Pena
Alberto Cruz Alberto Marques Alberto Ricardo Gonçalves Martinho Alcides Santos
Alexandra Fonseca e Silva Alexandra Freire Alexandra Martins
Alexandra Silvestre Coimbra
Alexandre Abreu Alexandre Alves
Barata Alexandre Azinheira Alexandre Costa
Alexandre Sousa Carvalho Alice Carreiras Alice Mackay D´ Ávila Alice RedShoes
Alípio Cristiano de Freitas Alistair Grant Allan Stoleroff
Álvaro Almeida Álvaro Faria Amália Andrade
Amarílis Felizes Ambra Formenti Ana Ademar
Ana Alexandra Graça Gonçalves
Ana Alves Ana Amaral Ana Bárbara Pedrosa Ana Bastos
Ana Brandão Ana Cabral Couto
Lopes Nóvoa Ana Carla Gonçalves Ana Catarina Coelho Verdier Ana Costa Ana Deus Ana Estêvão
Ana Estevens Ana Feijão Ana Figueiredo
Ana Filipa Oliveira Ana Gaspar Ana Gerschenfeld
Ana Gonçalves Ana Isabel Simões
Vaz Sarr Ana Júlia Filipe Ana Lúcia Brigeiro Ana Margarida Carvalho Ana Maria da Conceição Gonçalves Ana Maria Pereirinha Ana Maria Reis Picoto Ana Maria Silva Soares Ana Martins
Ana Matos Ana Mota Ana Nave
Ana Nicolau Ana Patricia
Pereira de Sousa Ana Paula Amaral Ana Paula Barros Ana Paula da Silva Coelho Ana Paula Miranda Ana Paula Simões de Oliveira Ana Pinto
Ana Rajado Ana Rita Conde
Dias Ana Rita Subtil Ana Roque Arcângelo Ana Valentim Dias
Anabela Coelho Anabela Delgado Anabela Resina Almeida Anabela Romba
Anabela Silveira Anabela Valagão
Valentim André Albuquerque André Albuquerque Matos André Amador
André Carmo André Couto André Freire
André Lara André Levy André Lourenço e Silva André Pereira
André Pestana André von Hafe
Leite Andrea Inocêncio Andreia Páscoa
Ângela Cerveira Ângela Fernandes Antoine Pimentel Antónia Estrela
Antónia Lima Antónia Lisboa António Abreu
António Alfredo Poeiras António Avelãs António Baptista Chinita António Borralho Vieira António Capelo
António Chora António Costa
Santos António Faro António Garcia Pereira António Gil
António Gonçalves António Grosso António José da Graça Ferrão António Júlio Ribeiro Fernandes António Louçã
António Luís Lopes Antonio Maria de
Sousa António Mariano António Marques Revez António Monteiro Cardoso António Olaio
António Oliveira Castro António Pavão Nunes António Pedro Vasconcelos António Pinho Vargas Antonio Rodrigues António Subtil
António Vidal Armando Herculano Armando Nascimento Rosa Armando Sá
Augusta Clara Soares de Matos
Augusto de Jesus Rodrigues Áurea Dantas Aurélio Malva
Avelino Mendes Bárbara Marques dos
Santos Bárbara Paixão Poeiras Bárbara Rocha
Bárbara Veiga Beatriz Ramos de
Almeida Belandina Vaz Belén Álvarez
Boaventura Sousa Santos Brian J. O'Neill Brigite Bazenga Gonçalves Britta Baumgarten
Bruna Natacha Parro Bruno Béu Bruno Brandão da Silva Bruno Braz
Bruno Cabral Bruno Carvalho Bruno da Ponte
Bruno Diogo Bruno Góis Bruno Gonçalves
Bruno J. N. Guerreiro Bruno Mendes Bruno Sacramento Camilo Azevedo
Candida Matos Carla Dias Carla M. Cardoso Carla Prino
Carla Romualdo Carla Sancho Carla Sousa
Carlos A. M. Gouveia Carlos Alberto
dos Santos Rosa Carlos Alberto Ribeiro da
Silva Carlos Antunes Carlos Barretto
Carlos Branco Carlos Camelo Carlos Carujo
Carlos Couto Carlos Ermida
Santos Carlos Ferreira Carlos Galvão
Carlos Guedes Carlos José
Teixeira Carlos Luis Figueira Carlos Mendes
Carlos Morganho Carlos Pinto Carlos Pratas
Carlos Tê Carlos Valentim
Ribeiro Carmo Roby Amorim Catarina Aidos
Catarina Alves Catarina Amaral
Lourenço Catarina Carmelo Catarina Carvalheiro Catarina Correia Catarina de Gouveia Homem Catarina de Sousa Catarina Faustino Leitão Martins Catarina Gorgulho Catarina Lopes Paiva Martins Catarina Peniche Catarina Ramos
Cátia Marques Cecília Honório Cecília Sousa
Celina Adriano Celme Tavares Cesaltina Eliseu
Chiara Pussetti Chullage Clara Cuéllar
Clara Joana Vitorino Clara Pinto Clara Queiroz
Clarinda Moutinho Cláudia Afonso Cláudia Caetano
Cláudia Campos Cláudia Elias Cláudia Figueiredo Cláudia Gomes Batista Cláudia Gouveia Lêdo Cláudia Marques Cláudio Cláudia Silva
Conceição Alpiarça Conceição Sousa Constantino Duarte Gomes de Matos Cristiana Bastos
Cristiana Pimenta Cristina Andrade Cristina Braga
Cristina Campos Cristina
Cavalinhos Cristina Chafirovitch Cristina Coelho
Cristina Ferreira da Silva Cristina Marinho
Mendes Cristina Mendes Cristina Moreno
Cristina Paixão Cristina Salvado Cristina Santinho
Cristina Semblano Cristina V. Pires Cristina Vilhena Dalila Teixeira
Daniel Godinho Daniel Nobre Mendes Daniel Oliveira
Daniel Reis Daniel Tavares Daniela Serralha
Dario Fonseca David Crisóstomo David Pires Barreira David Tavares
Davide José Costa Davide Pinheiro Davide Santos
Diana Andringa Diana Costa e
Silva Diana Neves Diogo Ferreira
Diogo Parreira Diogo Ribeiro de
Campos Diogo Varela Silva Dolores de Matos Dora Fonseca
Duarte Rodrigues Edite Queiroz Eduarda Ferreira Eduarda Maria Ramos Horta Eduardo Bento
Eduardo Marques Eduardo Neves Eduardo Pereira Bártolo Eduardo Velosa
Egídio Sousa Perestrelo Eliana Sales Elisa da Silva Alves Elisa Scarpa
Elisabete Figueiredo Elísio Estanque Elsa Martins
Elsa Sertório Ema Gomes Emília de Jesus Novo Emiliana Silva
Érica Postiço Ernestina Carrilho Eugénia Santa Bárbara Eugénia Vasques
Eva Machado Evandro Miguel
Martins Saraiva Fábio Salgado Fátima Homem Cristo Fátima Lopes
Fátima Rolo Duarte Fátima Sá Fernanda Lapa
Fernanda Marques Fernanda Policarpo Fernanda Pratas
Fernanda Queirós Fernanda Queiroz Fernanda Silva
Fernando Andrade Fernando André Rosa Fernando Centeio Fernando Felizes
Fernando Jardim Fernando Jorge
Lopes Fernando Mano Fernando Nobre Cação Filipa Alvim
Filipa Gonçalves Filipa Morais
Pereira Filipa Roque Filipa Vala
Filipe Caetano Filipe Côrte-Real
Sousa Teles Filipe Rosas Filipe Tourais
Filomena Canteiro Filomena
Carocinho Francesca Rayner Francesco Vacchiano Francisco A. Fortunato Francisco d'Oliveira Raposo Francisco Fanhais
Francisco Frazão Francisco Freire
Francisco Louçã Francisco Magalhães Francisco Manuel Miguel Colaço Francisco Santos
Frederico Aleixo Frederico Pinheiro Gabriel Carvalho Gabriela Vitorino
Gilda Paço Gisela Cañamero Gonçalo Fonseca
Gonçalo Romeiro Graça Cordeiro Graça Horta
Graça Pacheco Guadalupe Simões Gui Castro Felga Guilherme Cartaxo
Guilherme Oliveira Hélder Costa Hélder Gomes
Hélder Menor Helena Brandão Helena Briga Nogueira Helena Casqueiro Helena Dias
Helena Figueiredo Helena Murteira Helena Pato
Helena Pinto Helena Romão Helena Roseta
Helena Santos Heléne Veiga Gomes Helga Manuel
Hélia Jacinto Heloisa Paulo Henrique Antunes Ferreira Henrique Bulcão
Henrique Daniel Silva Henrique de Sousa Henrique Gil
Henrique Manuel Bento Fialho
Henriqueta Maia Hernâni Matos Hugo Cristóvão
Hugo Evangelista Hugo Everard
Tavares Hugo Ferreira Ilídia Maria Costa Pinheiro Inês Barbosa
Inês Beleza Barreiros Inês Carvalhosa Inês Fernandes
Inês
Gonçalves Inês
Lopes Inês
Magalhães Mota Inês Meneses Inês Metelo Inês Simões Inês Subtil Inês Tavares Inocência Mata Iolanda Évora Irene Porto Irina Castro Irina Monteiro Morais
Irina Pampim Isabel
Atalaia Isabel
Barahona Isabel Bezelga Isabel Branco Pires Isabel Cabeçadas Isabel D. Alves Isabel Duarte Isabel Falcão Isabel Fernandes Isabel Gentil Isabel Gomes Isabel Louçã Isabel Malheiro Isabel Mões Isabel Moreira Isabel Moura Isabel P.
Santos Isabel
Tadeu Isabel
Ventura J.
León Acosta Jaime Mendes Jaime Pinho Jakilson Pereira (Hezbollah) JC Duarte Jerónimo
Gil Joana
Ademar Joana
Alcântara Joana Amaral Dias Joana Azevedo Viana
Joana Brandão Joana
Campos Joana
Filipa Amaral Grilo Joana Filipa Freitas
Joana Gomes Saraiva Joana Lopes Joana Manuel Joana
Pereira Joana
Pupo Joana
Russo Joana
S. Queiroz Joana Saraiva Joana Sofia Barros do Casal Bom Joana Urban
Vitorino Joana Véstia Russo João A. Grazina João Afonso João Almeida João Alves João André Duarte João Bacelo João Balão João Barrento João Camargo João Carreiras João Catarino João Correia João Curvêlo João Eduardo Martins João Falcão-Machado
João José Martins Santana Vital João
Lampreia João Lopes João Louçã João Magalhães Moreira
João Manso Pinheiro João Mário
Bárbara João
Marques Laranjo João Medeiros João Melro João Miguel Pereira Louro
João Miguel Pereira Monteiro de Sousa João Monge João
Pascoal João
Paulo João
Paulo Caio João Paulo Cotrim João Paulo Rocha João Pedro Coelho Balreira da Silva João Pinto João Pires João Rafael
Abreu Fortes João Ribas João Rodrigues João Romão João San Payo João Saramago João Tordo João Torgal João Vasco Gama João Vasconcelos João Vasconcelos Costa
João Veloso João Vilela Joaquim
Calado Joaquim
Monteiro Matias Joaquim Paulo Nogueira
Joaquim Pessoa Joaquim Pina Jonas Van Vossole Jorge Bateira Jorge Costa Jorge Cunha Santos Jorge Elias Jorge Falcato Simões Jorge Luís Franco Rocha
Jorge Maurício Machado Alves Jorge
Mendes Jorge
Palinhos Jorge Palma Jorge Ramalho Jorge Sampaio Jorge Silva Melo José
Alberto Ferreira José António Melo Nunes Guerra José
Boavida José
Braz José
Carlos Gomes José Carlos Tavares José Duarte Coelho Albino
José Filipe Costa José G.
Matias José
Gema José
Guerra José
Gusmão José
Júlio Sardinheiro José Lopes José Luís Garcia José Luís Peixoto José Manuel Ruivo Palmeiro
José Manuel Teixeira José Mapril José Maria
Moura José
Maria Rodrigues José Miguel Marques Subtil
José Moutinho dos Santos José Nuno
Matos José
Oliveira Dias José Paulo Coelho Albino
José Pedro Palmeira Franco Ferreira José Peixoto
Henriques José Pinto Cardoso José Ribeiro José Russell José Salgueiro José Soeiro José Vítor Malheiros José Zaluar Josina Almeida JP Simões Júlia Correia Júlia Coutinho Juliana Madruga Inácio
Júlio de Oliveira Gago Karina
Guergous Karina Matias Lara Afonso Laura Alves Diogo LBC Leonardo Silva Leonel Gonçalves Licínio Nunes Lídia Fernandes Lídia Ribeiro Lídia Simões Lígia Veiga Liliana Marcelina Camacho da Gama Liliana
Pimentel Linda Miriam Cerdeira Lorenzo Bordonaro Luanda Cozetti Lúcia Correia Lúcia Gomes Lúcia Moniz Lúcia Vilhena Ludovico Lourenço Luís Aleluia Luís Bernardo Luís Bragança Gil Luís Carlos
Boavida Amaro Luís Carlos Magalhães Martins Luís Filipe
Pires Luís
Gottschalk Luís Graça Luís Júdice Luis M S Oliveira Luís Manuel Pereira Felisberto Luís
Martins Pote Luís Miguel da Silva Gomes
Luis Miguel Figueiredo Luis Miguel
Gonçalves Marques Luís Miguel Santos Luís Miguel Silva Moreira
Luís Moleiro Santos Luis
Nascimento Luís Paulo Baptista
Luís Piçarra Luís
Pimentel Luís Rainha Luís Ribeiro Luís Santos Luís Torgal Brás Luís Varatojo Luís Vasconcelos Luísa Coder Luísa Costa Gomes Luísa Emanuela Ferreira Carvalho Luísa
Medeiros Luísa Ortigoso Luísa Potlatch Luna Rebelo Luz Câmara Luzia Maria Batista Braz
Luzia Paramés Mª Ángeles
Fernández Madalena Ávila Madalena Pestana Madelyn Ventura Mafalda Melo Sousa Mafalda Merino Mafalda Mota Dias Mafalda Sofia Carreira Dantas Balsemão Barbosa Magda Alves Magda Maria
Brito Madeira Maja Hadian Mamadou Ba Manuel Almeida Manuel Araújo Manuel Costa Alves Manuel Duarte Saraiva
Manuel Gusmao Manuel
Neves Bancaleiro Manuel Salgueiro Aparício
Manuel San Payo Manuela Góis Manuela
Ralha Manuela
Ribeiro Sanches Manuela Vasconcelos
Mar Velez Márcio
Guerra Marco
Aurélio Lopes Francisco Marco Ferreira Marco Marques Margarida Cardoso Margarida Dias Coelho
Margarida Garrido Margarida
Janeiro Margarida
Paredes Margarida
Pelica Margarida
Salema Margarida
Santos Margarida
Vale de Gato Margarita Correia Maria Alice Pimentel
Maria Alice Rodrigues Subtil Maria
Antónia Castilho Maria Benito Maria Bispo Maria Canelhas Maria Cardeira da Silva
Maria Clara Lino Maria
Cristina Paiva Duarte Ferreira Maria da Cruz Quitério Correia Maria da
Paz Campos Lima Maria da Paz Carvalho Maria das
Neves Amaro Maria de Fátima Luís Maria de Fátima Quaresma
Maria de Lourdes Costa Maria de
Lourdes Delgado Maria do Céu G. Silva
Maria do Mar Maria Duce
Martins Maria
Eduarda Castro Maria Eglantina Poeiras
Maria Elisa Matos Maria Emília
de Jesus Silva Novo Maria Emília Gomes Maria Fernanda Bacelar do Nascimento Maria
Fernanda Pires Sousa Maria Filipa Gottschalk
Maria Francisca Carvalhas da Motta
Ferreira Maria Gomes Maria Gusmão Maria Helena Corado Maria Helena Ramos Maria Idália Gomes Correia
Maria Inês Rodrigues Maria Isabel
Pargana Maria
João Abranches Pinto Maria João Baptista da Silva
Maria João Berhan da Costa Maria João
Caldeira Maria João Costa Pebre Paulo Maria João D. L. C. Fortunato Maria João
Esteves Maria
João Luís Maria João Maia Maria João Santos Maria João Teixeira
Maria José Almeida Maria José
Freitas Maria
José Lobo Antunes Maria José M. I. Aragonez
Maria Luísa Loup Maria
Manuel Everard Maria Manuel Rola Maria Morgado Maria Rosa de Jesus Alves
Maria Teresa Horta Maria Teresa
Piçarra Maria
Tomé Guedes Maria Zamora Mariana Cabrera Zanatti
Mariana Carneiro Mariana
Christ Lemos Mariana Falcato Simões
Mariana Maia Nogueira Mariana Mortágua Mário Carneiro Mário de Carvalho Mário Fernando Carvalho Jesus Mário José
Balreira da Silva Mário Rui Coelho da Silva
Mário Semião Marisa
Matias Marta
Lalande Prista Marta Manuel Marta Morais Marta Penilo Marzia Grassi Micol Brazzabeni Miguel Alexandre Miguel Barrantes Miguel Cardina Miguel Carvalho Miguel Castro Caldas Miguel Cipriano Miguel Estudante Miguel Heleno Miguel Mimoso Correia
Miguel Monteiro Miguel Pires
Ramos Miguel
Reis Miguel
Sampaio Miguel
Semedo Miguel
Silva Graça Miguel Tiago Miguel Vale de Almeida
Miguel Videira Cardoso Dias Mila Belo Mónica Garcez Mónica Mesquita Mónica Nascimento Myriam Zaluar Natália Vilarinho Natalie Batalha Nathalie Rodrigues Nelson Arraiolos Nélson José Nunes Araújo
Nélson Peralta Nídia
Zózimo Noémia
Pinto Noémio
Ramos Nuno
Alexandre Morais Felisberto Nuno Alexandre Rodrigues Tavares Nuno André
Patrício Nuno Artur Silva Nuno Atalaia Rodrigues
Nuno Bio Nuno Correia Nuno Costa Nuno Duarte Nuno Duarte
(Jel) Nuno
Fonseca Nuno
Gomes dos Santos Nuno Marcolino Nuno Miguel Carona Rodrigues de Carvalho Nuno Miguens
de Sousa Machado Nuno Moniz Nuno Patrício Nuno Ramos de Almeida
Nuno Rodrigues Nuno Serra Nuno Silva Nuno Silva
Costa Nuno
Teles Nuno
Viana Oceana
Basílio Octávio
Teixeira Odete Cruz Olga Moutinho Olívia Maria Pereira Soares
Olívia Soares Orlando
Baptista Orlando Manuel Pereira Neves de Carvalho Patrícia
Alves de Matos Patrícia Delgado Patrícia Freire Patrícia Pedrosa Patrícia Pereira Paixão
Patrícia Vieira Paula
Baltazar Martins Paula Brito Paula Cabeçadas Paula Cristina Marques
Paula Gil Paula
Godinho Paula
Nunes Paula
Regina Ferreira Paula Santos Paula Sequeiros Paula Sofia Luz Paula Sofia Moreira
Paula Togni Paula
Varanda Paulete
Matos Paulo
Alexandre Santos Vieira Paulo Almeida Paulo Alves Machado
Paulo Coimbra Paulo
Fidalgo Paulo
Granjo Paulo
J.P. Raposo Paulo Jacinto Paulo Jorge Borges Miguel
Paulo Manuel Correia Paulo
Raposo Paulo
Seara Pedro
Alegre Pedro
Almeida Ferreira Pedro Almeida Ribeiro
Pedro
Alves Nave Pedro Amaral Pedro Azevedo Pedro Botelho Pedro Cunha Pedro Faria Bravo Pedro Freitas Pedro Godinho Pedro Lima Pedro Manuel Almeida
Pedro Manuel Domingos Pedro
Miguel Cunhal Rodrigues Pedro Miguel Henriques Marques Pedro Nuno
Lopes dos Reis Pedro Patrício Pedro Penilo Pedro Pinto Pedro Posser Brandão
Pedro Ramos Pedro Rocha Pedro Santos
Costa Pedro
Teixeira Pedro Vieira Peter De Cuyper Rafael Moraes Rafael Tormenta Raimundo Narciso Raïssa Gillier Raky Wane Raquel Amaro Raquel Varela Raúl Atalaia Regina Calheiros Renata Freitas Renata Hardy Renato Carmo Renato Guedes Renato Teixeira Ricardo A. Freitas Ricardo António Alves
Ricardo Castelo Branco Ricardo
Castro Ricardo
Delgado Ricardo
Ferreira de Almeida Ricardo Gomes Ricardo Jorge Saraiva Roberto Ricardo
Machaqueiro Ricardo Matos Ricardo Meireles Santos
Ricardo Morte Ricardo Sá
Ferreira Ricardo Santos Ricardo Vicente Ricardo Vieira Rita Amaro Rita Areosa Rita Ávila Cachado Rita Caetano Rita Ferreira Rita Firmino Pereira
Rita Gonçalves Rita
Gorgulho Rita Morais Rita Mota Pereira Rita Nascimento Rita Pereira Rita Rato Rita Tomé Rita Tormenta Rita Veloso Roberto Robles Rodrigo Cabrita Rodrigo Henriques Rodrigo Rivera Rogério Correia de Castro
Rogério Miranda Rogério Rocha Rosarinho
Calaça Rui
Amaral Mendes Rui Bebiano Rui Borges Rui Coelho Rui Dinis Rui Duarte Rui Estrela Rui Eugénio Rui Fragoso
Malato Rui
Franco Rui
Lopo Rui
Madruga Rui
Maia Rui
Manuel Silva Soares Rui Matoso Rui Moreira Rui Mourão Rui Pato Rui Tendinha Rui Tojal Rui Vieira Monteiro Rui Vieira Nery Rui Zink Rute Carmo Mendes Ruy Llera Blanes Sandra Antunes Sandra Bernardo Sandra Marise Martins de Barros Sandra Moço Sandra
Monteiro Sandra Paiva Sandra Paula
Raimundo Sandra
Pereira Sandrina
Espiridião São José Lapa Sara Costa Sara de Castro Sara Ferreira Sara Figueiredo Costa
Sara Gamito Sara Gonçalves Sara
Goulart Sara
Magalhães Sara Nunes Lança de Carvalho Sara Simões Sara Trigo Sebastião
Sousa Pernes Sérgio Dias Branco Sérgio Godinho Sérgio Manso Pinheiro
Sérgio Vitorino Sílvia
Pereira Sílvia
Regina de Sousa Vaz Sílvio Mendes Simão Lobo Simone de Oliveira Soares Novais Sofia Baptista Sofia Chinita Sofia Gonçalves Sofia Lorena Sofia Meneses Sofia Neuparth Sofia Rajado Sofia Roque Sónia Calado Louro Sónia Esteves Sónia Mendes da Silva
Sónia Tchissole Pires da Silva Soraia
Chaves Soraia
Simões Susana
Boletas Susana
Cecílio Susana Constante Pereira Susana Correia Susana
Faria Susana
Gaudêncio Susana M. D. Correia
Susana Matos Viegas Susana
Maurício Susana Santa Clara Susana Sobrado Tânia Bessa Tânia Franco Tatiana Moutinho Tatiana Neto Teresa Almeida Teresa Barros Pinto
Teresa Dias Coelho Teresa Ferreira Teresa Fradique Teresa Guerreiro Teresa Henriques Teresa Maria Matoso
Teresa Silva Teresa
Soares Teresa
Trigo de Sousa Teresa Verdier Tiago Carmo Vaz Tiago Castelhano Tiago Figueiredo Tiago Fonte Tiago Gillot Tiago Gomes Tiago Lemos Peixoto Tiago Mota Saraiva Tiago R. Santos Tiago Rodrigues Timóteo Macedo Valerio Simoni Valete Vanessa de Almeida Vasco Ávila Rego da Silva
Vasco da Rocha Vasco Duarte
(Falâncio) Vasco Santos Vera Alves Vera Cristina Sampaio Lopes Vera Silva Vera Soares Verónica
Ganhão de Oliveira Russo Vicente Alves do Ó Victor Manuel Soares Medina
Virgínia Fróis Viriato
Soromenho-Marques Viriato Teles Vitor Dias Vitor Hugo Carmo Vitor Monteiro Vítor Sarmento Youri Paiva
Última hora: Gui Abreu de Lima
Nota: Quem quiser subscrever o texto de apelo pode fazê-lo enviando um e-mail com o nome para plenario22set@gmail.com
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