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terça-feira, 29 de outubro de 2013

Precários nos querem, rebeldes nos terão - intervenção de Sara Simões, dos PI

Precários nos querem, rebeldes nos terão

Em 2011, uma música de Deolinda falava da “geração casinha dos pais”. A música “Parva que sou” levou a que milhares de pessoas, ouvindo musicada a sua história, ou solidarizando-se com a realidade de milhares de portugueses, enchesse as ruas no dia 12 de Março.
A troika chegou a Portugal em Maio de 2011 e encontrou um país onde há algumas décadas que os direitos no trabalho estavam a regredir, impondo-se a precariedade como uma condição dos tempos modernos.
Hoje, não restam dúvidas de que a precariedade é, na verdade, um plano intergeracional. Metade da população ativa em Portugal é precária ou está desempregada. Hoje, não há ninguém que não conheça de perto o rosto da precariedade e do desemprego. Deixou de haver uma “geração da casinha dos pais”, a geração da precariedade e da insegurança verticalizou-se e tornou-se regra. A geração precária são todas as gerações, somos todas e todos nós.
Diziam a direita e os partidos do centro que os jovens não queriam o mesmo trabalho para a vida toda, queriam mobilidade e evolução nas carreiras e que a legislação laboral era demasiado rígida, que a precariedade era também uma forma de aumentar a competitividade das empresas e aumentar o emprego.
A troika trouxe consigo a chantagem da dívida e a desculpa perfeita para acelerar a destruição dos direitos no trabalho e a implementação de todas as medidas de austeridade. Desde a sua chegada o desemprego passou de 13% para 25%, o desemprego jovem de 27% para 40% e mais de 200 mil pessoas emigraram, em especial os trabalhadores mais qualificados. Os funcionários públicos perderam 2 salários por ano e os privados perderam 1. Os apoios sociais às famílias mais pobres foram os primeiros a ser atacados e a maioria dos pensionistas já vivem na miséria. Serviços públicos como a educação, a saúde e os transportes, que representam uma forma de salário indirecto, estão a ser brutalmente destruídos para dar lugar a serviços privados.
O desmantelamento dos serviços públicos é justificado com a argumentação de que é preciso cortar nas despesas, em especial nas “gorduras do Estado”, e aumentar a sua eficiência, mas ao mesmo tempo que se despedem milhares de professores e se fecham escolas o Governo cria o cheque-ensino, uma forma de utilizar dinheiros públicos para financiar o ensino privado. Muitos jovens abandonaram o ensino superior porque deixaram de conseguir suportar os custos de um ensino a caminho da privatização, mas muitos mais são aqueles que já perderam a esperança e não se vão candidatar.
O Governo e a Troika engendraram o maior mecanismo de destruição de direitos e da própria economia que o país algum dia conheceu. Implementou-se um regime de austeridade e experienciamos hoje uma gigantesca transferência de valor do trabalho para o capital. As pensões e muitos serviços de apoio social estão comprometidos pela destruição do emprego mas também porque o Governo está a investir em dívida pública o dinheiro que estava destinado ao pagamento destes serviços e que foi acumulado através de impostos ao longo de gerações.
Perante este cenário de destruição massiva e de hegemonia de um discurso político que culpabiliza os trabalhadores afirmando que andámos durante anos a viver acima das nossas possibilidades, o movimento social conseguiu, ainda assim, contestar e encher as principais praças e ruas do país com gente em oposição às medidas de austeridade, exigindo a demissão do Governo e a recusa da política da troika. Desde a chegada da troika multiplicaram-se as manifestações e as greves. Geraram-se os maiores momentos de mobilização que a sociedade portuguesa conheceu nas últimas décadas, através da plataforma “Que se lixe a troika!”. A 15 de Setembro de 2012 e a 2 de Março de 2013, ao apelo lançado pela plataforma “Que se lixe a troika” para realização de 2 manifestações milhares de pessoas encheram as ruas. Apesar da força que se fez sentir, o Governo não caiu e o programa da troika continuou. 
O desprezo com que fingem ignorar a vontade do povo, é mais um artifício para nos desmoralizar. Mas hoje, mostramos mais uma vez que não desistimos. Queremos as nossas vidas e nada, nem ninguém, nos vai parar. O Governo só cai quando juntos nos levantarmos. E continuaremos a fazê-lo e a resistir, até que quem não tenha mais saída sejam eles a não ser demissão.
(também publicado no site dos Precários Inflexíveis)

Um dia fui um ser humano - intervenção de Nelson Arraiolos

Um dia fui um ser humano

Trabalhei em muitas profissões diferentes, duma ponta à outra do país. Desde construção civil até call centers. Vivi sozinho em cidades estranhas. Nunca poderá ser dito que os sítios onde trabalhei se adaptaram a mim. Eu é que me adaptei ao trabalho.

Começou a guerra aberta aos trabalhadores à qual alguns, descaradamente, se atrevem a chamar “crise”. Vieram os gafanhotos dos bancos e vieram os credores. Veio um milhão e meio de desempregados, uma massa humana de famintos e desesperados, como os patrões gostam, para lhes poder dar trabalhos de 300€ e ainda se rir com soberba na cara deles; rir-se bêbados com o prazer mesquinho de quem põe e dispõe da vida alheia. 

Descobri que estava a ser despromovido. É que não me querem como ser humano, nem a mim nem a vocês: querem-nos como animais de carga. Eu nem para animal sirvo. Enviei milhares de currículos, mas... sou velho demais, doente demais. Foi assim que saltei directamente de ser humano para dano colateral. Um daqueles mortos que há nas guerras quando uma bomba falha o alvo e aterra num bloco de apartamentos cheio de famílias. Não há lugar para mim na economia da austeridade. “Morre, se faz favor, rapidinho e sem barulho.”

Por algum tempo o que resta do 25 de Abril permitiu-me ser um morto com alguma dignidade. Tive o meu subsídio de desemprego. Depois esse acabou. Não tive direito a subsídio subsequente ou de inserção social. Tal como eu, há outro meio milhão de mortos que vive neste país sem qualquer rendimento, sem qualquer esperança, alimentando-se da caridade da família e dos vizinhos. Ou acaba na rua a passar fome. Danos colaterais perante a vista de todos, destroços humanos da guerra económica a ser feita aos trabalhadores.

O Estado, que, nas mãos dos partidos dos patrões, não passa de um carrasco, continua a acossar-me. Pede-me o que não tenho. Manda as Finanças atrás da minha família. E eu descubro que só uma coisa me pode devolver a vida, ou pelo menos a dignidade: resistir.

Avisei o Presidente da República, a Ministra das Finanças e a repartição de Finanças do local onde resido, Bombarral. Avisei: Acabou-se. Enquanto me tomarem como um dano colateral das suas operações de resgate dos bancos, eu não tenho qualquer responsabilidade perante este Estado. Cessei qualquer pagamento de impostos.

O Estado tornou-se o instrumento da nossa destruição. Façamos então os possíveis por acelerar o fim dos nossos carrascos. Irei em breve lançar um apelo à desobediência civil e sei que conto com a vossa ajuda para o fazer propagar.
*Foto de Guilhotina.info

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Grândola - intervenção de Francisco Fanhais (sem texto)



Intervenção de António Mariano, do Sindicato dos Estivadores, Trabalhadores do Tráfego e Conferentes Marítimos do Centro e Sul de Portugal (sem texto)

Portugal não é a Grécia e eu estou desempregado - intervenção de André Albuquerque, do CENA

Portugal não é a Grécia e eu estou desempregado

Portugal não é a Grécia e eu estou desempregado, um actor desempregado. Em Novembro volto à labuta. À bilheteira e sem direitos, que é para não pensar que desaperto o cinto das calças. Os humanos não passam sem pão e água e os países não existem sem Cultura. O Coelho gosta da Nini e do Lá Féria, o Costa dá praças ao Tony. Na Ajuda o cacilheiro está sempre primeiro. Portugal embarcado e emigrado. Portugal afundado e eu continuo desempregado.

De Bragança até Faro: corta na saúde, corta na educação, corta na cultura, corta na dança, corta no cinema, corta no teatro. E depois? Depois privatiza, privatiza filho. O Teatro S.Carlos Santander Totta apresenta! O Teatro Sonae S.João vai estrear! O D.Maria II BPN orgulha-se de apresentar: Duarte e Loureiro a caminho da Carregueira!...há coisas que só mesmo no teatro...

"Artigo 78.º, Fruição e criação cultural, ponto 1: Todos têm direito à fruição e criação cultural, bem como o dever de preservar, defender e valorizar o património cultural." Porra para a constituição...o que é que a constituição já fez por ti hoje? O que é que a porra da constituição já fez por ti alguma vez na vida? Queime-se a constituição, queime-se o código do trabalho, glória ao pai, ao filho e ao trabalho temporário!

Portugal não é a Grécia e eu estou desempregado.

E quero ainda dizer, que isto aqui, que isto aqui, é uma cambada de activistas, uma cambada de sindicalistas e uma cambada de lambões! Vão trabalhar, porra! Vão p'rá estiva 80 horas por semana, vão lavar escadas às 5h da manhã, vão ter dois empregos que é bom p'rá tosse, vão chapar massa em cima de andaimes, trabalham e ainda vêem a vista, vão servir às mesas, ficam com varizes, mas trabalham os gémeos, estão desempregados? Apanhem o cacilheiro gondoleiro. E a Luísa? Continua a subir a calçada...

Deus no céu, Soares dos Santos na terra. Pingo Doce, venha cá! Venha cá ver como se destrói a produção nacional, venha cá ver como se faz uma fundação instrumental. Pingo Doce: um litro de vinho aliena e estupidifica um milhão de portugueses. O Pingo é mais doce com a sede na Holanda, o Pingo quer ir ser ainda mais doce para o meio da Colômbia, o Pingo já é doce na Polónia do Wojtila. Pingo Doce: erva, coca, igreja e exploração, e tudo sem custos de produção.

Portugal não é a Grécia e eu estou desempregado.

E queria chamar para junto de mim Isaltino Afonso de Morais! E queria chamar para junto de mim Alberto João Jardim! E queria chamar para junto de mim Avelino Ferreira Torres! E queria chamar para junto de mim Valentim Loureiro! E queria chamar para junto de mim Oliveira e Costa! E queria chamar para junto de mim Alves dos Reis! E queria chamar para junto de mim Al Capone!

"Artigo 20.º, Acesso ao direito e tutela jurisdicional efectiva, ponto1: A todos é assegurado o acesso ao direito e aos tribunais para defesa dos seus direitos e interesses legalmente protegidos, não podendo a justiça ser denegada por insuficiência de meios económicos." Alguém tire a venda à Justiça, por amor da Constituição.

"Artigo 74.º, Ensino, ponto 1: Todos têm direito ao ensino com garantia do direito à igualdade de oportunidades de acesso e êxito escolar. Artigo 75.º, Ensino público, particular e cooperativo, ponto 1: O Estado criará uma rede de estabelecimentos públicos de ensino que cubra as necessidades de toda a população. Artigo 64.º, Saúde, ponto 1: Todos têm direito à protecção da saúde e o dever de a defender e promover. Ponto 2: O direito à protecção da saúde é realizado: alínea a) Através de um serviço nacional de saúde universal e geral e, tendo em conta as condições económicas e sociais dos cidadãos, tendencialmente gratuito." Ah, maldito tendencialmente! À venda neste leilão temos também um artigo de grande valor económico, um maravilhoso contrato swap dirigido à sua PPP de estimação, esqueça a lei fundamental do seu país e governe-se com artigos financeiros do mais tóxicos que há. Sabe qual é o preço certo?

Portugal não é a Grécia e eu estou desempregado.

“Faz-me um bocadinho de impressão que 15 pessoas por mais eminentes que sejam tenham o poder de condicionar a vida de milhões de pessoas da forma como têm”(1), a saber: O Ulrich dos aguentas, o Catroga dos pintelhos, o Ferreira do Amaral das pontes, o Luís e o Nuno Amado dos bancos, o Ulrich dos aguentas, o Salgado dos espíritos santos, o Belmiro dos carnavais, o Durão dos caldos entornados, o Pires de Lima das cautelas, o Seguro do qual é a pressa, o Ulrich dos aguentas, o Moedas dos especialistas adolescentes, o Portas dos submarinos e dos vices, o Passos Coelho das enxadinhas para trabalhar, o Cavaco dos muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito...e as pistolas do Buiça? Emigraram com ele para a Suíça. Foi ao Campo Pequeno não havia viv'alma, no Terreiro do Paço estavam umas pessoas a correr patrocinadas pela telefonia, pegou na mulher e nos filhos e toca de zarpar. Já não teve de dar o salto, mas as lágrimas caíram-lhe na mesma.

"O que é que não temos? Satisfação! O que é que nós queremos? Revolução!"(2) Hoje é outra vez o primeiro dia do resto das nossas vidas, temos todos e todas um brilhozinho nos olhos. A austeridade não é inevitável. O pensamento não é único. Eu cruzei a ponte. Pára o porto, pára Coimbra, pára Braga, pára Viseu, pára o Funchal, pára Vila Real, pára Évora, pára tudo! O Alentejo é nosso outra vez. "A paz, o pão, habitação, saúde, educação. Só há liberdade a sério quando houver liberdade de mudar e decidir, quando pertencer ao povo o que o povo produzir."(3) "Não nos venham com cantigas, não cantamos para esquecer, nós cantamos para lembrar que só muda esta vida, quando tiver o poder o que vive a trabalhar."(4) Se o ataque é brutal, a greve é geral. Salários e pensões não pagam dívidas, o empobrecimento não paga dívidas, a exploração não paga dívidas. Trabalhadores e trabalhadoras em luta contra a carestia de vida. A troika cheira mal dos pés, a troika é burra, morra a troika, morra pum! A troika é a velha, mas nós não somos nêsperas.

Spartacus morreu na cruz, a Revolução Francesa morreu na cruz, o 25 de Abril ainda está na cruz, é tempo de o resgatarmos.

"Artigo 1.º, República Portuguesa, Portugal é uma República soberana, baseada na dignidade da pessoa humana e na vontade popular, e empenhada na construção de uma sociedade livre, justa e solidária."

Liberdade, igualdade, fraternidade. Eu sou Spartacus. O povo, quando estiver unido, jamais será vencido.

"Artigo 21.º, Direito de resistência: Todos têm o direito de resistir a qualquer ordem que ofenda os seus direitos, liberdades e garantias e de repelir pela força qualquer agressão, quando não seja possível recorrer à autoridade pública." A austeridade ofende os meus direitos, as minha liberdades e as minhas garantias.

Liberdade, igualdade, fraternidade. Eu sou Spartacus. Portugal não é a Grécia e eu estou desempregado, mas resisto. A maré vai-se levantar. Eu cruzei a ponte. Não há becos sem saída. O Povo contra-ataca. Nós ou a troika?

(1) Fernando Ulrich, aqui há dias, demonstrando o carinho que tem pelos juízes do T.C.
(3) Sérgio Godinho, "Liberdade"
Todos os artigos retirados da Constituição da Repúblia Portuguesa
Publicado por André Albuquerque no blogue Serena o ser, aqui.

O direito à dignidade e à vida - intervenção de Jorge Falcato, dos (d)Eficientes Indignados

O direito à dignidade e à vida

Quem são as pessoas com deficiência?

São mais de 10% da população.
São pobres. 
49% das famílias que integram uma pessoa com deficiência têm rendimentos mensais que não ultrapassam os 600€. 
É nestas famílias que o estado delega a responsabilidade de assegurar a subsistência das pessoas com deficiência. 

A maioria vive de pensões que não ultrapassam os 212 euros mensais. São 7 euros por dia.
O estado gasta mais do que isto com cada cão da GNR.

Mas, atenção, estas pessoas perdem o direito a à pensão se tiverem qualquer outro rendimento superior a 178 euros. 
Se casarem com alguém que tenha mais de 250 euros mensais também perdem o direito à pensão. O Estado português acha que um casal pode viver com 125 euros cada um.

Se a pessoa com deficiência necessitar de apoio nas suas actividades da vida diária, tem direito a 88 euros mensais para pagar a quem lhe preste assistência.
Como este apoio só é concedido a quem necessita de pelo menos 30 horas semanais de assistência, o seu cuidador recebe a fantástica quantia de 49 cêntimos à hora.
O tratador do cão da GNR, como é evidente, recebe muito mais.

É esta a situação de grande parte das pessoas com deficiência em Portugal, a crise não é novidade para elas. Sempre foi assim. Nunca andaram a gastar acima das suas possibilidades. Sempre viveram em crise.

Mas a desculpa da crise serviu para agravar ainda mais as nossas condições de vida. 
Cortaram no transporte para tratamentos. Cortaram no apoio ao ensino especial. Dificultam a atribuição de produtos de apoio que são indispensáveis, obrigando muita gente a recorrer à caridade da recolha de tampinhas e festas de aldeia. Cortaram nos salários dos poucos que têm emprego e que têm despesas acrescidas para poderem trabalhar. 

Esta situação de discriminação, esta vida de exclusão não pode continuar.

Nós temos direito a viver. E viver não é só respirar.

Temos direito a um rendimento digno.
Temos direito a não ser prisioneiros nas nossas próprias casas.
Temos direito a viver onde queremos e a não ser obrigados a viver em lares de idosos.
Temos direito a usar as cidades, a ir onde nos apetecer.
Temos direito aos transportes públicos.
Temos direito a uma educação e formação profissional inclusivas.
Temos direito a uma vida independente!

É por tudo isto e porque continuamos a ser vítimas de discriminação, que nós, (d)Eficientes Indignados, saímos à rua e voltaremos a sair as vezes que for preciso, apelamos a todas as pessoas com deficiência e suas famílias que se juntem a nós nesta luta.

Somos muitos e não estamos dispostos a continuar a ser cidadãos invisíveis.

ISTO PODE MUDAR. 

ISTO VAI MUDAR!

É tempo de agir. É tempo de aumentar a intensidade da nossa acção - Texto dos organizadores, lido no final da manifestação

É tempo de agir. É tempo de aumentar a intensidade da nossa acção.


A apresentação do Orçamento do Estado para 2014 reforça a ideia de que a austeridade tem dois objectivos: empobrecer-nos e desmantelar os serviços públicos que construímos. As mentiras do controlo do défice e da diminuição da dívida externa são artifícios para aumentar o desemprego, a pobreza e a miséria. Não nos querem apenas mais pobres, querem-nos cada vez mais dependentes.

Os sacrifícios que esmagaram a população do país no último ano e que forçaram à emigração centenas de milhares de pessoas não tiveram qualquer impacto no défice. O deste ano será exactamente igual ao de 2012. A dívida pública chegou, no final do 1.º trimestre de 2013, aos 131,4% do PIB. Quando a troika entrou em Portugal, essa dívida era de 97%. Durante mais de dois anos de troika, o desemprego disparou para os níveis mais altos de sempre e a dívida pública aumentou mais de trinta e quatro pontos percentuais. Esta dívida é impagável.

A gula dos especuladores não terminará no próximo ano, como nos pretendem fazer crer.

Passos Coelho anunciou esta semana um novo nome para o memorando: Programa Cautelar. Derrubar este governo é uma necessidade urgente. A denúncia da acção deste governo não nos deve fazer esquecer que estas mesmas medidas, com diferentes nomes, têm vindo a ser aplicadas por sucessivos governos. Do mesmo modo, também não nos podemos esquecer de que o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, é uma figura central, por um lado, na definição do estado a que o país chegou e, por outro, na aprovação de todos os ataques aos direitos sociais, à soberania, à Constituição.

Entre Educação para todos e Educação só para alguns, nós escolhemos Educação para todos. Hoje, aqui, afirmamos que erguemos uma barricada para defender a nossa Escola: a Escola Pública.

Entre Saúde pública e flagelo, nós escolhemos Saúde pública. Hoje, aqui, afirmamos que erguemos uma barricada para defender o Serviço Nacional de Saúde.

Entre transporte público e gueto, nós escolhemos transporte público. Hoje, aqui, afirmamos que erguemos uma barricada para defender o acesso de todos ao transporte público.

Entre a manutenção na esfera pública de sectores estratégicos e a sua privatização, nós escolhemos a manutenção da água, energia, transportes, florestas e correios na esfera pública. Hoje, aqui, afirmamos que erguemos uma barricada para lutar contra as privatizações.

Entre Cultura e ignorância, nós escolhemos Cultura. Hoje, aqui, afirmamos que erguemos uma barricada para defender o acesso de todos à Cultura.

Entre pensões e salários dignos e miséria permanente, nós escolhemos a Dignidade. Hoje, aqui, afirmamos que erguemos uma barricada não só para lutar contra a precariedade e contra o desemprego, mas, também, para defender os trabalhadores e os pensionistas, que, ano após ano, têm vindo a ser roubados nos seus direitos e rendimentos.

Entre a Constituição e o memorando, nós escolhemos a Constituição. Hoje, aqui, afirmamos que erguemos uma barricada para defender a Constituição da República Portuguesa em tudo aquilo que este governo a deseja aniquilar.

Nós ou a troika? Hoje, aqui, afirmamos que escolhemos resistir para existir.

Que se lixe a troika, não há becos sem saída.

O ataque a que o nosso povo e todos os povos da Europa estão a ser sujeitos exige uma resistência dura, articulada, solidária, persistente e internacional. O nosso combate é pela democracia e pela liberdade — e é feito ao lado de todos os que as defendam. O nosso combate é pela necessidade de cada povo decidir sobre o seu destino. O nosso combate é contra a guerra entre povos para a qual nos querem conduzir.

Hoje, sabemos que, pelo país fora, há milhares de pessoas que se manifestam.

Hoje, sabemos também que milhares de pessoas pelo mundo fora olham para nós com a esperança de poderem regressar ao país em que querem viver. É por eles, e com eles, que contamos para construir o nosso futuro. Cá e lá, resistimos.

Hoje levantámos barricadas. 

A saída somos nós. O povo é quem mais ordena.


terça-feira, 22 de outubro de 2013

Percurso da manifestação de 26 de Outubro, em Lisboa


Dia 26 de Outubro em Lisboa saíremos da Praça do Rossio a partir das 15h e seguiremos até à Assembleia da República, seguindo o percurso descrito. Todos às ruas, todas às praças! Que Se Lixe a Troika, Não Há Becos Sem Saída!

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Todos às ruas! Todos às pontes - Nota de imprensa


Perante o desastre humanitário que se abate sobre o país, que se confirma e agrava com a apresentação do Orçamento do Estado para 2014, apelamos a toda a população que se manifeste contra a política de massacre levada a cabo há mais de 2 anos por este governo.

Solidarizamo-nos com a CGTP e a sua manifestação a 19 de Outubro, fortemente atacada por um governo autoritário que quer proibir essa manifestação alegando critérios técnicos dúbios. Esta posição inédita na história recente do país é um atentado directo contra o direito de manifestação configurado na Constituição da República, documento que aliás o governo já afirmou publicamente querer mudar. Estaremos presentes na manifestação a 19 de Outubro – em Lisboa na Ponte 25 de Abril e no Porto na Ponte do Infante, e juntamo-nos ao apelo à participação popular, rejeitando a chantagem do medo imposta pelo governo.

Todos os momentos de luta devem juntar-se e apelamos a um mês de Outubro que derrube definitivamente este governo com o seu orçamento destruidor e que imponha a saída da troika e das suas medidas que estão a destruir o país e o sul da Europa – estaremos na rua a 19 de Outubro, no Ponte-a-pé ao Governo, e a 26 de Outubro em todo o país na manifestação Que Se Lixe a Troika – Não Há Becos Sem Saída.

Mais de 800 pessoas já subscreveram a convocatória da manifestação Que Se Lixe a Troika, Não Há Becos Sem Saída, que se realizará a 26 de Outubro em todo o país. Já existem convocatórias descentralizadas para 11 cidades: Aveiro, Braga, Coimbra, Faro, Funchal, Lisboa, Portimão, Porto, Setúbal, Viana do Castelo e Vila Real. 

Há Saída!

(nota enviada hoje aos órgãos de comunicação social)

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Manifestação a 26 de Outubro - Texto de apelo e subscritores


Que se lixe a troika! Não há becos sem saída!

É tempo de agir. 

Sabemos que o regime de austeridade no qual nos mergulharam não é, nem será, uma solução. Voltamos a afirmar que não aceitamos inevitabilidades. Em democracia elas não existem.

É tempo de escolhas simples. Educação para todos ou só para alguns? Saúde pública ou flagelo? Transporte público ou gueto? Constituição ou memorando da troika? Cultura ou ignorância? Pensões e salários dignos ou miséria permanente? 
Nós ou a troika?

Sectores vitais para a nossa sobrevivência estão a ser entregues a banqueiros e especuladores, que os reduzirão à razão do lucro: água, energia, transportes, florestas, comunicações. Querem forçar-nos a abdicar do que construímos: na Saúde, na Educação, nos direitos mais básicos como habitação, alimentação, trabalho e descanso.
A troika e os governos que a servem pretendem deitar fora o sonho de gerações de uma sociedade mais livre e igualitária.

A quem está farto de ver vidas penhoradas e esvaziadas, fazemos o apelo a que se junte a nós na construção da manifestação de 26 de Outubro. 
A manifestação será mais um passo determinante na resistência ao governo e à troika!

Não há becos sem saída.
(Texto de apelo aprovado no plenário aberto realizado a 22 de Setembro, no Teatro do Bairro, em Lisboa)
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Eventos no Facebook
Aveiro  Beja  Braga  Coimbra  Faro  Funchal  Horta, Faial  Lisboa  Portimão  Porto  Setúbal  Viana do Castelo  Vila Real Viseu
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Subscritores (lista final) - 1050 (26-10-2013)
Abigail Maia   Ada Pereira da Silva   Adão Cruz   Adão José Pinto Contreiras   Adriana Lopera   Adriano Alfredo Teixeira Parreira   Adriano Almeida   Adriano Campos   Afonso Cruz   Afonso Moreira   Águeda Quintino   Albertina Pena   Alberto Cruz   Alberto Marques   Alberto Ricardo Gonçalves Martinho   Alcides Santos   Alexandra Fonseca e Silva   Alexandra Freire   Alexandra Martins   Alexandra Silvestre Coimbra   Alexandre Abreu   Alexandre Alves Barata   Alexandre Azinheira   Alexandre Costa   Alexandre Sousa Carvalho   Alice Carreiras   Alice Mackay D´ Ávila   Alice RedShoes   Alípio Cristiano de Freitas   Alistair Grant   Allan Stoleroff   Álvaro Almeida   Álvaro Faria   Amália Andrade   Amarílis Felizes   Ambra Formenti   Ana Ademar   Ana Alexandra Graça Gonçalves   Ana Alves   Ana Amaral   Ana Bárbara Pedrosa   Ana Bastos   Ana Brandão   Ana Cabral Couto Lopes Nóvoa   Ana Carla Gonçalves   Ana Catarina Coelho Verdier   Ana Costa   Ana Deus   Ana Estêvão   Ana Estevens   Ana Feijão   Ana Figueiredo   Ana Filipa Oliveira   Ana Gaspar   Ana Gerschenfeld   Ana Gonçalves   Ana Isabel Simões Vaz Sarr   Ana Júlia Filipe   Ana Lúcia Brigeiro   Ana Margarida Carvalho   Ana Maria da Conceição Gonçalves   Ana Maria Pereirinha   Ana Maria Reis Picoto   Ana Maria Silva Soares   Ana Martins   Ana Matos   Ana Mota   Ana Nave   Ana Nicolau   Ana Patricia Pereira de Sousa   Ana Paula Amaral   Ana Paula Barros   Ana Paula da Silva Coelho   Ana Paula Miranda   Ana Paula Simões de Oliveira   Ana Pinto   Ana Rajado   Ana Rita Conde Dias   Ana Rita Subtil   Ana Roque Arcângelo   Ana Valentim Dias   Anabela Coelho   Anabela Delgado   Anabela Resina Almeida   Anabela Romba   Anabela Silveira   Anabela Valagão Valentim   André Albuquerque   André Albuquerque Matos   André Amador   André Carmo   André Couto   André Freire   André Lara   André Levy   André Lourenço e Silva   André Pereira   André Pestana   André von Hafe Leite   Andrea Inocêncio   Andreia Páscoa   Ângela Cerveira   Ângela Fernandes   Antoine Pimentel   Antónia Estrela   Antónia Lima   Antónia Lisboa   António Abreu   António Alfredo Poeiras   António Avelãs   António Baptista Chinita   António Borralho Vieira   António Capelo   António Chora   António Costa Santos   António Faro   António Garcia Pereira   António Gil   António Gonçalves   António Grosso   António José da Graça Ferrão   António Júlio Ribeiro Fernandes   António Louçã   António Luís Lopes   Antonio Maria de Sousa   António Mariano   António Marques Revez   António Monteiro Cardoso   António Olaio   António Oliveira Castro   António Pavão Nunes   António Pedro Vasconcelos   António Pinho Vargas   Antonio Rodrigues   António Subtil   António Vidal   Armando Herculano   Armando Nascimento Rosa   Armando Sá   Augusta Clara Soares de Matos   Augusto de Jesus Rodrigues   Áurea Dantas   Aurélio Malva   Avelino Mendes   Bárbara Marques dos Santos   Bárbara Paixão Poeiras   Bárbara Rocha   Bárbara Veiga   Beatriz Ramos de Almeida   Belandina Vaz   Belén Álvarez   Boaventura Sousa Santos   Brian J. O'Neill   Brigite Bazenga Gonçalves   Britta Baumgarten   Bruna Natacha Parro   Bruno Béu   Bruno Brandão da Silva   Bruno Braz   Bruno Cabral   Bruno Carvalho   Bruno da Ponte   Bruno Diogo   Bruno Góis   Bruno Gonçalves   Bruno J. N. Guerreiro   Bruno Mendes   Bruno Sacramento   Camilo Azevedo   Candida Matos   Carla Dias   Carla M. Cardoso   Carla Prino   Carla Romualdo   Carla Sancho   Carla Sousa   Carlos A. M. Gouveia   Carlos Alberto dos Santos Rosa   Carlos Alberto Ribeiro da Silva   Carlos Antunes   Carlos Barretto   Carlos Branco   Carlos Camelo   Carlos Carujo   Carlos Couto   Carlos Ermida Santos   Carlos Ferreira   Carlos Galvão   Carlos Guedes   Carlos José Teixeira   Carlos Luis Figueira   Carlos Mendes   Carlos Morganho   Carlos Pinto   Carlos Pratas   Carlos Tê   Carlos Valentim Ribeiro   Carmo Roby Amorim   Catarina Aidos   Catarina Alves   Catarina Amaral Lourenço   Catarina Carmelo   Catarina Carvalheiro   Catarina Correia   Catarina de Gouveia Homem   Catarina de Sousa   Catarina Faustino Leitão Martins   Catarina Gorgulho   Catarina Lopes Paiva Martins   Catarina Peniche   Catarina Ramos   Cátia Marques   Cecília Honório   Cecília Sousa   Celina Adriano   Celme Tavares   Cesaltina Eliseu   Chiara Pussetti   Chullage   Clara Cuéllar   Clara Joana Vitorino   Clara Pinto   Clara Queiroz   Clarinda Moutinho   Cláudia Afonso   Cláudia Caetano   Cláudia Campos   Cláudia Elias   Cláudia Figueiredo   Cláudia Gomes Batista   Cláudia Gouveia Lêdo   Cláudia Marques Cláudio   Cláudia Silva   Conceição Alpiarça   Conceição Sousa   Constantino Duarte Gomes de Matos   Cristiana Bastos   Cristiana Pimenta   Cristina Andrade   Cristina Braga   Cristina Campos   Cristina Cavalinhos   Cristina Chafirovitch   Cristina Coelho   Cristina Ferreira da Silva   Cristina Marinho Mendes   Cristina Mendes   Cristina Moreno   Cristina Paixão   Cristina Salvado   Cristina Santinho   Cristina Semblano   Cristina V. Pires   Cristina Vilhena   Dalila Teixeira   Daniel Godinho   Daniel Nobre Mendes   Daniel Oliveira   Daniel Reis   Daniel Tavares   Daniela Serralha   Dario Fonseca   David Crisóstomo   David Pires Barreira   David Tavares   Davide José Costa   Davide Pinheiro   Davide Santos   Diana Andringa   Diana Costa e Silva   Diana Neves   Diogo Ferreira   Diogo Parreira   Diogo Ribeiro de Campos   Diogo Varela Silva   Dolores de Matos   Dora Fonseca   Duarte Rodrigues   Edite Queiroz   Eduarda Ferreira   Eduarda Maria Ramos Horta   Eduardo Bento   Eduardo Marques   Eduardo Neves   Eduardo Pereira Bártolo   Eduardo Velosa   Egídio Sousa Perestrelo   Eliana Sales   Elisa da Silva Alves   Elisa Scarpa   Elisabete Figueiredo   Elísio Estanque   Elsa Martins   Elsa Sertório   Ema Gomes   Emília de Jesus Novo   Emiliana Silva   Érica Postiço   Ernestina Carrilho   Eugénia Santa Bárbara   Eugénia Vasques   Eva Machado   Evandro Miguel Martins Saraiva   Fábio Salgado   Fátima Homem Cristo   Fátima Lopes   Fátima Rolo Duarte   Fátima Sá   Fernanda Lapa   Fernanda Marques   Fernanda Policarpo   Fernanda Pratas   Fernanda Queirós   Fernanda Queiroz   Fernanda Silva   Fernando Andrade   Fernando André Rosa   Fernando Centeio   Fernando Felizes   Fernando Jardim   Fernando Jorge Lopes   Fernando Mano   Fernando Nobre Cação   Filipa Alvim   Filipa Gonçalves   Filipa Morais Pereira   Filipa Roque   Filipa Vala   Filipe Caetano   Filipe Côrte-Real Sousa Teles   Filipe Rosas   Filipe Tourais   Filomena Canteiro   Filomena Carocinho   Francesca Rayner   Francesco Vacchiano   Francisco A. Fortunato   Francisco d'Oliveira Raposo   Francisco Fanhais   Francisco Frazão   Francisco Freire   Francisco Louçã   Francisco Magalhães   Francisco Manuel Miguel Colaço   Francisco Santos   Frederico Aleixo   Frederico Pinheiro   Gabriel Carvalho   Gabriela Vitorino   Gilda Paço   Gisela Cañamero   Gonçalo Fonseca   Gonçalo Romeiro   Graça Cordeiro   Graça Horta   Graça Pacheco   Guadalupe Simões   Gui Castro Felga   Guilherme Cartaxo   Guilherme Oliveira   Hélder Costa   Hélder Gomes   Hélder Menor   Helena Brandão   Helena Briga Nogueira   Helena Casqueiro   Helena Dias   Helena Figueiredo   Helena Murteira   Helena Pato   Helena Pinto   Helena Romão   Helena Roseta   Helena Santos   Heléne Veiga Gomes   Helga Manuel   Hélia Jacinto   Heloisa Paulo   Henrique Antunes Ferreira   Henrique Bulcão   Henrique Daniel Silva   Henrique de Sousa   Henrique Gil   Henrique Manuel Bento Fialho   Henriqueta Maia   Hernâni Matos   Hugo Cristóvão   Hugo Evangelista   Hugo Everard Tavares   Hugo Ferreira   Ilídia Maria Costa Pinheiro   Inês Barbosa   Inês Beleza Barreiros   Inês Carvalhosa   Inês Fernandes   Inês Gonçalves   Inês Lopes   Inês Magalhães Mota   Inês Meneses   Inês Metelo   Inês Simões   Inês Subtil   Inês Tavares   Inocência Mata   Iolanda Évora   Irene Porto   Irina Castro   Irina Monteiro Morais   Irina Pampim   Isabel Atalaia   Isabel Barahona   Isabel Bezelga   Isabel Branco Pires   Isabel Cabeçadas   Isabel D. Alves   Isabel Duarte   Isabel Falcão   Isabel Fernandes   Isabel Gentil   Isabel Gomes   Isabel Louçã   Isabel Malheiro   Isabel Mões   Isabel Moreira   Isabel Moura   Isabel P. Santos   Isabel Tadeu   Isabel Ventura   J. León Acosta   Jaime Mendes   Jaime Pinho   Jakilson Pereira (Hezbollah)   JC Duarte   Jerónimo Gil   Joana Ademar   Joana Alcântara   Joana Amaral Dias   Joana Azevedo Viana   Joana Brandão   Joana Campos   Joana Filipa Amaral Grilo   Joana Filipa Freitas   Joana Gomes Saraiva   Joana Lopes   Joana Manuel   Joana Pereira   Joana Pupo   Joana Russo   Joana S. Queiroz   Joana Saraiva   Joana Sofia Barros do Casal Bom   Joana Urban Vitorino   Joana Véstia Russo   João A. Grazina   João Afonso   João Almeida   João Alves   João André Duarte   João Bacelo   João Balão   João Barrento   João Camargo   João Carreiras   João Catarino   João Correia   João Curvêlo   João Eduardo Martins   João Falcão-Machado   João José Martins Santana Vital   João Lampreia   João Lopes   João Louçã   João Magalhães Moreira   João Manso Pinheiro   João Mário Bárbara   João Marques Laranjo   João Medeiros   João Melro   João Miguel Pereira Louro   João Miguel Pereira Monteiro de Sousa   João Monge   João Pascoal   João Paulo   João Paulo Caio   João Paulo Cotrim   João Paulo Rocha   João Pedro Coelho Balreira da Silva   João Pinto   João Pires   João Rafael Abreu Fortes   João Ribas   João Rodrigues   João Romão   João San Payo   João Saramago   João Tordo   João Torgal   João Vasco Gama   João Vasconcelos   João Vasconcelos Costa   João Veloso   João Vilela   Joaquim Calado   Joaquim Monteiro Matias   Joaquim Paulo Nogueira   Joaquim Pessoa   Joaquim Pina   Jonas Van Vossole   Jorge Bateira   Jorge Costa   Jorge Cunha Santos   Jorge Elias   Jorge Falcato Simões   Jorge Luís Franco Rocha   Jorge Maurício Machado Alves   Jorge Mendes   Jorge Palinhos   Jorge Palma   Jorge Ramalho   Jorge Sampaio   Jorge Silva Melo   José Alberto Ferreira   José António Melo Nunes Guerra   José Boavida   José Braz   José Carlos Gomes   José Carlos Tavares   José Duarte Coelho Albino   José Filipe Costa   José G. Matias   José Gema   José Guerra   José Gusmão   José Júlio Sardinheiro   José Lopes   José Luís Garcia   José Luís Peixoto   José Manuel Ruivo Palmeiro   José Manuel Teixeira   José Mapril   José Maria Moura   José Maria Rodrigues   José Miguel Marques Subtil   José Moutinho dos Santos   José Nuno Matos   José Oliveira Dias   José Paulo Coelho Albino   José Pedro Palmeira Franco Ferreira   José Peixoto Henriques   José Pinto Cardoso   José Ribeiro   José Russell   José Salgueiro   José Soeiro   José Vítor Malheiros   José Zaluar   Josina Almeida   JP Simões   Júlia Correia   Júlia Coutinho   Juliana Madruga Inácio   Júlio de Oliveira Gago   Karina Guergous   Karina Matias   Lara Afonso   Laura Alves Diogo   LBC   Leonardo Silva   Leonel Gonçalves   Licínio Nunes   Lídia Fernandes   Lídia Ribeiro   Lídia Simões   Lígia Veiga   Liliana Marcelina Camacho da Gama   Liliana Pimentel   Linda Miriam Cerdeira   Lorenzo Bordonaro   Luanda Cozetti   Lúcia Correia   Lúcia Gomes   Lúcia Moniz   Lúcia Vilhena   Ludovico Lourenço   Luís Aleluia   Luís Bernardo   Luís Bragança Gil   Luís Carlos Boavida Amaro   Luís Carlos Magalhães Martins   Luís Filipe Pires   Luís Gottschalk   Luís Graça   Luís Júdice   Luis M S Oliveira   Luís Manuel Pereira Felisberto   Luís Martins Pote   Luís Miguel da Silva Gomes   Luis Miguel Figueiredo   Luis Miguel Gonçalves Marques   Luís Miguel Santos   Luís Miguel Silva Moreira   Luís Moleiro Santos   Luis Nascimento   Luís Paulo Baptista   Luís Piçarra   Luís Pimentel   Luís Rainha   Luís Ribeiro   Luís Santos   Luís Torgal Brás   Luís Varatojo   Luís Vasconcelos   Luísa Coder   Luísa Costa Gomes   Luísa Emanuela Ferreira Carvalho   Luísa Medeiros   Luísa Ortigoso   Luísa Potlatch   Luna Rebelo   Luz Câmara   Luzia Maria Batista Braz   Luzia Paramés   Mª Ángeles Fernández   Madalena Ávila   Madalena Pestana   Madelyn Ventura   Mafalda Melo Sousa   Mafalda Merino   Mafalda Mota Dias   Mafalda Sofia Carreira Dantas Balsemão Barbosa   Magda Alves   Magda Maria Brito Madeira   Maja Hadian   Mamadou Ba   Manuel Almeida   Manuel Araújo   Manuel Costa Alves   Manuel Duarte Saraiva   Manuel Gusmao   Manuel Neves Bancaleiro   Manuel Salgueiro Aparício   Manuel San Payo   Manuela Góis   Manuela Ralha   Manuela Ribeiro Sanches   Manuela Vasconcelos   Mar Velez   Márcio Guerra   Marco Aurélio Lopes Francisco   Marco Ferreira   Marco Marques   Margarida Cardoso   Margarida Dias Coelho   Margarida Garrido   Margarida Janeiro   Margarida Paredes   Margarida Pelica   Margarida Salema   Margarida Santos   Margarida Vale de Gato   Margarita Correia   Maria Alice Pimentel   Maria Alice Rodrigues Subtil   Maria Antónia Castilho   Maria Benito   Maria Bispo   Maria Canelhas   Maria Cardeira da Silva   Maria Clara Lino   Maria Cristina Paiva Duarte Ferreira   Maria da Cruz Quitério Correia   Maria da Paz Campos Lima   Maria da Paz Carvalho   Maria das Neves Amaro   Maria de Fátima Luís   Maria de Fátima Quaresma   Maria de Lourdes Costa   Maria de Lourdes Delgado   Maria do Céu G. 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Aragonez   Maria Luísa Loup   Maria Manuel Everard   Maria Manuel Rola   Maria Morgado   Maria Rosa de Jesus Alves   Maria Teresa Horta   Maria Teresa Piçarra   Maria Tomé Guedes   Maria Zamora   Mariana Cabrera Zanatti   Mariana Carneiro   Mariana Christ Lemos   Mariana Falcato Simões   Mariana Maia Nogueira   Mariana Mortágua   Mário Carneiro   Mário de Carvalho   Mário Fernando Carvalho Jesus   Mário José Balreira da Silva   Mário Rui Coelho da Silva   Mário Semião   Marisa Matias   Marta Lalande Prista   Marta Manuel   Marta Morais   Marta Penilo   Marzia Grassi   Micol Brazzabeni   Miguel Alexandre   Miguel Barrantes   Miguel Cardina   Miguel Carvalho   Miguel Castro Caldas   Miguel Cipriano   Miguel Estudante   Miguel Heleno   Miguel Mimoso Correia   Miguel Monteiro   Miguel Pires Ramos   Miguel Reis   Miguel Sampaio   Miguel Semedo   Miguel Silva Graça   Miguel Tiago   Miguel Vale de Almeida   Miguel Videira Cardoso Dias   Mila Belo   Mónica Garcez   Mónica Mesquita   Mónica Nascimento   Myriam Zaluar   Natália Vilarinho   Natalie Batalha   Nathalie Rodrigues   Nelson Arraiolos   Nélson José Nunes Araújo   Nélson Peralta   Nídia Zózimo   Noémia Pinto   Noémio Ramos   Nuno Alexandre Morais Felisberto   Nuno Alexandre Rodrigues Tavares   Nuno André Patrício   Nuno Artur Silva   Nuno Atalaia Rodrigues   Nuno Bio   Nuno Correia   Nuno Costa   Nuno Duarte   Nuno Duarte (Jel)   Nuno Fonseca   Nuno Gomes dos Santos   Nuno Marcolino   Nuno Miguel Carona Rodrigues de Carvalho   Nuno Miguens de Sousa Machado   Nuno Moniz   Nuno Patrício   Nuno Ramos de Almeida   Nuno Rodrigues   Nuno Serra   Nuno Silva   Nuno Silva Costa   Nuno Teles   Nuno Viana   Oceana Basílio   Octávio Teixeira   Odete Cruz   Olga Moutinho   Olívia Maria Pereira Soares   Olívia Soares   Orlando Baptista   Orlando Manuel Pereira Neves de Carvalho   Patrícia Alves de Matos   Patrícia Delgado   Patrícia Freire   Patrícia Pedrosa   Patrícia Pereira Paixão   Patrícia Vieira   Paula Baltazar Martins   Paula Brito   Paula Cabeçadas   Paula Cristina Marques   Paula Gil   Paula Godinho   Paula Nunes   Paula Regina Ferreira   Paula Santos   Paula Sequeiros   Paula Sofia Luz   Paula Sofia Moreira   Paula Togni   Paula Varanda   Paulete Matos   Paulo Alexandre Santos Vieira   Paulo Almeida   Paulo Alves Machado   Paulo Coimbra   Paulo Fidalgo   Paulo Granjo   Paulo J.P. 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D. Correia   Susana Matos Viegas   Susana Maurício   Susana Santa Clara   Susana Sobrado   Tânia Bessa   Tânia Franco   Tatiana Moutinho   Tatiana Neto   Teresa Almeida   Teresa Barros Pinto   Teresa Dias Coelho   Teresa Ferreira   Teresa Fradique   Teresa Guerreiro   Teresa Henriques   Teresa Maria Matoso   Teresa Silva   Teresa Soares   Teresa Trigo de Sousa   Teresa Verdier   Tiago Carmo Vaz   Tiago Castelhano   Tiago Figueiredo   Tiago Fonte   Tiago Gillot   Tiago Gomes   Tiago Lemos Peixoto   Tiago Mota Saraiva   Tiago R. Santos   Tiago Rodrigues   Timóteo Macedo   Valerio Simoni   Valete   Vanessa de Almeida   Vasco Ávila Rego da Silva   Vasco da Rocha   Vasco Duarte (Falâncio)   Vasco Santos   Vera Alves   Vera Cristina Sampaio Lopes   Vera Silva   Vera Soares   Verónica Ganhão de Oliveira Russo   Vicente Alves do Ó   Victor Manuel Soares Medina   Virgínia Fróis   Viriato Soromenho-Marques   Viriato Teles   Vitor Dias   Vitor Hugo Carmo   Vitor Monteiro   Vítor Sarmento   Youri Paiva 
Última hora: Gui Abreu de Lima
Nota: Quem quiser subscrever o texto de apelo pode fazê-lo enviando um e-mail com o nome para plenario22set@gmail.com